Layla estava sentada em uma cadeira de encosto alto no salão, com o olhar fixo no decorador à sua frente. Ao lado dela, Eleonor e Enrico a observavam em silêncio. O ar estava pesado com a tensão crescente, e Layla parecia prestes a perder a paciência.
— Qual é o problema? — perguntou ela, estreitando os olhos para o decorador, que, segundo Eleonor, era o melhor em casamentos sofisticados.
— Amore mio — Enrico segurou sua mão delicadamente, tentando acalmá-la. Seu tom era doce, mas carregava um pedido de conciliação. — Devemos seguir o que as pessoas estão acostumadas.
Layla virou-se para ele com um brilho desafiador nos olhos. — E por que não pode ser do meu jeito?
Enrico hesitou, olhando para Eleonor em busca de apoio antes de responder. — Amor, você quer que tragam árvores inteiras plantadas para a decoração.
— Exatamente.
Ele suspirou, tentando manter a calma. — Amorzinho, minha linda, não faça isso comigo. Você me deixa sem reação.
Layla cruzou os braços e levantou o queixo em desafio. — Enrico, eu não vou matar flores para a decoração. Qual é o problema em usar árvores floridas?
Antes que o noivo pudesse responder, Eleonor interveio. — E se usássemos flores artificiais? Assim, não matamos as árvores e ainda podemos criar um belo arco decorativo.
Layla ponderou por um instante, mas o decorador interrompeu com um suspiro audível de desagrado. — Eu não costumo trabalhar com esse tipo de material — disse ele com um tom de desprezo que fez Layla erguer uma sobrancelha.
— Então chegamos a um impasse — declarou ela, cruzando os braços com firmeza.
— Meu amor, eu organizo grandes festas, eventos memoráveis, casamentos emblemáticos — argumentou o decorador. — Não posso usar flores artificiais.
Layla levantou-se de repente, seus passos ecoando no chão de mármore enquanto seus olhos brilhavam de irritação. — Talvez você não seja o que eu preciso. Façam como quiserem. No dia, eu coloco o vestido e fico lá.
Sem esperar resposta, ela saiu do salão batendo os pés com força, o som de seus sapatos ecoando pelos corredores. Layla era contra um casamento grandioso desde o início e havia lutado para que a cerimônia fosse no jardim da mansão. Mas agora, tudo parecia estar escapando de suas mãos, e aquele decorador insistente estava transformando sua visão em um espetáculo opulento que ela desprezava.
Enrico pediu licença a Eleonor e saiu do salão, apressando o passo pelos longos corredores da mansão. Ele sabia exatamente onde encontrar Layla. A tensão no ar parecia conduzi-lo direto à cozinha.
Quando ele entrou, viu-a de costas, inclinada sobre o fogão, mexendo vigorosamente o conteúdo de uma panela com água fervendo. Seus movimentos eram bruscos, quase mecânicos, e o vapor que subia parecia um reflexo da frustração que emanava dela. A cozinha, geralmente acolhedora com seus aromas e móveis rústicos, agora parecia envolta em uma atmosfera pesada e tensa.
— Layla... — começou ele, sua voz suave tentando romper a barreira de tensão.
Ela girou nos calcanhares em um movimento abrupto, a colher ainda em sua mão como se fosse uma extensão de sua raiva. Seu rosto estava ruborizado, e os olhos brilhavam com lágrimas contidas.
— Eu vou explodir, Enrico! — declarou ela com intensidade, apertando a colher com tanta força que os nós de seus dedos ficaram brancos.
Enrico respirou fundo e se aproximou lentamente, como se estivesse tentando acalmar um animal selvagem. — O que está havendo, amore mio? — perguntou ele, sua preocupação evidente.
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A garota do Capo
RomansaATENÇÃO, ESSE LIVRO É EXTREMAMENTE ERÓTICOE CHEIO DE FETICHES. SE VOCÊ FOR SENSIVEL NÃO LEIA, NÃO ABRA, NÃO INCOMODE (PODE HAVER CENAS QUE OS PURITANOS CONSIDEREM NOJENTAS) Livro 1. da Serie "os Herdeiros da Máfia" Layla, uma jovem que perdeu tud...
