Tradução: A caçada parte 1
[por João Miguel]
Tinha a minha cabeça encostada a janela do carro, estava muito escuro lá fora, estávamos a voltar para Roma, depois do que aconteceu na pizzaria não falamos mais, mas eu sabia que quando chegamos a casa íamos ter uma conversa.
A minha memória viajou para aquele momento caótico na pizzaria:
" É... Eu acho que isso não seria... — Sou interrompido pela voz da Helena. Fecho os olhos com força e sussurro "Que merda"
— João Miguel não vais apresentar a tua amiga?— Ela não é minha...- foi interrompido pela menina.
— Sou Beatice, eu fiquei encantada com o seu filho. — Quase cuspi a Coca-Cola que estava a beber.
— Ela não é minha... — foi interrompido de novo só que agora pela Helena.
— Estou a ver, é uma pena que o meu filho já tenha namorada. — foi extremamente irónica quando disse" o meu filho", sentia a tensão no ar. A menina sem noção sentou se no lugar onde Helena estava a minha frente.
— Bem, não tem problema podemos ser só amigos.- disse em quanto se sentava no lugar que não era dela.
— Esse lugar estava ocupado...- tentei falar mais uma vez e foi novamente interrompido.
— Não tem problema João Miguel, deixa a tua nova amiga sentar-se, tem muito espaço, vou-me sentar aqui. — Ela puxou a cadeira que estava ao meu lado e sentou-se. Era óbvio que não estava nada bem só olhar dela para menina, que me fazia pensar que a qualquer momento ela ia quebrar o pescoço da moça em dois deixa a vista de qualquer um que nada esta bem. Quase de certeza que ia sobrar para mim depois, querem saber que se foda eu estava com fome só queria comer a minha pizza, elas não me deixam falar então vou só comer a minha pizza em quanto elas se matam. O jantar continuou com a menina a fazer perguntas inconiventes sobre a minha pessoa, a Helena continuo a responder às perguntas como se não eu não tivesse ali, em quanto trocavam algumas farpas. Chegou um ponto que eu não aguentei, parecia que eu não passava um boneco sem vontades, aquela discussão sem nexo me estava deixar irritado, para além disso o que mais irritou foi o facto de nenhuma me deixar falar como se não tive direito opinar sobre o que eu queria ou não queria.
— Bem, mas ainda não me passas-te o teu número...- disse a menina olhando para mim
— E nem vai, não tem interesse em outras mulheres desde que começou na namorar, então ele não precisa do teu número querida.
— Acho que ele é que sabe se tem ou não interesse, mesmo sendo a mãe dele não pode decidir tudo por ele...- farto, eu estava complemente farto desta hora e meia de palhaçada.
— Ela não é a minha mãe e eu não quero o teu número, não tem a ver com eu ter namorada, porque simplesmente não existe namorada nenhum, o meu interesse por ti é zero, estou farto desta palhaçada, Helena vou espera-la no carro. — Falei e sai a passos largos do restaurante."
(...)
Segui-a em silêncio da garagem, onde estacionou o carro, até a sala.
— Vai para o teu quarto. — Ela falou quando parou no meio da sala. O meu coração bateu.
— Helena eu...— Quarto, agora
(...)
Cheguei ao quarto e pensei, pensei no fim de semana pensei e a única coisa que não me sai-a da cabeça era aquele momento na pizzaria que me tratou com um boneco sem vontades as coisas que me falou na entrada da loja, todo estes acontecimentos recentes alimentam de uma maneira descontrola e incensa-te o meu ódio, a minha raiva eu queria gritar, chorar estava cansado dos jogos dela, e das suas atitudes de superioridade, a sua soberba nunca me tinha incomodado tanto como hoje.
Ouvi o som dos seus passos no corredor, passou pela porta fechando-a.
— Não sei o que te passou pela cabeça, mas nunca mais, nunca mais mesmo voltes a ter um comportamento daqueles, não vou tolerar que...- O meu sangue ferveu.
— O quê? Que eu decida a quem vou dar o meu número ou o que vou comer, não espera não vai tolerar eu vestir-me como um maltrapilho? Ou será o facto de eu não querer o seu dinheiro que não vai tolerar?
— Como?!- perguntou, como advertência- Acho preciso de recordar-te de algumas coisas...
Interrompi-a de novo, este momento estava-me a lixar para tudo, a minha frustração era maior qualquer sentimento dentro de mim, ate mesmo que o medo que eu tinha.
— Eu é que não vou mais tolerar que me trate com um brinquedo que pode vestir, pentear, brincar e deixar de lado. Se o olhar mate-se neste momento eu já estava mais que morto, o meu queixo tremeu quando veio na minha a minha direção como uma leoa que ia caçar a sua presa.
— Pode tentar intimidar-me a vontade eu não vou mais aceitar que me trate assim. — eu estava tão enervado que comecei a gesticular com as mãos em quanto falava.
— Se mentiu para os meus pais, o que a impede de mentir para mim, o que no meio desta história é ou não é verdade? Estou farto de...- Helena estava bem próxima de mim e quando eu voltei a gesticular com as minhas calculei mal as nossas distâncias e as costas da minha mão acabou por cocar com alguma força no seu rosto quando.
Arregalei os olhos quando me dei conta do que fiz levei a mão a boca, dei alguns passos para trás estava tão nervoso que acabei por tropeçar no tapete que estava no quatro, a sua expressão facial estava pavorosa, eu tinha acabado de bater-lhe no rosto, estava mais que morto. Não tinha permissão para lhe tocar, estava perdido, Engoli seco, não conseguia parar de tremer
— Helena, juro que foi um acidente, eu jamais...- Tentei falar ainda caído no chão.
— Poucos foram aqueles conseguiram-me de alguma forma golpear-me no corpo e todos eles estão a 7 palmos debaixo da terra, imagina o que vou fazer contigo.
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O perigo do teu toque
RomanceHelena, uma mulher enigmática e ameaçadora , surge misteriosamente na vida de João Miguel, obrigando-o a ir morar com ela e a seguir suas ordens. Essa narrativa é repleta de assassinatos, violência e suspense. Este texto ficcional aborda uma narr...
