Mariano narrando
Hoje foi dia de fazer o trabalho em grupo, como eu gosto de participar, o dia foi bem produtivo. O grupo estava dividido, a metade sabia sobre o tema abordado e a outra metade não sabia. Consegui fazer aqueles que não sabiam, entender a matéria.
No final da aula apresentamos o trabalho, a nota maior foi a nossa.
Gosto muito de explicar quando a pessoa não sabe sobre algo, tenho muita paciência para ensinar.
Violete veio falar comigo no intervalo, me convidou para ir na casa dela, falou que ia fazer na festa no final de semana. Falei que ia trabalhar, que meus finais de semana estavam todos ocupados.
Ela fez uma cara péssima, eu não quero me meter em problemas e ela parece ser uma pessoa que me causaria alguns.
No final da aula, resolvi ir na biblioteca. Peguei alguns livros para levar para casa.
Fui andando para o estacionamento e de longe escutei uma menina humilhando a outra. Aquilo me deixou nervoso, eu não gostava desse tipo de coisa.
Fui caminhando em direção ao meu carro, ao me aproximar pude ver Violete enfiando o dedo no rosto de uma menina. Ela parecia estar descontrolada, após humilhar a menina com palavras, ela levantou a mão para agredi-la. Aí eu tomei frente...
- Você está ficando louca? - Segurei a mão de Violete no ar.
- Ma... Mariano? - Ela piscou os olhos e me olhou. A menina estava de cabeça baixa e permaneceu.
- O que você pensa que está fazendo? Você ia agredi-la? O que te levou fazer isso?
- Aí meu Deus! Que vergonha! Me desculpe. Eu estou muito nervosa, não sei o que deu em mim. - Ela se abaixou e começou a chorar.
- Você está bem?- Perguntei para a menina.
- Sim, estou sim... - Ela estava de cabeça baixa ainda.
- Olha para mim... - A segurei pelos ombros e fique esperando. Quando ela levantou a cabeça vi seu rosto molhado de lágrimas.
- Desculpe, eu não vou causar mais problemas. Desculpe! - Ela tentava controlar o choro.
- Olha aqui, se você quiser conversar depois ... Pode me procurar. - Ela olhou para mim e olhou para Violete.
- Creio que não irá ser necessário Mariano, mas muito obrigada. - Ela respirou fundo e tentou forçar um sorriso.
- Tudo bem, então. Pode ir. - A soltei e ela foi andando de pressa. - E você Violete, que raios você estava fazendo? Você quer ser processada?
- Desculpe Mariano, eu não enho nem cara para olhar para você. - Ela ainda estava abaixada.
- O que ela fez para você agir dessa maneira? Você estava a rebaixando, você tem que se por no lugar das outras pessoas. Se ela é bolsistas ou não, não podemos humilhar as pessoas assim. Você não sabe se ela tem dificuldades para se manter aqui... Para mim e para você é fácil, temos pais que nos financiam. Por acaso você conhece a família dela? Sabe de sua condição financeira?
- Desculpe! Eu me precipitei. Estou envergonhada.
- Quem está envergonhado sou eu. Se eu não chego aqui, você tinha agredido a menina. - Balancei a cabeça de forma negativa. Eu odiava ver pessoas se sentindo superiores a outras. Se tinha uma coisa que me tirava do sério era isso. - Espero não ver mais esse tipo de coisa. Você tem tudo para ser uma pessoa de sucesso, mas isso vai depender de você. Não se sinta superior a ninguém, isso nos leva a ruína.
- Eu entendo... Isso não vai se repetir.
- Imagine se você precisasse de um sangue e o único doador fosse essa menina que saiu daqui agora... Será que ela doaria? Na vida precisamos de todos. Não seja arrogante.
- Eu prometo que não farei mais coisa desse tipo. Não sabia que você gostava de defender esse tipo de pessoas. - Ela secou o rosto com as mãos e se levantou. Dava pra ver que ela bufava por dentro.
- Eu também não sabia que você era esse tipo de gente. Até mais Violete. - Passei por ela e caminhei para meu carro, que estava ao lado dela.
- Mariano! Não era o que eu queria dizer... - Ela tentou argumentar.
- Mas eu não retiro o que eu disse. Pensa com carinho no que eu te falei. Fica bem Violete. - Entrei no carro, liguei e sai a deixando lá parada.
Violete é daquelas patricinhas, que só se importam com elas mesmas.
Cheguei em casa e fui para o quarto tomar banho, meus pais tinham saído para um evento da empresa.
Durante todo o dia aquilo ficou martelando na minha cabeça. O que faz uma pessoa se sentir superior a outra? Isso me faz sentir vergonha.
Por isso muitas pessoas criticam quem é de classe alta, acham que todos são assim.
Por isso não gosto de falar das coisas que minha família possue. Prefiro que as pessoas me conheçam primeiro, para não fazerem um pré julgamento.
Após o banho, desci. Marie estava na cozinha, assim que me viu veio me abraçar. Ela é nossa cozinheira. Eu a tenho como minha avó. Aqui todos os funcionários são tratados como pessoas da família.
- Oi meu amor... - Falei para ela.
- Oi meu filho. Você deve estar cheio de fome. Preparei aquela lasanha de beringela que você ama. - Ela me abraçou pela cintura. Eu já estava bastante alto para a minha idade.
- Você é a melhor mesmo! - A abracei e dei um beijo no topo de sua cabeça. - Já falei que eu amo a sua comida?
- Você fala isso todos os dias. Se assente, vou te servir. - Ela me soltou e foi pegar o prato para arrumar minha comida. Peguei o suco na geladeira e fui para a mesa.
- Nossa, que cheiro maravilhoso. Essa lasanha é só minha, né? Vou comer essa travessa toda.
- Você vai passar mal, menino.
- Ah, mas eu vou passar mal feliz da vida. - Ela cortou um pedaço e colocou no meu prato. Aquele cheiro estava divino.
- Bom apetite, meu menino. - Ela ficou parada me olhando com um imenso sorriso nos lábios.
- Obrigado por cuidar tão bem de nós. - Ela assentiu com a cabeça e sorriu.
- Vocês são minha família. Coma!
- Obrigado. - Dei uma garfada e fui ao paraíso e voltei. Ela estava parada me olhando, enquanto eu saboreava a comida.
- É prazeroso cozinhar para você. Você come com tanto gosto.
- A senhora se supera a cada dia. Isso aqui está maravilhoso. Se a senhora cozinhasse pedra, eu comeria também. Que comida maravilhosa!
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Angel Baby
Storie d'AmoreMariano, um jovem empresário italiano amável, atencioso e muito gentil descobre que nem todas as pessoas só pensam em dinheiro. Que existe amizades verdadeiras. Que vida é muito mais do que casa e trabalho. Que o amor pode estar mais perto do que...
