Capítulo 55. Roubo da floricultura

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Duas semanas tinham no passado, e tudo parecia estar se encaixando perfeitamente. Layla estava ajudando Matteo com a pequena Anya, enquanto Eleonor, a matriarca, ainda não conseguiu encontrar uma babá que lhe agradasse plenamente. A última contratada havia permanecido apenas sete dias antes de ser dispensada.

Naquela tarde ensolarada, Layla estava no jardim com Anya e Eleonor. O ambiente exalava tranquilidade, com o som das folhas balançando ao vento e a risada suave de Anya preenchendo o espaço. Enrico, que havia chegado mais cedo do trabalho, se sentou silenciosamente, observando a cena com um sorriso contido antes de anunciar sua presença.

— Você está falando mal de mim? — Ele disse com uma expressão divertida, sentando-se ao lado de Layla.

Eleonor, que até então parecia absorta em uma conversa séria, arqueou as sobrancelhas e respondeu sem hesitar:

— Do Matteo. — Seu Tom era firme, confirmando que ele havia sido o tópico da discussão.

Enrico inclinou-se levemente, interessado.
— Só porque ele teve uma filha fora do casamento e minha sobrinha não tem mãe? Tudo bem, logo, logo ele se engraça com alguém.

Eleonor balançou a cabeça, claramente desaprovando o comentário.
— Pelo contrário. Acho que é hora de Matteo se aquietar. Ele tem uma responsabilidade agora: uma criança que precisa dele.

Enrico riu de leve, aproveitando a oportunidade para mudar o foco da conversa. Ele virou-se para Layla com um sorriso brincalhão e perguntou:
— Será que a minha mulher precisa de mim também?

Layla revirou os olhos, mas não conseguiu conter um sorriso.

— Como você é manhoso, Enrico. — Ela respondeu, inclinando-se para lhe dar um beijo suave, que fez um leve estalo ao terminar.

Enrico a olhou com uma mistura de carinho e expectativa, como se estivesse medindo o momento perfeito.
— Vamos sair para jantar? — Perguntou, com um brilho de animação no olhar.

Layla arqueou uma sobrancelha, desconfiada.
— É um convite ou uma ordem?

— Um convite, claro. E então, vamos?

Antes que Layla pudesse hesitar, Eleonor interveio com um sorriso gentil:
— Vá, minha linda. Você passou o dia todo com Anya. Vai ser bom para vocês dois.

Layla concordou, sentindo-se um pouco animada com a ideia. Levantou-se e foi tomar banho, enquanto Enrico observava desaparecer pela porta com um sorriso misterioso.

Enquanto isso, no restante da casa, a atmosfera estava tomada por uma expectativa silenciosa. Toda a família estava ciente do grande plano de Enrico, exceto Layla. Ele havia pedido para todos colaborarem, garantindo que nada denunciasse o que estava prestes a acontecer.

Mais tarde, quando Layla desceu das escadas, ficou deslumbrante em um vestido que caía perfeitamente sobre sua silhueta. Enrico, que a esperava na sala, parecia ainda mais animado.

—Está linda. — Enrico comentou, os olhos brilhando enquanto oferecia o braço a Layla para guiá-la até a porta.

Layla corou levemente, aceitando o gesto com um sorriso discreto. O frescor da noite os envolveu assim que veio, e a atmosfera parecia relacionada de algo especial, embora Layla não conseguisse identificar exatamente o que era. Enrico, por outro lado, estava imerso em pensamentos. Cada detalhe daquela noite foi meticulosamente planejado.

— Onde vamos? — Ela disse, curiosa.

Enrico sorriu, fingindo casualidade.
— Pensei no Valete de Ouros.

Layla arqueou uma sobrancelha, surpresa.
— Saudade de ser Hades?

— É um bar — ele explicou com um sorriso. — Achei que ideias tomar um drink para começar a noite.

A garota do CapoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora