Alguém disse que deixo meus leitores a beira da agonia com um capítulo por dia, então acho que vou ser bonzinho... de vez em quando...
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Se eu tivesse de dizer o que me atrai em Alec eu diria tudo, porque, se tivesse de escolher apenas uma coisa, eu desistiria… Quando o vejo, sem camisa, com todas aquelas tatuagens e piercings à mostra, a pele pálida, por baixo delas, suando, enquanto faz exercícios na academia do rancho, preciso me concentrar muito para não babar e ficar duro, na frente de todo mundo.
Por isso, normalmente, quando ele chega para malhar seus músculos gostosos, eu prefiro sair, já que concentração não é o meu forte e eu não vou passar vergonha por causa de um cara que nem olha direito para mim, um cara que está fora dos meus limites, um cara que nunca será meu…
Ele entra na academia, quando estou encerrando minha primeira hora de exercícios, o que me incomoda, porque eu ainda poderia puxar ferros por mais uma hora, pelo menos, mas o filho da puta resolveu vir mais cedo. A calça de moletom pende em seus quadris, quando ele arranca a camisa por cima da cabeça, e eu sinto minha boca encher de saliva… Eu posso babar a qualquer momento. Por que ele não se exercita de regata, como os outros caras? Não! Tem que botar para jogo todos os gominhos, os pelos que somem na borda da calça, o V pronunciado, os músculos duros, sob os desenhos… Eu não consigo parar de olhar…
Largo o aparelho que estava usando e enxugo o rosto na pequena toalha, que trouxe pendurada no cós da bermuda. Preciso ir embora!
Me obrigo a passar por ele, que acaba de se deitar na prancha e ergue o haltere uma e outra vez, como se não pensasse.
_ Pode botar mais peso para mim? _ ouço sua voz, quando estou bem ao seu lado. Desgraçado que ama me fazer de escravo!
Penso em fingir que não escutei, mas a possibilidade de ficar um pouco mais perto dele, e ajudá-lo em algo, me faz virar em meus calcanhares e pegar as rodas de dez quilos, colocando junto às outras, em silêncio.
Me posiciono atrás da sua cabeça, para ter certeza que ele conseguirá levantar tanto peso e, em um instante, nossos olhos se encontram, enquanto ele apenas segura o haltere, esquecido de erguê-lo.
É algo mágico quando isso acontece… Não é a primeira vez, na verdade eu posso dizer, com certeza, esse dia…
Eu tinha 17 anos e Alec 15 anos, quando isso aconteceu pela primeira vez. Nossos olhos se encontraram e ficamos meio hipnotizados, vidrados, e parecia que o tempo, o mundo, tudo, havia parado ao nosso redor. Foi estranho, mas ao mesmo tempo foi perfeito, como se estivéssemos ligados, conectados…
Foi durante uma festa… Ele não costumava ficar até tão tarde, porque ainda era muito novo, e, apesar do pai nunca ter imposto horário, Alec preferia se recolher quando a festa ficava mais, digamos… "quente"!
Depois das 2h, os caras geralmente já passaram do limite da bebida e os casais se empolgam, em qualquer lugar… Sim, pode haver sexo explícito e ninguém se importa, porque sim!
Naquela noite, pensei que Alec já havia ido para casa, e já passava das 3h quando o vi, encostado no canto, apenas observando tudo e todos.
Foi como pegar em flagrante, porque ambos estávamos bisbilhotando, em pontos opostos, uma cena erótica, até nosso olhar se encontrar… Acho que ficamos nos olhando fixamente por quase três minutos, até ele se virar e sumir corredor a dentro. Eu sentia meu coração batendo mais rápido e um formigamento nos lábios… Nunca falamos sobre isso e eu não sei se ele sentiu algo, embora duvide muito disso… Alec é tão frio, tão bruto… que às vezes acho que ele não sente nada.
Aconteceu outras vezes, sempre em meio a muito barulho e muita gente, quando passamos despercebidos… Nosso olhar é atraído para o outro e não conseguimos evitar… Pelo menos é assim que eu sinto.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Donos do Mundo
Storie d'amoreCriado desde a infância no Moto Clube Donos do Mundo, Magnus é um membro jovem, aos 26 anos, cheio de vida, dono de si e gay assumido, que nutre uma paixão platônica pelo vice do MC, Alec Ligthwood, de 24 anos, seu verdadeiro oposto. Alec é uma pe...
