Capítulo 8

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• pov. Gizelly •

Um nervosismo constantemente tomou conta de mim só de estar ao lado de Rafaella dentro daquela sala, e só piorou quando ela deitou a cabeça em meu ombro.

Estava me sentindo uma adolescente, por Deus!

Ao sairmos do cinema, fomos a pizzaria que tinha ao lado, sentamos todos juntos e fizemos o pedido de duas pizzas, uma de calabresa e outra de quatro queijos, seis pedaços de cada. Jullio e eu fomos de vinho e as meninas na coca-cola.

Um clima totalmente alegre e agradável, falamos sobre o filme e outras amenidades enquanto saboreávamos a pizza.

{...}

Caminhávamos pelo passeio indo em direção ao nossos carros. E pela quinta vez aquela noite admirei a beleza de Rafaella, a calça moldava perfeitamente as curvas do seu corpo e o croped composto por um decote matador. Perfeita!

Avistei um grupinho de garotos à nossa e dois deles encararam Rafaella. Por instinto, passei meu braço por sua cintura, a fazendo ficar mais próxima à mim, e para minha surpresa, ela colocou sua mão sobre a minha.

Pude ouvir as risadinhas das meninas ao nosso lado.

Ficamos conversando por mais um tempinho e ao ver as horas, decidimos ir embora e nos despedimos.

- Beija ela logo. Manu disse baixinho no meu ouvido.

- Manoela! exclamei.

- Você quer, e ela também. falou dando uma piscadinha e se afastou.

Rafaella e eu seguimos até meu carro e entramos. Coloquei uma playlist de sertanejo tocar, logo em seguida dei partida no carro. Rafaella começou a cantar empolgada.

Minutos depois, parei o carro em frente sua casa.

- Quando for beijar alguém, testa esse beijo em mim, antes de amar meu bem, testa esse amor em mim. ela cantava.

- Posso testar? perguntei reunindo toda a coragem que tinha em mim e ela virou o rosto me encarando com seus olhos verdes.

- Testar o quê? perguntou puxando sotaque mineiro.

- Seu beijo. respondi num tom quase inaudível, aproximando meu rosto do dela. - Mas só quero se você se sentir confortável.

- Pode. ela assentiu sorrindo.

Senti meu coração bater depressa em antecipação. Levei minhas até seu rosto o segurando delicadamente e selei nossos lábios devagarinho. Pedi passagem com a língua e ela cedeu no mesmo instante, o movimento lento de nossas línguas se encaixava perfeitamente. Com cautela, desci minhas mãos percorrendo seu corpo até encontrar sua cintura, deixando um aperto ali. Rafaella entrelaçou seus braços em meu pescoço e passou a unhas em minha nuca, me causando um arrepio gostoso na espinha.

Aprofundei o beijo, deixando-o mais intenso, Rafaella mordeu meu lábio inferior o segurando entre os dentes e logo retornamos o beijo. Eu estava sentindo um misto de sensações, seu beijo era gostoso pra caralho, uma química sem explicação. Infelizmente, o ar fez falta e tivemos que nos separar, cessei com dois selinhos, mas permanecemos com os rostos próximos.

- Você não tem noção do quanto eu esperei por isso, provar seu beijo. assumi sussurrando e ela sorriu.

- Então somos duas.

- Estou cometendo uma loucura.

Ela soltou uma risada nasal e me deu um selinho demorado, logo em seguida, encaixou seu rosto em meu pescoço.

- Você me fez perder a razão de tanta vontade. confessei.

- Se arrepende? perguntou contra meu pescoço.

Professora Substituta Onde histórias criam vida. Descubra agora