11 - Sério isso?

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Tan dan!!
Por essa você não esperava!
Acordar no domingo e já encontrar uma notificação de capítulo postado? É muita emoção, não é mesmo?
Mas, eu tenho um compromisso o dia todo e não quis deixar meus leitores na mão por isso...😊
Então, aproveitem o presente cedinho, porque não tenho certeza se vai ter mais hoje...
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_ Eu não vou levá-lo! _ respondo firme ao meu pai, meus olhos faiscando descontentamento. _ Isso não vai acontecer! Magnus não vai comigo, eu não o quero ao meu lado!

Robert ergue uma sobrancelha e se recosta em sua cadeira, descansando os cotovelos nos braços do móvel e cruzando as mãos na frente do corpo, enquanto me estuda. 

Estou puto e ando de um lado para o outro na sua frente, indignado demais para me sentar, como já ordenou. 

Eu sou o vice, eu dou as ordens para o pessoal, eu digo quem faz o que. Já faço isso há alguns anos e sei que o pres. me dá mais incumbências a cada dia para me treinar porque, em algum momento, serei eu no seu lugar, nessa cadeira. 

Hoje, ele tem a última palavra, e, cada decisão minha vai a ele antes de eu anunciar, exceto coisas menores, que eu não preciso reportar… como quando obrigo Magnus a fazer horas extras no bar, o impedindo de sair para algum encontro.

_ Essa conversa… _ ele pigarreia e me encara, um vinco formado em sua testa. _ Eu queria tê-la com você há algum tempo, não sei se esse é o melhor momento, mas… 

Apoio as mãos no encosto na cadeira à sua frente e o encaro. _ Qual o problema? _ o que ele sabe que eu não sei? Ele não sabe nada sobre o policial, sabe? Detesto ter algo a esconder, porque sempre vou achar que me pegaram, mesmo quando o assunto não tem nada a ver.

_ Sucessão…_ ele me encara com seus olhos da mesma cor do meu.

Me sento à sua frente, na ponta da cadeira, os braços sobre sua mesa. _ Como assim, sucessão? O que isso tem a ver com a viagem? Não estou entendendo nada, pres…

Robert também se debruça sobre a mesa, diminuindo muito nossa distância. _ Tem tudo a ver… Porque vamos falar sobre Magnus _ ele deixa claro. 

Meu coração dispara. Robert lê pensamentos agora? Que porra está acontecendo? O que ele sabe? O que ele viu? O que tem Magnus? _ O que tem Magnus? _ engulo em seco. 

Desde aquela madrugada, minha mente vem me pregando peças, tenho pensamentos que não quero ter, sou assombrado por sensações estranhas e, aquela coisa… quando não consigo parar de encará-lo, piorou! Às vezes acho que fui enfeitiçado, mas eu não acredito em feitiços…

_ Alec, você sabe que Ragnor é o meu melhor amigo, o irmão de sangue que eu não tive… Nós estamos juntos há mais tempo do que consigo me lembrar e confio minha vida a ele… por isso é o meu sargento de armas _ meu pai começa. Estou atento! 

_ Eu sei disso e você já me disse inúmeras vezes…_ aponto. _ Admiro muito a a amizade de vocês.

_ Quando você for presidente, quando tudo isso aqui for seu… quero que Magnus seja o seu sargento de armas, sei que ele dará a vida por você, como o pai dele faz por mim. Ele é confiável, é íntegro e é seu amigo… _ Isso é uma ordem?

Sei que minhas bochechas queimam por trás da barba serrada e agradeço por ela estar incerta e cobrindo a maior parte do meu rosto. _ Não! Magnus não será meu sargento de armas! _ nego, espalmando as duas mãos na mesa ao me levantar. _ Isso não vai acontecer! 

Meu pai parece chocado com a minha resposta. Sim, eu estou negando outra ordem sua. _ Mas, Alec… Você sabe que Magnus é o melhor para isso. Ele é o melhor armeiro do rancho e só está no bar porque você não o deixa cuidar do estante. E, com as facas... uau… hoje ele é melhor do que Rag! _ ele puxa um sorriso satisfeito. 

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