Capítulo 30

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Bárbara deixou os papéis sobre a mesa e respirou fundo. Se Penélope queria impressioná-la, teria que se esforçar mais.

Pouco tempo depois, chamou Lurdinha ao seu escritório.

— Ligue para a Penélope e diga que tenho uma tarefa para ela. Quero que elabore um relatório detalhado sobre a concorrência, com números concretos, exemplos reais e um plano de ação baseado nesses dados. Ah, e quero para amanhã de manhã.

Lurdinha, que já conhecia muito bem o jeito exigente da chefe, apenas assentiu.

— Vou avisá-la agora mesmo.

Bárbara sabia que estava sendo dura, mas isso fazia parte do teste. Se Penélope realmente queria um espaço ali, teria que aprender que nada vinha fácil.

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Mais tarde, em um café próximo à empresa

Penélope girava o canudo no copo de suco, pensativa. Alonso, sentado à sua frente, observava a sobrinha com um olhar tranquilo.

— Então, sua tia te deu trabalho logo de cara?

Penélope soltou um suspiro.

— Sim. Eu sabia que ela não ia facilitar, mas… não sei, tenho a impressão de que ela não gosta muito de mim.

Alonso soltou uma risada leve.

— Não é isso, Penélope. Bárbara apenas não se impressiona facilmente. Ela tem padrões altos.

— Altos demais, talvez? — a jovem retrucou, franzindo o cenho. — Eu me esforcei para trazer algo bem feito, e ainda assim parece que não foi o suficiente.

Alonso bebeu um gole de café antes de responder.

— Se ela não visse potencial em você, não teria te dado outra tarefa. Acredite, se Bárbara quisesse te descartar, teria feito isso desde o começo.

Penélope mordeu o lábio inferior, pensativa.

— Então quer dizer que tenho uma chance?

— Quer dizer que você precisa provar que merece essa chance.

A jovem suspirou, mas concordou.

— Vou mostrar que sou capaz.

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Na empresa – Reunião com Franco

A sala de reuniões estava impecável. Bárbara sentou-se à cabeceira da mesa, com uma postura firme, enquanto Franco se acomodava ao seu lado.

— Então, Franco, o que tem para me apresentar? — ela perguntou, com um leve sorriso nos lábios.

Franco deslizou um documento em sua direção.

— Aqui está o relatório da nossa nova estratégia de expansão. Quero te mostrar como podemos aumentar a influência da empresa sem comprometer a identidade que já construímos.

Bárbara folheou as páginas com atenção. Franco sabia exatamente como preparar um material de qualidade, e isso era uma das coisas que a agradavam nele.

— Isso está muito bem estruturado — comentou, sem levantar os olhos.

— Sabia que você diria isso — Franco respondeu com um leve sorriso.

Ela ergueu o olhar e encontrou o dele. Por um instante, o ambiente corporativo pareceu se dissipar, restando apenas os dois.

— Mas é claro — Bárbara disse, voltando a olhar para o relatório. — Eu só aceito o melhor.

A reunião seguiu com discussões estratégicas, mas, entre os argumentos e as projeções, ficava evidente que a tensão entre os dois ia muito além do trabalho.

Quando a reunião terminou, Franco se inclinou um pouco para ela.

— Acho que temos muito para discutir além desses números.

Bárbara sorriu de canto.

— E você acha que esse é o momento certo?

Franco não respondeu, apenas segurou o olhar dela por mais alguns segundos antes de se levantar.

— Até breve, Bárbara.

Ela o observou sair da sala, sentindo uma onda de satisfação. Trabalho era trabalho… mas certos jogos eram inevitáveis.

E Penélope? Bem, ela ainda tinha muito o que aprender.

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