Feliz aniversário, meu amor.

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NOTAS DA MORCEGA

Oi meninxs, demorou mas chegou! Espero conseguir atualizar amanha para vocês, mas preciso de motivação kkkkkkk então comentem muito para me incentivar a continuar com essa fofurice aqui kkkkkkk

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Eu me encontrava em êxtase derramada sob os lençóis da cama de Alessandro. Bom, na verdade, naquela altura do campeonato eu poderia chamá-la de nossa cama facilmente, já que eu não sairia dela nunca mais. Um largo sorriso se fazia presente em meu rosto, eu estava realizada e completa. Me libertei das amarras de ter que manter uma imagem perante ao meu país, isso já não importava mais.

A única imagem que transpareceria era a da verdadeira Simone Nassar Tebet, uma imagem verdadeira e honesta em princípios, como sempre fui, mas também como ser humano. Deixei para trás um casamento infeliz e isso também já não importava.

A liberdade bateu em minha porta junto com o amor da minha vida e eu abri. Abri não somente as portas, mas todas as janelas e frestas que pudessem, mesmo que por um segundo, deixar esse amor se sufocar. Queria Alessandro por inteiro, por completo, até mesmo nas nuances comunistas.

Só sai de meus pensamentos quando ouvi um celular vibrar, já se passavam poucos minutos da meia-noite. Me preocupei tanto ao ver o nome "Janja" escrito no visor, que pude ter certeza de que aquele celular era o meu. Afinal de contas, porque a Janja ligaria a essa hora no celular de Alessandro? Não deixei o celular tocar mais de duas vezes, quando atendi e coloquei direto na orelha, sem dizer nada.

-Oh meu amigo querido! A primeira dama falava em grande animação e Simone podia ouvir a voz de Lula ao fundo -Não poderia deixar de te dar os parabéns, não é? Eu e o Lula lembramos assim que bateu meia noite que era o seu aniversário, espero não ter atrapalhado nada.

Puta que pariu, sim! Era aniversário de Alessandro, como eu pude me esquecer? Eu ouvi alguém comentando sobre isso na casa de Kátia sobre isso. Dia 28 de outubro era aniversário do deputado metido a surfistinha do Arpoador e eu esqueci completamente. Um turbilhão de pensamentos se passaram em minha cabeça, inclusive o pensamento de como eu explicaria para Janja o motivo de eu estar atendendo o telefone de Alessandro, ainda mais naquela hora da noite.

Rapidamente cheguei à conclusão de que não explicarei, desliguei o telefone sem ao menos dizer uma palavra. Tenho certeza absoluta que a minha cara estava impagável naquele momento, se os olhos pudessem saltar do rosto teriam o feito. Em um segundo levantei da cama e comecei a me vestir eufórica: tinha acabado de ter uma ideia brilhante para o presente de Alessandro, e ele se dividiria em duas partes.

-Si, princesa, o que está fazendo? Pra onde você vai? Alessandro tinha acabado de voltar para o quarto, com as taças e o vinho na mão, e uma cara de espanto. Na certa deve ter pensado que me arrependi e estava me vestindo para ir embora

-Eu não vou a nenhum lugar, meu amor, nós dois vamos! Rapidamente terminei de fechar a minha calça e me joguei nos braços de Alessandro, o enchendo de beijos. Sem entender nada ele colocou o vinho e as taças em um dos móveis de seu quarto e me segurou pela cintura -Sabe, querido... Você é igual esse vinho, sabia? Quanto mais velho, mais gostoso. Selei nossos lábios em um selinho demorado -Feliz aniversário, meu comunistinha de apartamento

-Meu amor... Eu não esperava que lembraria. O sorriso que Alessandro abriu naquele momento era capaz de curar todas as feridas da minha alma -Obrigado, princesa, você é o maior presente de aniversário que eu poderia ganhar e.... Comunistinha de apartamento? Esse apelido é novo, querida

Como 2 e 2Onde histórias criam vida. Descubra agora