Bárbara cruzou as pernas com elegância, recostando-se na poltrona, enquanto Beatriz permanecia de pé diante dela, os braços cruzados e a expressão carregada. Penélope havia se afastado para “dar um tempo” às duas, mas Bárbara sabia que a garota estaria espiando em algum canto, morrendo de curiosidade para saber como a mãe lidaria com ela.
Beatriz pigarreou, ajeitando o casaco como se quisesse reforçar sua postura autoritária.
— Vamos deixar as máscaras caírem, Bárbara — começou, estreitando os olhos. — Eu sei muito bem que você não passa de uma manipuladora. Não confio em você e nunca confiei.
Bárbara riu baixinho, sem um pingo de abalo.
— Que bom que já começamos sendo sinceras, cunhadinha. Mas sabe o que é engraçado? — inclinou-se um pouco para frente, mantendo o olhar fixo em Beatriz. — Alonso confiou. E continua confiando.
O rosto de Beatriz se contraiu por um instante, mas ela se recompôs rapidamente.
— Isso porque ele é cego! Você tem envenenado a mente dele esse tempo todo!
Bárbara arqueou uma sobrancelha.
— Se ele confia em mim, talvez seja porque eu sou confiável… — disse, com um sorrisinho venenoso. — E você, querida Beatriz? Por que será que o Alonso nunca se importa muito com as suas opiniões? Talvez porque, diferente de mim, você nunca teve influência sobre nada.
Beatriz ficou vermelha de raiva.
— Você pode enganar o Alonso, mas não a mim. Eu sei que tem algo errado acontecendo aqui, e eu vou descobrir!
Bárbara soltou um suspiro entediado e levantou-se devagar, aproximando-se de Beatriz até ficarem a poucos centímetros de distância.
— E o que você vai fazer, hein, Beatriz? — sussurrou, com um olhar afiado. — Inventar mais uma teoria absurda como a da sua filha? Se rebaixar ainda mais para tentar me derrubar?
Beatriz apertou os punhos, mas Bárbara não recuou.
— Eu sou a mulher do Alonso — continuou Bárbara, com uma calma cortante. — A dona dessa casa. A mulher com quem ele dorme e em quem confia. E você? — deu um passo para o lado, inclinando a cabeça. — Você é só a irmã que ele tolera por obrigação.
Beatriz engoliu seco, visivelmente afetada.
— Sua sorte é que eu não tenho provas ainda…
Bárbara sorriu, passando as mãos pelos cabelos com tranquilidade.
— Então sugiro que você as encontre antes de vir bancar a justiceira comigo. Caso contrário… — fez uma breve pausa, olhando-a de cima a baixo — vai acabar se humilhando, como sua filha fez no jantar.
Beatriz cerrou os dentes, mas não respondeu. Estava furiosa, mas sem saída.
Bárbara, satisfeita, voltou a se sentar com toda a calma do mundo, pegando uma taça de vinho da mesa ao lado.
— Se me der licença, cunhadinha, eu tenho coisas mais importantes para fazer do que perder meu tempo com você.
Beatriz hesitou, mas, sem argumentos, apenas bufou e saiu da sala com passos firmes.
Bárbara sorriu sozinha, levando a taça aos lábios.
Ela sempre ganhava.
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Amor Pecaminoso
FanfictionBárbara Greco é uma mulher casada com um homem muito rico que tem uma empresa bem grande, e que pode deixar tudo para ela. Mas tem um problema muito grande, o marido de Barbara está desconfiando que ela trai ele e nisso ele contrata Franco Santoro q...
