17 - Não me afaste...

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A vida não está fácil para um certo Lightwood... Sua mente prega surpresas, seu corpo o trai. Tudo o que acreditava ou imaginava, não parece mais real. Alec precisa se reconhecer, parar, refletir e aceitar sua nova realidade...
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Ele me tira do sério. Eu disse que é inviável, que não há a menor possibilidade de acontecermos, que foi só um lance de viagem… e é a verdade!

Já repeti isso um sem número de vezes na minha cabeça, para entender e aceitar, mas, basta ele aparecer na minha frente, tão revoltado por causa de uma garota qualquer que esteve comigo, destilando seu ódio por todos os poros, para eu saber que preciso beijá-lo, que preciso tocá-lo. 

Basta vê-lo, para eu entender que não fiquei pronto para Lydia porque o desejo, porque ele me xinga e, em vez de ficar com raiva, eu fico duro. Sei que não sou muito normal, mas acho que agora estou batendo todos os recordes de loucura.

Ele bate a porta do quarto com força e eu faço o mesmo no meu, me encostando na porta. Fecho os olhos e puxo algumas respirações. Eu não posso fazer isso…

Eu disse não, eu o neguei. Ele me odeia, o salão de festas ainda está cheia. Eu não posso fazer isso! 

Por que sou tão teimoso, irracional, tão impulsivo e louco? Penso, enquanto abro a gaveta e procuro algo, com pressa. Achei! 

Saio do quarto, olho ao redor e não há movimento. Todos estão bêbados, ou fodendo, e pouco se importam com o dormitório. Ninguém está vendo o que estou fazendo e espero que continue assim.

Bato na porta do quarto de Magnus. _ Abra a porta…_ ordeno, em tom baixo, para não chamar atenção do corredor.

Ouço sons lá dentro, mas ele não responde. _ Abra a porra da porta! _ ordeno, ainda baixo.

Sinto quando ele bate a mão na porta, puto comigo. _ Nem fodendo! Não quero ver você nunca mais na minha frente, seu escroto do caralho. Maldito o dia que conheci você, maldito o dia que pensei que… _ ele se cala. 

_ Abra a porta, Magnus… _ peço pela terceira e última vez. 

_ Aqui você não entra! É o meu espaço pessoal e você não vai mais ocupá-lo _ ele rosna. 

Perco a paciência e uso minha chave. Eu tentei pelo jeito certo, mas já vi que comigo sempre vai ser pelo jeito errado. 

A porta abre e um Magnus surpreso está na minha frente. Entro e bato a porta atrás de mim, enlaço sua cintura, o puxando para o meu corpo, e o beijo, com toda a fúria que queima dentro de mim.

Seus braços estão soltos ao lado do corpo, minha mão o segura com firmeza, a outra busca seus cabelos, em uma carícia leve. Eu quis beijá-lo todos os minutos, desde que voltamos. Sinto que estou enlouquecendo com esse desejo crescente. Estou enfeitiçado, irremediavelmente perdido por ele…

Nosso beijo é duro, faminto, uma luta pelo poder, eu o quero e está claro que ele também me quer, quando corresponde, desde o começo, com a mesma necessidade. Seus braços sobem para o meu pescoço, me abraçando, e eu relaxo, sabendo que ele é meu, nunca deixou de ser. 

Então o solto, de súbito, e levo as mãos à boca. _ Você mordeu a minha língua, seu maluco! _ quase grito, com uma careta. _ Quase arranca meu piercing _ reclamo. 

Ele ergue uma sobrancelha e posso ver satisfação em seu olhar. _ Isso é o que acontece com quem me força a fazer o que eu não quero! _ rosna. _ Como entrou aqui? _ suas mãos estão na cintura. 

Consigo sentir o gosto de sangue na minha boca. Não dou importância a ele e vou ao espelho de corpo inteiro que há no lugar, boto a língua para fora e vejo o machucado. _ Seu doente! _ bufo, sentindo minha língua dolorida. 

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