un cacciatore nato 2

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(João Miguel)

Madrugada de sábado em Genova 

 Eu corri para cima, mordi o meu lábio, mas não contive as lágrimas que transbordavam dos meus olhos. Porque ela estava tão zangada? Eu estava a tentar fazer tudo certo, deitei-me na cama, agarrei-me à almofada e chorei baixinho. Passado um tempo, comecei a ouvir os passos dela, nas escadas, senti-me um bichinho amedrontado encurralado e encolhido no meio da cama o meu coração batia mais rápido cada vez que ouvia o som se aproximando. Fingir que estava a dormir não era uma opção viável se descoberto as consequências iriam ser mais gravosas. Estava de costa para porta e não tive coragem para me virar na sua direção assim que os seus dedos tocaram no meu cabelo eu tremi de medo e deixei um soluço alto fugir. Ela sentou na cama e fez-me sentar ao seu lado, mas continuei com cabeça baixa sem olhar diretamente para ela.

-Por favor... Helena desculpe.- ela segurou o meu rosto que estava banhada em lágrimas e forçou-me a encara-la

-Segura o choro- ela falou séria eu tentei-me acalmar –eu bati-te?

-Desculpe.- Eu solucei –desculpe- eu tentei baixar a cabeça, mas ela não deixou.

-Isso não responde a minha pergunta! Eu bati-te?-Não...- respondi entre soluços e fungadas.

-Então para de chorar. Esse pranto em que está é completamente desnecessário e vai-me provocar dores de cabeça.

-Inutilmente eu tentei conter o choro, mas sempre que olha para a sua cara séria a vontade de chorar vinha com mais força e não conseguia segura- Se não pares eu vou te dar sérios motivos para chorar de verdade.- comecei a controlar-me – Pronto. Agora podem conversar?- eu superei.

-Sim- respondi baixinho

-Não quero que voltes a abrir porta para ninguém, primeiro nunca tinhas visto o meu irmão na vida podia ser qualquer um que quisesse entrar aqui –com as suas palavras eu ganhei a noção do risco que eu corri ao abrir a porta, os meus olhos encheram de novo de lágrimas a vontade de chorar volto com tudo– Segura o choro! Eu não te fiz nada para estares a chorar dessa maneira. Queres que eu faça? Se eu fizer pode chorar a vontade-Eu neguei com a cabeça.

- Então sem choro, esse choro sem razão está a começar e irritar-me, estamos só a conversar.- Passei as mãos pelo rosto para limpar as lágrimas e forcei-me a parar.

-éée...quue...- funguei- desculpe eu não pensei eu... eu não vi mal... não vou voltar a fazer...e quando abri-a porta eu pensava que era a Helena, mas mesmo assim não deveria o ter deixado entrar...- ela deixou os nossos rosto bem próximos.


-Gosto.- fiquei confuso com a sua fala.

-O quê?- perguntei confuso.

-Gosto de pessoas que assumem as responsabilidades dos seus atos, e não as jogam nas costas dos outros. Garoto está realmente a ser uma bela caixa de surpresas.

-eu? Eu era caixa de surpresas ela... acho que ela não tinha noção de que não fazia a mínima ideia do que esperar dela eu não conseguia prever uma única reação dela, bem o meu pensamento na maioria das vezes era que eu estava fodido.

-Vem, vou tomar banho.- seguia pelo quarto até a casa de banho que tinha uma banheira no centro em forma de tigela, abriu a torneira da banheira, acendeu as velas aromáticas que estavam espalhadas pelo cômodo- senta naquele banco- ok, pensei por momentos que era para tomar banho com ela e não assistir ao banho dela, mas qualquer das formas fiz o que mandou. Estava de costa para mim quando começou a tirar a sua roupa seu cabelo já estava num rolinho no alto da sua cabeça, não sei se já comentei, mas ela tinha uma tatuagem enorme que vinha desde a parte de cima da sua coxa subia pelas suas costas que estava quase todas cobertas pelo desenho do dragão consegui deslumbra do desenho pelo facto de o seu cabelo estar apanhado daquela forma, quando ela entrou dentro da banheira, ficou de frente para mim ,eu desviei o olhar. 

A minha mente não para vá de formular perguntas,  estava tão curioso sobre ela, sobre a sua vida dupla sobre, a sua tatuagem sobre tanta coisa que não contive de novo a minha língua: 

 — Por que um dragão?- arregalei os olhos quando me apercebi que fiz a pergunta em voz alta. 

Ela olhou para mim.

-O que se passa? De onde veio essa curiosidade subida a cerca da minha pessoa?- ergui um pouco o meu olhar na sua direção, mas continuei de cabeça baixa na tentativa de esconder as minhas bochechas que estavam piores que tomates maduros.

-Não é súbita...- falei baixo -...e Helena sabe... eu tenho só falta de coragem para perguntar. 

-No meu meio informação é um privilegio então se  sobre alguém ainda mais valioso é  ainda mais se for algo que torne a pessoa vulnerável, pessoas com muitas perguntas e curiosidade não duram muito.- não estava a entender se era um concelho, uma advertência ou uma ameaça.

-Se não se faz perguntas como se conhecem ou sabem gostos, ou coisas em comum?

-Confiança a partir do momento em que duas pessoas confiam uma na outra elas acabam falar sobre essa coisa sem precisar se questionadas.- respondi um entendi baixo e fique quieto a pensar sobre o que me tinha dito.

-Tudo que te disse no restaurante não foi o suficiente para satisfazer a tua curiosidade?

-Não...- parei de falar, quando percebi o quanto precipitado estava a ser, não me podia esquecer quem ela era e quem eu era, quem tinha o poder nesta relação, ela não tinha obrigação para comigo, mas eu tinha para com ela

-Quer dizer, eu gostava de saber mais coisas..., mas o que no falamos no restaurante esta de bom grado.

-Eu estou entediada, então já que estas tão, curioso que tal um jogo?- engoli seco eu tinha medo dos jogos dela. Respirei fundo.

-  Qual seria o jogo?- eu perguntei com receio da reposta.

-Podes-me perguntar o que quiseres, e terás a tua resposta, mas dependo o quanto pergunta-me irrite, eu irei-te dar um castigo. Então garoto queres jogar comigo.

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Então vocês os meus amores qual seriam as perguntas que fariam a

Helena se fossem o João Miguel? Deixem nos comentários pode ser que ela responda

desculpem os erros kkkk

Beijokas 

O perigo do teu toqueOnde histórias criam vida. Descubra agora