O mundo de Enrico parecia desmoronar ao seu redor enquanto ele dirigia em alta velocidade pelas ruas da cidade. Ele mal enxergava a estrada, os olhos turvos pelas lágrimas que insistiam em cair. Os sinais vermelhos eram ignorados, os radares disparavam enquanto ele avançava sem cautela. Tudo o que importava era a figura inerte de Layla no banco de trás, coberta pelo casaco dele, a pele pálida contrastando com os hematomas que marcavam seu rosto e braços.
Quando finalmente chegou à entrada do hospital, destinada às ambulâncias, a calmaria típica da madrugada foi levantada por caos. Enrico pisou no freio bruscamente, tocando a buzina com desespero. Seu coração batia descompassado, e ele saiu do carro de forma atrapalhada, quase tropeçando, enquanto gritava por socorro.
— Por favor! — Sua voz estava rouca, um misto de urgência e angústia. — Minha esposa... ela precisa de ajuda!
Ele abriu a porta de trás do carro, revelando Layla, ainda desacordada, com os cabelos cortados de forma irregular e os lábios rachados. Seu estado chocou as seguranças e os funcionários que estavam na entrada.
— Senhor, o que aconteceu? — Uma enfermeira perguntou, já acionando uma equipe médica.
— Eles sequestraram! — Enrico balbuciava, as palavras saindo de forma atropelada. — Cortaram seus cabelos, machucaram ela... por ódio a mim! Por favor, ajudem! Eu faço qualquer coisa que precise, só salve ela!
A equipe médica chegou rapidamente com uma maca, e Layla foi cuidadosamente colocada nela. Mesmo inconsciente, parecia carregar o peso de tudo o que havia sofrido. Enquanto eles levavam para dentro, Enrico os seguiu, mas as portas se fecharam diante dele.
Ele parou, olhando fixamente para o lugar onde Layla havia desaparecido, até que seus joelhos cederam e ele caiu no chão. A dor parecia transbordar dele, como se as lágrimas fossem insuficientes para expressar o que sentia.
Um dos seguranças mudou-se, tentando levantá-lo.
— Senhor, o que houve? — A voz era firme, mas não deixava de ter um tom de preocupação.
Enrico olhou para o homem, sua expressão devastada.
— Eles a levaram... — Ele passou a mão pelo rosto, secando as lágrimas com o dorso. — Tudo por minha causa. Queriam dinheiro, poder. Ela foi torturada por ódio a mim.
O franziu a testa, pegando o rádio para comunicar a situação de segurança à polícia.
— Senhor, a polícia vai precisar ouvir seu relato.
Enrico balançou a cabeça, tentando se recompor.
— Eu só... preciso vê-la.
— Melhor esperar aqui. Os médicos vão fazer o melhor. — A segurança indicada um banco próximo.
Enquanto Enrico se sentava, exausto, o telefone começou a tocar no bolso de sua jaqueta. Era Matteo. Ele encarou a tela por um momento, o que parecia distante, como se estivesse em um mundo à parte. Com a mão trêmula, atendeu.
O ambiente na recepção do hospital era tenso. A superação causada pela chegada de Enrico ainda pairava no ar, e ele estava sentado, visivelmente à beira de um colapso, com as mãos aprimoradas nos joelhos e os ombros curvados como se carregasse o peso do mundo. Seu telefone vibrava em seu bolso, trazendo-o de volta à realidade. Ele atendeu, a voz quebrada e quebrada.
— Matteo... — A palavra saiu quase como um suspiro.
— Onde vocês estão? — Matteo disse rapidamente, a preocupação evidente em seu tom.
— No hospital Santa Luiza. Aquele em que a mamãe faz caridade. — Enrico tenta manter a calma, mas sua exasperação é transparente.
— É longe... — Matteo parecia chocado. — Por que tanto tempo?
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A garota do Capo
RomanceATENÇÃO, ESSE LIVRO É EXTREMAMENTE ERÓTICOE CHEIO DE FETICHES. SE VOCÊ FOR SENSIVEL NÃO LEIA, NÃO ABRA, NÃO INCOMODE (PODE HAVER CENAS QUE OS PURITANOS CONSIDEREM NOJENTAS) Livro 1. da Serie "os Herdeiros da Máfia" Layla, uma jovem que perdeu tud...
