Capítulo 56

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POV Madalena

Uns cinco minutos depois do Diogo ter entrado na casa de banho, a minha Tia surgiu de novo no quarto. Bateu na porta da casa de banho, onde o meu namorado estava, e deu-lhe a roupa que arranjou para ele vestir.

Veio ter comigo, deu-me um beijo e apenas me disse que o Paulo já vinha ter comigo. E, que chamou a Tia Luísa, naquele instante fiquei espantada com o que me disse. Eu sei que estou grávida, que vomitei, mas será para tanto? Não havia necessidade de chamá-la.

— A Tia Luísa?! Para quê?

— Chamei a Luísa sim, e nem vale a pena fazeres esse bico. Estás grávida e sei bem que com tudo o que se está a passar com a tua irmã, nem marcaste consulta...

— Porque descobri nem há uma semana...

— Queres enganar quem?— é impossível mentir à minha tia, parece que ela tem um radar que detecta quando alguém mente.

— Está bem...admito que fiz o teste á algumas semanas...

— Vês, tu a mim não me enganas. E também sei que se não chamasse hoje a Luísa, podia esperar sentada até tu ires a uma consulta.

— Eu só estava à espera que a Lu acordasse e...

— Tu estás a ouvir o que acabaste de dizer? É da  tua saúde e do bebé que estamos a falar.

— Eu prometo que me vou cuidar Tia. Mas, preciso falar com o Diogo antes que a Tia...— neste momento o Diogo sai da casa de banho já todo vestido e espero que sem o cheiro daquele perfume.

— O que é que precisas de falar comigo? Podem acabar com todo este mistério? Por que raios tive que ir tomar banho e mudar de roupa?

— Bem vou deixar-vos sozinhos...— vira-se para o Diogo...— Não te ponhas com muitas perguntas, ouve-a apenas.

— Tia, quando tiveres notícias da Lu...

— Eu venho cá avisar. E Diogo, não a deixes sair deste quarto até ordens em contrário.

— Ordens de quem?— ele pergunta à minha tia, porém, ela apenas lhe dá um sorriso e sai do quarto.— Posso saber o que se passa?

— Anda cá.— peço-lhe com um sorriso. Ele aproxima-se, e graças a Deus o cheiro do perfume já não estava nele. Chego-me mais para a ponta e aceno para que ele se aproxime.

— É melhor não...há pouco...

— Anda, não te preocupes...— ele vem e deita-se junto a mim, dou um cheiro no seu pescoço, e cheira a...Diogo.— Amor...— ele olha para mim e dá-me um beijo leve...— posso pedir-te um favor?

— Todos.— e dá-me aquele sorriso lindo ao qual não resisto.

— Não exageres.— digo e sorrio...— Só queria pedir-te para não usares mais esse perfume durante os próximos seis ou sete meses.

— Deixar de usar este perfume? Mas foste tu que me ofereceste, e sempre gostaste...— ele fica a olhar para mim sem perceber nada.— Eu juro que não vos percebo. Vocês mulheres são muito complicadas.

Começo a rir com a resposta dele. Meu Deus, os homens são mesmo obtusos. Temos que lhes quase escrever tudo, letrinha por letrinha, para eles conseguirem perceber o que queremos dizer com uma frase mais indirecta. Enquanto me rio da sua resposta e do seu bico, igual ao que Lucas faz quando lhe dizemos que não, a Tia Luísa entra.

— Posso. A Martinha pediu que viesse ver-te.— A Tia Luísa entra com um sorriso enorme, tenho a certeza que a Tia Marta já lhe contou.

— A Tia Marta é uma cordilheira, isso sim...

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