7 - Isso é comigo...

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Agora que Alec sabe que tinha razão, já que Imasu fez vídeos e fotos do rancho, o que ele vai fazer? O que passa pela cabeça desse homem rude e impaciente? Até onde ele iria por Magnus?
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Alec está fumando, o que geralmente faz quando está agitado, preocupado, precisando desestressar, pensar, sentado na murada da varanda do salão de festas,  na hora que eu volto. Ele nem se dá ao trabalho de me olhar, parece distante e pensativo. Não sei o que está tramando, mas sinto que vem algo por aí.

_ Podemos conversar? _ me aproximo, meio desconfiado. Não sei bem o que quero dizer, me desculpar por ter burlado as regras, pedir que me cubra só desta vez, mesmo que ele já tenha dito que não vai me dedurar, talvez eu deva agradecer por isso… 

Ele vira o rosto para mim e joga a ponta do cigarro ao meu lado. Eu piso a brasa acesa, e me empoleiro ao lado dele. Ficamos os dois olhando para o nada, ou para as árvores ao longe, balançando ao vento. Tenho de admitir que é uma imagem calmante…

_ Diga o que quer…_ Alec finalmente fala alguma coisa e, apesar do tom seco e impaciente, não acho que esteja com raiva de mim. Ele nem tem um motivo real para tanto.

_ Não vai mesmo contar, vai? _ pergunto. _ Foi irresponsável da minha parte, mas eu confio em Imasu, e sei que ele não faria nada contra o clube _ digo.

Ele se vira bruscamente, montando na murada, as pernas deliciosamente abertas, no jeans justo, as tatuagens aparecendo pela camisa aberta, dentro do colete. Alec é o bruto mais gostoso que eu já vi na minha vida e isso me deixa meio hipnotizado, bobo, eu meio que me perco em seus olhos cor de mel e esmeralda.

_ Você não sabe… _ ele bufa, seus olhos tempestuosos, de repente, uma mistura de raiva, indignação, preocupação… eu não saberia dizer ao certo. _ Você só vê o que quer… 

Dou de ombros. _ Porra, eu quem estou com o cara, não você! Ele está limpo, é só um cara da cidade, que vive do que ganha e ainda nem teve grana para comprar um carro _ conto. Todas as vezes que saímos, eu quem busco Imasu, e depois o levo de volta para casa. Ele se lamenta por ainda não ter podido comprar um veículo, mas eu digo que não me importo, porque me sinto mais à vontade na minha Harley do que em qualquer carro. E é verdade! Eu amo a minha moto.

_ Você não passa de um bobo inocente, Magnus! _ ele está zangado, agora. O que eu fiz? _ Tão estúpido! Não enxerga um palmo diante do seu nariz… _ ele bufa, enfurecido.

_ Eu sei o que estou fazendo e não preciso de você me criticando. Eu gosto do cara e se quiser vou ficar com ele sério… Posso fazer dele meu lorde! _ ameaço.  

Os maxilares dele se contraem. Alec odeia Imasu e eu sinto aquela fagulha de esperança crepitar dentro de mim. Isso são ciúmes? 

_ Faça o que quiser… seu idiota _ ele rosna, pula para fora do alto da varanda, e sai andando em direção ao galpão onde se reúnem os chefes. Às vezes me esqueço que ele é um deles, o Vice. Fico me perguntando se, quando for Pres., Alec me colocará como seu sargento de armas… Ele sabe que, por mais que vivamos sempre às turras, pode confiar sua vida a mim… Eu morreria por ele.

_ O que você está pensando? Em Alec pelado? _ Rafael se senta ao meu lado e também observa Alec andando, em todo o seu explendor, calças justas e grande porte, com seu boné virado para trás, suas tatuagens e piercings. 

_ Ele é adorável, não acha? _ eu suspiro.

_ Não faz o meu tipo… _ ele puxa o canto da boca. _ Prefiro as peitudas… _ ri e eu rio junto.

_ Tenho fetiche em brincar com os piercings de mamilo dele… Será que algum dia… Deixa para lá… eu devia parar de sonhar acordado com o que não posso alcançar e me concentrar no que eu tenho! _ me cobro. 

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