Capítulo 49

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Mais tarde naquela noite, Bárbara dirigiu até a casa onde Franco a esperava. Ao entrar, encontrou-o de pé junto à janela, o olhar atento à escuridão lá fora. Quando ele se virou para encará-la, seus olhos logo captaram a expressão intrigada dela.

— Você está tramando algo de novo — ele disse com um meio sorriso, cruzando os braços.

Bárbara suspirou, caminhando até ele.

— Penélope me procurou hoje. Quer um emprego na empresa.

Franco arqueou uma sobrancelha, interessado.

— E você pretende dar isso a ela?

— Ainda não decidi, mas ter minha inimiga por perto pode ser uma vantagem. Eu não sou tola, sei que ela e a mãe dela estão armando contra mim.

Franco se aproximou, deslizando as mãos pelos braços dela, puxando-a suavemente para mais perto.

— Elas não sabem com quem estão lidando — murmurou, os lábios pairando próximos aos dela.

Bárbara sorriu, seus dedos traçando o contorno da mandíbula dele.

— Eu adoro quando você diz isso.

Ele a puxou ainda mais, suas bocas finalmente se encontrando em um beijo intenso. As mãos de Bárbara deslizaram pelo peito dele, sentindo o calor e a firmeza de seu corpo. Franco aprofundou o beijo, segurando-a com firmeza, como se quisesse dissipar qualquer sombra de preocupação que rondasse sua mente.

Por alguns instantes, nada mais importava. Nem Penélope, nem Beatriz, nem Alonso. Apenas eles, juntos, entregues àquele momento ardente e proíbido.

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