Capítulo 15

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• pov. Rafaella •

Despertei-me com o sol batendo em meu rosto, através da pequena fresta da cortina. Olhei pro lado e Gizelly dormia feito um anjo, levei minha mão até seu rosto e fiz um carinho ali.

- Ei, acorda! falei baixinho.

Gizelly se mexeu e passou o braço em minha cintura se aconchegando em mim, acabei soltando um riso baixo.

- Gi, acorda! falei um pouco mais alto e deixei um beijo em sua boca.

Suas mão segurou meu rosto me fazendo permanecer ali e manter o contato dos nossos lábios.

- Você não tá dormindo, sem vergonha.

- Seu carinho estava tão bom. disse deixando seu corpo cair na cama de costas.

- Hum, tá carente?

- Eu estava, agora não estou mais. falou sorrindo e me puxou pra cima dela, distribuindo vários beijos pelo meu rosto, me fazendo rir.

- Tenho que ir embora, antes que minha mãe me liga.

- Vou lá fazer um café pra gente, se quiser tomar banho. Gi falou e eu assenti.

- Posso pegar uma roupa sua? perguntei.

- Claro, fica a vontade.

Gizelly saiu do quarto e eu me levantei da cama também, arrumei a mesma e fui até o guarda-roupa de Gi e escolhi uma roupa. Me vesti, arrumei meu cabelo e pus um de seus bonés.

O som do meu celular soou e eu fui até a mesinha até a cômoda e o peguei, era minha mãe e logo atendi.

- Oi mãe, bom dia!

- Rafaella eu te dou quinze minutos pra tá em casa. sua voz saiu firme.

- Quê? Mãe...

- Quinze minutos Rafaella, você e a sua professora Gizelly.

Senti meu coração falhar as batidas.

- Mas... mãe...

- Sem mas Rafaella, eu já sei de tudo, eu quero as duas aqui em casa.

- Posso pelo menos tomar café primeiro?

- Pode, trinta minutos, nada além disso.

- Tá.

- Tchau.

E desligou na minha cara.

Corri até a cozinha, Gizelly estava passando o café, na mesa, tinha frutas, pão e bolo.

- Gi.

- Oi bebê.

- Minha mãe sabe da gente. falei e Gizelly arregalou os olhos.

- O quê? Como?

- Não sei, só as meninas que sabem e elas não iam me entregar assim.

- Meu Deus! ela exclamou passando as mãos pelo rosto. - E agora?

- Agora que ela quer nós duas lá em casa, em trinta minutos.

- Ela vai me matar né? Socorro! ela falou em pleno desespero e eu cai na risada.

- Ei calma.

- Não tem como ficar calma em uma situação dessas.

E realmente não tinha, eu mesma estava com medo do que minha mãe ia fazer.

Tomamos café em silêncio, o clima ficou meio tenso. Esperei Gizelly se arrumar e logo saímos de seu apartamento.

{...}

Professora Substituta Onde histórias criam vida. Descubra agora