Layla se despertou com um impacto brutal nas costelas, um chute que roubou todo o ar de seus pulmões. A dor irradiava em ondas enquanto seu corpo instintivamente se encolhia, mas outro chute, ainda mais forte, a fez gritar. Seus olhos se abriram, marejados de lágrimas, enquanto ela tentava entender onde estava. Tudo ao seu redor era escuridão e vozes que exalavam crueldade.
— A bela adorável finalmente acordada. — A voz era grossa e zumbiteira.
Um homem enorme a relaxar pelos cabelos com tanta força que sua couro cabeludo pareceu queimada. Ele inclinou sua cabeça para trás, obrigando-a a encarar o brilho cruel de seus olhos.
— Dá um oi pro capo, querida. —Sua voz gotejava sarcasmo.
Layla tentou protestar, mas antes que pudesse falar, ele protegeu uma faca que refletiu a luz fria do ambiente.
— Me perguntas... ele ainda vai te amar se sua boca ficar como a do Coringa?
— Não, por favor... — Layla implorou, lágrimas escorrendo por seu rosto pálido. A dor das costelas esmagadas a faz tremer, cada respiração sendo uma luta contra o sofrimento.
O homem riu, como se sua súplica fosse música para seus ouvidos. Com um movimento rápido e desdenhoso, ele cortou um pedaço de seu cabelo, deixando tufos de fios caindo ao chão, desiguais e desordenados.
— Isso vai ser um belo presente para Don e o capo. — A voz era fria, mas havia algo perturbadoramente familiar nela.
Layla tentou não chorar, mas o terror e o desamparo eram esmagadores.
Outro homem apareceu, carregando uma corrente pesada. Sem dizer uma palavra, ele agarrou com brutalidade, prendendo seus pulsos e puxando-os para cima. Layla tentou resistir, mas sua força era insignificante contra o aço e os músculos. Seus braços foram erguidos até ficarem acima de sua cabeça, deixando-a de pé apenas nas pontas dos pés, enquanto a corrente a mantinha suspensa.
A dor era lancinante. Cada movimento, por menor que fosse, parecia arrancar seus ombros do lugar. Ela se esforçou para aliviar a pressão, tentando tocar o chão com os pés, mas era inútil.
— Grite se quiser — disse um dos homens, sua voz gélida. — Ninguém vai ouvir você aqui.
Layla mordeu os lábios para não dar a eles o prazer de seus gritos, mas não conseguiu segurar um soluço de dor que escapou de seus lábios.
O tempo se tornou um borrão. A dor nos braços, nas costelas e no couro cabeludo era insuportável. O sangue parecia ter parado de circular em suas mãos, que formigavam e pulsavam de agonia. Ela tentou rezar, mas até isso parecia impossível enquanto sua mente era engolida pelo desespero.
A crueldade dos sequestradores era implacável. Eles riam, conversavam entre si como se aquilo fosse um simples passatempo. Uma garrafa foi aberta, e o som de goles satisfeitos ressoou, enquanto a dor de Layla aumentava com o peso de seu corpo pressionado nas articulações.
Seus olhos começaram a se fechar, o cansaço e a exaustão vencendo a batalha contra sua força de vontade. Antes de desmaiar, ela murmurou uma última oração, pedindo para que aquilo acabasse — de qualquer maneira.
E então, tudo se apagou.
Do outro lado da cidade, Enrico vagava de um lado para o outro como um animal enjaulado. Sua mente era um turbilhão de raiva, ódio, angústia e desespero. Cada segundo sem notícias parecia uma eternidade, um vazio esmagador que o engolia um pouco a pouco. A sala estava cheia de rostos tensos — todos que amavam Layla estavam ali, compartilhando a mesma dor, mas incapazes de consolar Enrico.
Quando o celular vibrou novamente, o som pareceu um trovão na sala silenciosa. Enrico congelou por um instante, seus dedos trêmulos pegando o aparelho. Seus olhos fixaram-se na tela enquanto o vídeo carregava. Ele parecia estar em um transe, mas assim que a imagem surgiu, seu corpo inteiro começou a tremer de puro ódio.
VOCÊ ESTÁ LENDO
A garota do Capo
RomanceATENÇÃO, ESSE LIVRO É EXTREMAMENTE ERÓTICOE CHEIO DE FETICHES. SE VOCÊ FOR SENSIVEL NÃO LEIA, NÃO ABRA, NÃO INCOMODE (PODE HAVER CENAS QUE OS PURITANOS CONSIDEREM NOJENTAS) Livro 1. da Serie "os Herdeiros da Máfia" Layla, uma jovem que perdeu tud...
