QUEM É VIVO SEMPRE APARECE NE? BOM CAP, SENTI SAUDADES ❤️
Valentina pov
Como diz o trecho da música do Dilsinho "tudo que é bom, dura tão pouco" e foi assim que meus dias em paz e felizes acabaram, acabei de ter um momento tão bom com a Luiza, tinha tudo pra noite terminar da forma mais gostosa possível, passei três meses sendo plenamente feliz no meu relacionamento, conseguindo trabalhar com o que eu amo, mas bastou uma mensagem da minha mãe pra tudo chegar ao fim.
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- Amor, algum problema?
- Ferrou Lu, minha mãe descobriu sobre o trabalho com a Manu
Minha respiração começa a ficar um pouco descompassada, eu conheço bem minha mãe, ela fará de tudo pra me fazer deixar o meu trabalho.
- Ei Valen, calma, vem vamos sentar ali
Ela me deixa sentada no banco e sai em direção ao refeitório, pouco tempo depois volta com uma garrafinha de água na mão.
- Aqui amor, bebe isso - ela estende a garrafa com água - não adianta você ficar assim
- Lu você já sabe como minha mãe é, quando ela tá por aqui, sabe cada passo que eu dou.
- Eu sei, mas agora você tá trabalhando, tá ganhando dinheiro, sei que não é um valor no qual você tá acostumada a ter, mas Valen, tem tanta gente que vive com muito menos, você precisa se desprender da sua mãe, das regalias que ela te proporciona, mesmo que pra isso você tenha que mudar algumas coisas, só assim ela vai deixar de ter tanto poder em cima de você.
- Eu preciso ir lá falar com ela - Falo levantando e respirando fundo
- Eu vou com você
- Não Luiza, fica aqui, assiste as aulas, você não pode perder tantas assim por minha causa, não se preocupa amor, qualquer coisa eu te ligo e a gente se encontra, eu prometo.
- Tem certeza?
- Tenho, eu vou lá, te amo - dou um selinho
- Te amo, se cuida
Já recebi diversas ligações da minha mãe, não vejo por que a necessidade disso tudo, eu continuo fazendo o curso que ela tanto quer, permaneço com boas notas, mas parece que ela não se satisfaz com nada a não ser com a minha infelicidade.
Estaciono o carro na garagem, respiro fundo e adentro a casa, minha mãe estava andando de um lado para o outro na sala com uma taça de vinho na mão, esbravejando várias coisas de uma vez, enquanto meu pai estava sentado na poltrona tentando pedir pra ela se acalmar
- Ah finalmente chegou, a filha do ano - Ela fala em tom de deboche
- Catarina, mantenha a conversa civilizada, ela é nossa filha.