A quem interessar possa: chegamos oficialmente a metade da fic...
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Talvez eu seja mesmo um perseguidor, e daí? Não! Eu não sou a porra de um perseguidor coisa nenhuma! Quando sigo Magnus à cidade, e talvez eu o tenha feito mais vezes do que posso me lembrar, meu intuito é apenas protegê-lo, mantê-lo seguro e evitar que algum engraçadinho tente algo contra ele.
Já vi na tv esses grupos que atacam minorias e, bem, Magnus não é lá muito discreto, sempre usando roupas cheias de brilho, cabelos com mechas, unhas pretas, delineador, gloss…
Eu gosto do sabor do gloss dele quando o sinto na minha boca… Mas, não é sobre isso, não posso perder foco!
Nossa cidade não está à margem quanto a essas pessoas intolerantes e, não faz tanto tempo assim que um morador de rua drogado e bêbado foi incendiado, enquanto dormia em um banco de praça.
Culparam os skinhead, sim, eles existem por aqui também, aqueles neonazistas de merda, e dois deles até foram presos.
Há casos de gays espancados por estarem andando de mãos dadas com seus parceiros. Mãos dadas! Qual o problema de andar de mãos dadas? Eles não estão fazendo sexo no meio do passeio público.
Sempre haverá aquela pessoa que não respeita o outro e é desse tipo de gente que eu protejo Magnus, quando saio do rancho e pego a caminhonete que comprei há algum tempo e fica guardada em um galpão perto da cidade.
Já a o livrei de algumas investidas, vi caras observando e se movendo para abordá-lo, mas agi antes e os espanquei com seus próprios cacetes. Dois caras não são páreo para mim…
Já trinquei uma costela brigando com um idiota que o tratou mau na saída de uma festa. Ele usou um golpe baixo e me bateu com uma barra de ferro, mas vai enxergar para sempre apenas com um olho, porque eu não sou tão mau assim…
Eu ando nas sombras vigiando Magnus, cuidando dele, e o que me deixa mais puto é como não vi aquele policial se aproximando… como não o cortei antes que abusasse da boa fé e carência dele. Eu podia ter evitado… mas não o fiz. Deixei chegar a um ponto sem retorno. Aquele cara pediu para morrer!
Mas, esta noite ele me viu e agora diz que sou a merda de um perseguidor. Me ataca com palavras e eu não tenho respostas, não consigo me defender, porque… eu acho que ele tem razão, em algum momento.
Posso ser o cara mais durão e louco do MC, aquele que os caras alegam que não tem medo da morte, ri da cara do perigo e não pensa duas vezes antes de entrar numa briga, mas quando o assunto é Magnus, eu não passo de um covarde do caralho…
E agora eu sinto que o estou perdendo… Eu nem tive ele direito, mas o vejo escapar de mim, como a claridade quando chega a noite, e ela vai, vai… até não estar mais. Eu vi a luz e agora estou caindo na mais completa escuridão. Estou me enterrando no escuro, perdendo todas as possibilidades de tê-lo, por minha própria causa, e… eu não sei como fazê-lo ficar!
Ainda nem serviram o café da manhã no salão de festas e eu já estou no escritório do pres.. Abro a porta sem bater e planto as mãos sobre sua mesa, crescendo sobre ele.
_ Por que passou por cima de uma ordem minha e mandou Magnus para a fazenda? Ele trabalha no bar, onde eu o coloquei, porque é seguro! _ estou com raiva e meu tom não é nada amigável.
Estou puto, infeliz, não dormi e nem fui ao quarto de Magnus, como disse que iria, simplesmente porque não tive coragem de enfrentá-lo, depois do que me disse naquele beco nojento, na cidade. Aquilo foi pior do que se me desse um chute no saco!
_ Eu sou o presidente desta porra e o que eu decido não pode ser desfeito e não o que você, que ainda não é o presidente, diz! _ Robert se levanta e me enfrenta.
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Donos do Mundo
RomanceCriado desde a infância no Moto Clube Donos do Mundo, Magnus é um membro jovem, aos 26 anos, cheio de vida, dono de si e gay assumido, que nutre uma paixão platônica pelo vice do MC, Alec Ligthwood, de 24 anos, seu verdadeiro oposto. Alec é uma pe...
