A manhã começou longe de ser tranquila, embora Enrico tenha se preparado para curtir seu tempo com Layla. Ainda estava escuro quando, às seis horas, a porta do quarto se escancarou, revelando Matteo em um estado visivelmente perturbado.
— Preciso de ajuda! — Ele exclamou, a voz abafada pelo choro. — Ela não para! Faz horas, eu juro!
Matteo estava desarrumado, com o cabelo desgrenhado e olhos profundos. Segurava o bebê no colo com um desespero que fazia seu corpo tremer. A pequena Anya chorava incessantemente, o som agudo ecoando pelo quarto.
Enrico suspirou pesadamente, sentando-se na cama, enquanto Layla despertava lentamente ao seu lado.
— Matteo... — ele começou, mas foi interrompido por um fluxo incontrolável de palavras do irmão.
— O que eu faço? Ela vai ficar muda! Vai perder as cordas vocais de tanto gritar. Eu... eu preciso aprender linguagem de sinais! Já tentei tudo, tudo!
Layla, ainda enrolada no lençol, piscou algumas vezes para processar o caos à sua frente.
— Matteo, você dormiu? — ela disse, a voz doce tentando trazer alguma calma.
— Ainda não consegui, e acho que nunca mais vou conseguir!
— Calma, vai com calma. Enrico, ajuda aí — disse ela, levantando-se.
Layla bateu até o banheiro, lavou o rosto rapidamente e escovou os dentes. Enquanto isso, os gritos de Anya ecoavam pelo quarto. A ideia de um banho era tentadora, mas ela sabia que a prioridade era animada a pequena, que não só havia perdido a mãe há alguns dias como também atravessou um país inteiro para chegar ali.
Quando voltaram para a sala, Matteo e Enrico estavam parados como dois adolescentes inexperientes, olhando para o bebê com uma mistura de pânico e desamparo.
— Ah, meu amorzinho... — Layla murmurou ao pegar Anya no colo. — O que foi, hein?
Ela a embalou com melhorias, movendo o corpo em um ritmo lento e natural. Os olhos cansados de Matteo estavam fixos nela.
— Fora. — Layla tentou de repente.
— O quê? — Matteo perguntou, confuso.
— Vai dormir. Eu fico com ela.
— E eu? — Enrico interveio, com um leve tom de frustração. Ele claramente tinha outros planos para aquela manhã.
— Você vai me ajudar. — Layla transmitiu, desarmando qualquer resistência. — Agora vai, Matteo.
Matteo nem teve forças para protestar. Assim que ele saiu, Layla voltou sua atenção para o bebê.
— Seu pai é um bobo que não entende nada, não é? — ela disse, com uma voz suave e carinhosa, enquanto balançava Anya com firmeza.
Aos poucos, os gritos foram se transformando em soluções, até que finalmente cessaram. Layla suspirou aliviada enquanto colocava uma pequena para dormir em seus braços.
— Você é um encantador de bebês — Enrico comentou, sorrindo.
— Sim, tanto de bebês pequenos quanto de bebês grandes. — Layla piscou para ele com uma expressão brincalhona. — Agora, pegue o carrinho dela lá com o Matteo, mas sem acordá-lo.
— Sim, senhora. — Enrico obedeceu, rindo baixinho.
Ele voltou pouco depois com o carrinho, e Layla ajeitou Anya delicadamente. Após trabalhar nas rodas, ela inspirou o bebê a dormir profundamente.
— Ela só estava com sono — Layla disse, satisfeita.
Enrico se moveu por trás, abraçando-a pela cintura.
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A garota do Capo
RomanceATENÇÃO, ESSE LIVRO É EXTREMAMENTE ERÓTICOE CHEIO DE FETICHES. SE VOCÊ FOR SENSIVEL NÃO LEIA, NÃO ABRA, NÃO INCOMODE (PODE HAVER CENAS QUE OS PURITANOS CONSIDEREM NOJENTAS) Livro 1. da Serie "os Herdeiros da Máfia" Layla, uma jovem que perdeu tud...
