Tradução : Corrente, jogo e banho
[Por Helena B.]
Independente de qualquer coisa eu sabia que garoto ia aceitar jogar, era nítido como a sua curiosidade era superior ao seu medo, estava disposta a dar corda para ver até onde ia. Olhei diretamente para os seus olhos azuis, o que o fez baixar olhar para o chão, vi os seus lábios carnudos e rosados separarem se algumas vezes dando-me a entender ir falar alguma coisa, mas acabou por desistir, isso irritava-me profundamente, nem era pela sua indecisão, mas sim pelo que vinha a seguir a ela, uma desculpa esfarrapa ou uma mentira descabida. Só pelos seus movimentos faciais tinha a certeza de que o seu Cérebro estava a mil a procura de uma resposta milagrosa que o ajuda-se, em quanto não entende se que era a sinceridade que eu queria presente nas nossas conversas os problemas dele não iam acabar.
- Olha para mim garoto- Falei de forma bruta, o seu olhar subiu vagarosamente ate ao meu.- Não é uma ordem não te vou obrigar a jogar, é uma escolha unicamente tua, mas depois não te quero pelos cantos a fazer perguntas descuidadas a fontes inviáveis.
Olhou para mim e mordeu o lábio inferior ví o seu pezinho e perna a tremerem pelo nervosismo, não tinha noção alguma da forma que me estava a provocar, naquele momento a minha vontade foi do arrastar até a cama.
- Eu posso mesmo perguntar qualquer coisa?- Perguntou baixinho, com aqueles olhos de cachorro sem dona que me deixam mole, o que dava uma raiva interna por amolecer com uma coisa tão estúpida como aquela. Puta que pariu que ódio só podia estar a ficar louca.
— Qualquer coisa desde que suportes a dor necessária- falei em quanto me aproximava da borda da banheira, na intenção chegar mais perto dele, vi algo estanho no seu pescoço.
- despe o roube.- levantou-se do banco e tirou o roube assim que o despiu a correntinha que trazia ao pescoço ficou totalmente visível, em prata branca com uma cruz, que batia no seu peito. Aquela figlia di puttana queria-me irritar não espera que usa-se o próprio filho para isso para me atingir, mesmo sabendo que ele se podia se magoar no processo, mas se o plano dela era semear discórdia enganou-se, não me ia afetar por um estúpido colar.
- Vem aqui garoto.- ele aproximou-se da banheira e baixou-se para ficar da minha altura, passei a mão pelo seu peito, senti a sua respiração ficar mais profunda, segurei a cruz e olhei para a sua parte de trás o "HB" estava lá cravado, agora não restava mais dúvidas que ela era uma cabra burra.
- Quem te deu isto garoto?- queria ver se iria encobrir aquela puta.
[ Por João Miguel]
Os meus olhos arregalaram quando ela pegou na cruz, pela maneira que olhou para ela algo de bom não era, o primeiro pensamento que veio a minha cabeça foi mentir e disser que a tinha comprado com dinheiro que me tinha dado de mesada, com medo de que se soube que foi a minha mãe a dar-me de presente e a tira-se de mim, mas de verdade eu estava cansado de problemas era só um colar ela não ia implicar com aquilo não era?
- Foi a minha Mãe. - a expressão de ódio dela aumentou com as minhas palavras.
— Tira, tira agora - A maneira que ela falou deu-me medo, mas eu tinha prometido nunca a tirar após a minha mãe ter dito ser importante para ela.
- Mas Helena foi um presente eu não quero tirar...eu quero ficar com ela.- Ela olhou para mim não acreditada, senti o meu rosto começar ficar quente, comecei a suar frio, pela expressão dela pensei seguramente que ia saltar daquela banheira e dar-me uma sova tão grande que nunca mais me levantava.
- Queres mesmo enfrentar-me por causa de uma porcaria de uma corrente?...- eu não respondi só baixei a cabeça.- Tudo bem garoto, queres ficar fica...- olhei rapidamente para ela -..., mas não na minha presença se queres usar usa longe de mim porque se eu a vir de novo, eu juro por tudo que vamos ter problemas. - Eu não ia discutir melhor do que ficar sem ela, joguei a mão fecho da corrente e tirei.
- Se pensas que ela te deu isso como ato de amor ou carinho estas, muito enganado a pessoa que te deu isso quer tudo menos o teu bem. - ela voltou a se afastar de mim, falou tudo sem olhar na minha cara, nao sabia se estava zangada ou dececionada? Não conseguia ler bem o que as feições. Não conseguia entender qual era a sua embirração com a minha mãe, elas não eram amigas? Não, ia,nem me dar ao trabalho de argumentar contra o que ela disse para mim aquilo era só para magoar e depois manipular-me com mais facilidade.
- Vou guarda-la então, obrigado por deixar-me ficar, em relação ao jogo se ainda estiver de pé eu aceito. - Respondi baixo a expressão dele mudou rapidamente de ódio para perversidade um sentimento estranho instalou-se em mim.
- Espera por mim no quarto. - Em que tipo de loucura eu estava-me meter?
(...)
Já estava alguns minutos no quarto a sua espera, saiu da casa de banho vestida com um robe de seda branca com alguns detalhes em renda o seu cabelo ainda estava preso num rolinho no alto da cabeça. Passou por mim e foi até ao roupeiro de parede e tirou dê-la um saco de viagem preto que jogou em cima da cama. — Ajoelha em frente ao espelho- ordenou. Andei até ao espelho quando me ia ajoelhar...
— Espera...- pegou numa almofada da cama e jogou em mim- a carpete é muito dura vai ferir os teus joelhos- olhei chocado, a mulher tinha criado um jogo para me maltratar e agora estava preocupada com os meus joelhos? Contive-me respirei fundo coloquei a almofada no chão e ajoelhei em cima dela. Helena retirou alguma coisa do saco e andou, ate mim, cobriu os meus olhos, respirei fundo preferia mil vezes ficar amarrado do que vendado. Não demorou muito e senti algo gelado a percorrer o meu corpo suavemente, pela textura era couro, encolhi-me no primeiro segundo que toucou na minha pele pelo susto.
- Não te vou amarrar, a cada golpe que desviar-te aumenta um. Fazes a pergunta eu escolho castigo se aguentares o castigo tens a resposta, se a meio do castigo desistires acaba o jogo e as perguntas. Entendido?
-Sim, Helena - Respondi pouco seguro, estar vendado complicava mais ainda as coisas.
- Quando quiseres, estou a tua espera - Falou em quanto passava levemente o instrumento, o qual eu desconhecia pela minha pele.
-Eu... eu.. - Não é que eu não tive perguntas eu tinha e muitas, o problema era saber o que não a ia irritar se de início eu começasse logo apanhar eu não ia durar muito no jogo.
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O perigo do teu toque
RomanceHelena, uma mulher enigmática e ameaçadora , surge misteriosamente na vida de João Miguel, obrigando-o a ir morar com ela e a seguir suas ordens. Essa narrativa é repleta de assassinatos, violência e suspense. Este texto ficcional aborda uma narr...
