Pov Diogo
Hoje a Madalena está a trabalhar de noite, o que significa que hoje tenho os meus pequenos por minha conta. Como tinha consultas a tarde toda, pedi à Tia Marta para os ir buscar à escola. Eles já estão habituados, e adoram ir para casa da Tia Marta, pois têm lá os bisavós que adoram mimar os dois.
Quando finalmente acabo, despeço-me da Fernanda, uma das enfermeiras da clínica e sigo para o carro, para ir buscar os meus dois tesouros. Mas antes ligo para a Madalena...
— Diogo...
— Oi, amor. Saí agora.
— Vais buscar os meninos?
— Vou agora, espero que eles se tenham portado bem.— Madalena ri.
— É mais fácil o meu ursão se ter portado mal que os nossos filhos.
— O teu tio estraga-os com mimos,e os teus avós então. Mas eu adoro a alegria deles quando se despedem.
— Alegria?! Comigo saem sempre a chorar.
— Sim, mas é um choro de quem se sente bem, de quem se sente amado.
— Tens razão.— ouço o nome da Madalena a ser chamado...- Tenho que ir. Dá um beijo apertado aos meus bebés.
— Eu dou. Amo-te.
— Também te amo.
E assim desligamos a chamada. Arranco da clinica a caminho de casa, não é um caminho demorado, se não houver trânsito levo uns 20 minutos no maximo.
Finalmente em casa. Nestes dias dou graças a Deus por morarmos ao lado de casa dos tios da Madalena. Como sei que eles estão bem, decido ir tomar um banho antes de ir buscar os dois. Porque já sei que se os vou buscar antes, o meu banho só depois de os deitar.
Durante o banho penso em tudo o que eu a Madalena já passámos: como nos conhecemos, como tive que me afastar dela, como a voltei a encontrar e inevitavelmente como a salvei três vezes. O nosso namoro escondido, as nossas promessas de sermos felizes e cheios de filhos. E se bem que o caminho foi meio que tortuoso, conseguimos ao fim de muitos encontros e desencontros ficar juntos.
Temos dois filhos, lindos e maravilhosos. E mesmo que um deles seja apenas meu, a Madalena adoptou-o como se dela fosse. Ela ama o Lucas como se também tivesse sido gerado dentro dela.
E a verdade é que mesmo com todos os obstáculos: o pai e o avô dela, a Filipa, e nós mesmos; conseguimos ser felizes. Tivemos perdas no meio de tudo (o nosso anjinho, que olha por nós), e de certa forma a Madalena perdeu o pai e as irmãs. Mas juntos vamos ultrapassando tudo, porque a verdade é que o amor que sentimos um pelo outro tudo vence, e tudo pode.
Acabo de tomar banho e sigo para casa da Tia Marta e do Tio Luís. Sim, acabei por os adoptar também como tios. Eles têm sido para a Madalena como os pais que ela perdeu, e os meus tesouros tratam-nos como avós. O que eles amam, claro. Toco à campainha e Marta vem à porta.
— Boa Noite querido. Entra, eles estão na sala com o Luís.
— O que é que eles destruíram desta vez?
— Os teus filhos são uns santos, até uma certa criança crescida se juntar à festa.
— O Ursão dá trabalho.— sorrio e ela sorri de volta.
— Nem queiras saber. Mas o castigo dele espera-o à noite.
— Não sejas muito má com ele. Afinal ele só ama mimar aqueles dois pequenos.— sorrio entrando na sala e vendo a desarrumação que existe ali. São brinquedos espalhados por todo o lado.
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O Nosso Caminho
Storie d'AmoreLivro 2 - Duologia "Caminho" 5 Anos...de um caminho incerto. Um tempo de alegrias e tristezas. fugi com uma única certeza: fazer de ti a menina mais feliz que eu pudesse. Mesmo não te podendo falar sobre o teu pai, ou da nossa família que ficou par...
