Sonho

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"Estava em um deserto, dunas ao meu redor, a única coisa que consegui ver era areia e o brilho escaldante do sol em meu rosto. Estava muito calor, possivelmente quarenta graus, andava reto em uma direção, devia ser meio dia, o horário mais quente do dia. Devo ter andado por meia hora e resolvi sentar atrás de um cacto, mas ao fazer isso senti uma dor quente no braço e com um movimento leve da cabeça vi um arranhão sangrando próximo ao ombro. Fiquei de frente à planta local que estava ali e fui tirando alguns espinhos com a força que me restava, minha boca estava seca. 'Deus eu não quero morrer, estou com sede, preciso de água!' Sentada olhei para a direção do sol e reparei que tinha algo no topo do cacto.
- Não acredito, este cacto tem um fruto! - lembrei que mês passado vi na Tv algo sobre isso, não era o melhor fruto nem tão saboroso mas tinha 80% de água - Preciso de uma pedra... Como vou encontrar uma aqui no meio do nada?- olhei ao redor e vi algo meio grande a três metros de onde estava.
Andei devagar, pois não aguentava mais estar ali, peguei uma pedra meio grande e voltei para o meu cacto, olhei para cima e joguei o mais forte que pude. TUM! Olho para a areia e vejo o fruto ali, só havia um problema, também tinha uns espinhos, mas nada me impediu, rasguei um pedaço da blusa que estava usando e segurei em minha mão, espetou um pouco mas não machucou. Comecei a observá-lo, tirando os espinhos tinha um aspecto bom, a crosta que o envolvia era amarelada e após olhar por um minuto pensei que a chave de casa podia arrancar um pouco os espinhos, encontrei o que queria e pus em prática a ideia conseguindo cortar uma camada pouco grossa. Minha sede tinha passado.
- Deus obrigada!
Fiquei na sombra e olhei mais a frente e vi Jessy acenando para mim:
- Julis! Julis! Julis! Amor estou aqui! Vem pra cá!
Me levantei o mais rápido e sai correndo na direção que a via devia estar à dez metros, mas corri, estava me aproximando quando passei a blusa em minha testa suada e dei de cara com uma árvore pequena.
- Miragem? Desgraça de miragem! Estou morrendo e é isso que acontece? Vai se ... - me segurei para não falar palavrão - Bosta de deserto!
Segui andando lentamente sobre o sol até o meu cacto e no meio do caminho, o chão começa a tremer, a formar um tipo de redemoinho e quando escorrego para a morte..."
- Aaaaaaaaah!!! Socorro!!!! - me sento em uma cama hospitalar e olho para um sofá pequeno, Jessy estava sentada dormindo, olhei para um relógio que estava logo à frente e vi 13 horas e 27 minutos. Me apavorei, olhei meu braço e tinha um curativo entre o braço e antebraço, ao meu lado um saco de soro vazio. - Amor! Amor! Acorda! - percebendo que eu estava apenas sonhando.
- Hum... Julis!! Você acordou!!! Enfermeira!!! Espera amor!
Jessy saiu por uma porta de vidro chamando por uma Meredith, supostamente a enfermeira. Na porta aparece uma mulher de tamanho médio, cabelos loiros com mechas castanhas e tinha olhos azuis que brilhavam com a luz.
- Julis, sou a enfermeira Meredith, você desmaiou hoje de manhã. Se lembra de algo? - disse passando uma luz em meus olhos.
- Hã... Eu estava indo para o trabalho e fiquei presa no elevador, e depois... Hã... Não lembro... De mais nada...
- Aperta minha mão... Abre a boca e mostra a língua... - fiz tudo que a mulher pedia - Está tudo bem. Vai passar esta noite em observação e amanhã estará de alta.
Estava sozinha na sala, somente com Jessy e então ela olhou fixamente para mim falando:
- Não faça mais isso! Fiquei nervosa! Você desmaiou dentro do elevador, e depois de alguns minutos chega a ambulância. Estava tão preocupada... - ela fez uma cara que mostrava a verdade no que dizia, fiz um movimento com a mão para que viesse perto de mim - Aí amor... Você não quer água, algo para comer?
- Agora não amor, vem ficar aqui comigo primeiro.
Consegui fazer com que minha esposa deitasse na cama hospitalar comigo e depois de alguns minutos pegamos no sono. Quando acordei vi que era nove horas da noite, olhei para o lado e vi que Jessy não estava ali, imaginei que ela foi pegar algo para comermos. Passou dez minutos e ela não voltou, vi Meredith passar e a chamei, a resposta que me deu foi:
- Sua esposa foi pegar umas coisas no seu apartamento. Saiu à meia hora...
Quando ela voltou comemos um lanche, tínhamos de ficar lá até amanhã, pedi para fechar as cortinas do quarto que estávamos no hospital assim teríamos mais privacidade. Por eu ser pequena consegui deixar um espaço na cama hospitalar para Jessy ficar ao meu lado e foi o que ela fez me abraçando e me aninhando em seus braços, sinto um beijo em meu pescoço e sua respiração quente começou a me excitar. Ao virar meu corpo olho fixamente em seus olhos castanhos, passo minha mão em seu rosto carinhosamente e levo até sua nuca puxando para um beijo intenso e molhado durando até ficarmos sem fôlego. Minha mão desce passado em seus seios e apertando eles fazendo Jessy soltar um gemido baixo então continuei descendo até entre suas pernas pressionando minha mão, colocando logo em seguida dentro de sua calça sentindo seu sexo. Movimentei minha mão até fazer seu corpo estremecer e o último gemido sair de seus lábios, beijo mais uma vez e me aninho em seus braços dormido logo em seguida.

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