37 - Eu odeio você...

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Alec provou a Magnus um ponto, mostrou a ele que não são tão diferentes e que vivem a lei do cão... Agora ele vai fazer mais.
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Tenho que dar a minha cara a tapa. Alec me fez ver tudo sob outra ótica. Eu tive tanto medo de Jonathan tentar algo contra Alec, novamente… tive tanta raiva, ódio dele… eu só queria que ele morresse. E cada vez que Alec repetia que o estava deixando livre, porque era o que eu queria, minha vontade era gritar que ele o matasse! Logo eu, que o acusei de ser um doente, um monstro matador. Porra! Eu também sou um! 

No nosso mundo as coisas acontecem assim, é a lei da selva, matar ou morrer. E eu não sabia disso, porque Alec me poupou enquanto pode… mas, esta noite, não mais. Ele me jogou no meio do fogo e me deixou queimar. 

Ele nunca vai admitir, mas tenho certeza que sabia que eu não estava tão bêbado quanto fiz parecer e, claro que sabia, que eu iria ao seu encontro na sala de visitas! 

E aquela trepada com Jonathan como voyeur? Que foi aquilo???  Uau… ele estava tão afim… e eu fiquei tão louco! Até que ter alguém assistindo, mesmo um moribundo que cuspia sangue a cada minuto, foi bem excitante… Está bem, eu sou tão doente quanto Alec! 

Sinto que nossa conexão só aumenta, e, depois desta madrugada, nada mais importa. Eu sou dele e ele é meu… 

Ainda ficamos muito tempo nos tocando e beijando, Alec apaixonado e necessitado de mim… 

Ele me levou à cadeira, me colocou em seu colo e me fez cavalgar, até perder as forças. Então, segurou meus quadris com mais força e me ajudou, até o fim… quando gozamos juntos. E ele queria mais, como um faminto, mas eu precisava de um tempo, o resto do álcool totalmente evaporado do meu sistema. 

_ Ok… acho que é hora de voltarmos, então _ ele decide. _ A segunda rodada será na nossa cama _ move as sobrancelhas, maliciosamente. Eu criei um monstro tarado! 

_ Segunda? Não deveria ser a quarta ou quinta? _ questiono, confuso. Ele apenas ri. 

Nos vestimos sem pressa e ele quer que eu volte ao salão de festas na frente, enquanto cuida do corpo de Jonathan, mas as coisas não funcionam como ele quer. _ Vou voltar com você! _ decido. 

Ele revira os olhos. _ Quer saber? Vamos fazer essa merda direito. Todos esperam por isso mesmo… não vou sumir com ele sozinho _ podera.

_ Acha que vou cavar uma cova para esse imprestável? Ah, mas isso eu não vou fazer mesmo! _ me nego e ele revira os olhos.

_ Pode apenas olhar e se calar? Você nem sabe o que estou falando…_ acusa. _ Você não vai fazer nada, docinho… só receber os aplausos _ sorri satisfeito.

Não estou entendendo absolutamente nada, quando Alec agarra a mão de Jonathan e sai da sala o arrastando. Tranca tudo e sobe as escadas do bunker ainda o arrastando. 

Estou mudo e apenas subo na minha moto, sem saber ao certo como Alec vai levar o corpo do imbecil, sabe-se lá para onde. Para minha surpresa, ele apenas sobe na sua moto e sai arrastando o corpo pelo caminho, sem soltar a mão dele. Alec não tem um pingo de juízo. Se não o conhecesse tão a fundo, juro que diria que ele não tem sentimentos, emoções ou um coração de verdade, mas um pedaço de carvão no peito. E pior, no peito direito! 

Nossas motos vão lado a lado e eu posso ver seu ar vitorioso, já que está sem capacete, como eu. Quem usa essa porra para rodar dentro do rancho? 

Só para diante do salão de festas, onde a confusão e brincadeiras ainda prossegue, lotado, com som alto e muito barulho. 

Ele desce e vai até a escada, gritando por todos. _ VENHAM AQUI FORA! VENHAM AGORA! 

Não demora a encher de olhos curiosos e meio bêbados do lado de fora. O pres. também sai e desce as escadas, observando logo o corpo de Jonathan, agora bem mais estragado do que antes.

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