Capítulo 50

92 11 7
                                        

Barbara chega em sua casa depois de uma maravilhosa noite com Franco, ainda pensativa em relação em dar um trabalho ou não para Penélope.
Ela acredita que se der um trabalho para a menina vai ser bom porque manterá a sua inimiga mirim por perto.

- É, se eu der esse emprego para Penélope ainda estarei no controle, se caso eu não der tudo sairá em desordem, porque ela se juntará com Beatriz e armaram contra mim. Vou dar esse trabalho para ela, só assim vou saber o que está por vir. – Pensou Bárbara ao entrar pela porta de sua casa.

Ela caminha até a escada, quando surge Alonso da escuridão, porém por incrível que pareça ele não pergunta onde estava Bárbara apenas segue para seu quarto, ela acha super estranho, porém segue também para o mesmo.
Entrando em sua habitação encontra ele deitado, então ela pergunta:

- Alonso, está bem? Você passou por mim e não falou.
- Estou bem, só pensando no que a Beatriz  me disse.

- E eu posso saber o que sua irmã disse para você ficar tão pensativo?

- Sim, é até bom que você saiba e possa me explicar. Ela disse que Penélope e ela desconfia que você e Franco tem um caso. Agora me explica que teoria é essa?!

- Calma ai, você vai acreditar nessa história maluca que sua irmã falou? Espero que não porque isso é o maior absurdo que eu já ouvi.

- Pode ser extremamente absurda, mas comecei a analisar suas saídas e vi muito sentido. Você anda saindo mais, viajando, agora eu estou frequentando a empresa, não estou vendo tanto contrato entrando.

- Tá achando tão ruim assim, agora você que vai tomar conta daquela joça. Já que você dá tanto ouvido para o que sua irmã fala sem provas sobre a minha pessoa. E detalhe, presta atenção para o que ela anda dizendo, ela está querendo o meu lugar nessa empresa e você nem está percebendo joguinho que ela está armando. Hoje vou deixar você pensando sobre o que você acabou de me acusar.

- Espera Bárbara, não é para tanto.

- É SIM, AGORA ME DEIXA QUE VOU IR DORMIR NO QUARTO DE HOSPEDE.

Bárbara então sai e toma seu banho e se arruma para dormir no outro quarto.
Na manhã seguinte ela apenas se levanta, se arruma e sai bem cedo antes que Alonso a veja.
Ela dirigia pelas ruas ainda meio vazias de manhã, café forte na mente e sangue frio nas veias. Nada de escândalo, nada de gritaria. Ela não precisava disso. O jogo era outro: silêncio, presença e vitória.
Ao chegar ao apartamento, subiu sem avisar. A chave girou devagar, quase cerimonial. Beatriz estava na sala, de robe, celular na mão, claramente confortável demais para quem andava espalhando veneno.

— Bom dia, Beatriz — disse Bárbara, pousando a bolsa com calma absoluta. — Vim só esclarecer uma coisa antes que histórias mal contadas ganhem pernas maiores do que deveriam.

Beatriz levantou os olhos, surpresa. Tentou ser simpática, mas não foi impossível, olhou de um jeito sarcástico.

— Não sei do que você está falando…

Bárbara se aproximou, elegante, impecável, aquele tipo de mulher que não precisa elevar a voz para acabar com o cinismo de alguém.

— Sabe sim. E fica tranquila, não vim brigar. Vim avisar. — Pausa estratégica. — Tudo o que você anda dizendo… eu sei. E tudo o que você acha que controla… não controla.

Beatriz franziu a testa, como alguém que estava tentando entender que te de ameaça era essa que a Bárbara estava fazendo.

— Então vamos combinar assim: você continua sendo hóspede. Eu continuo sendo a dona do jogo. E qualquer nova tentativa de me desestabilizar… vai custar caro. Para você.
Ela sorriu. Não um sorriso doce — um sorriso de quem já venceu.

Sem esperar resposta, Bárbara pegou a bolsa e seguiu para a porta.

— Ah, e Beatriz… — disse antes de sair. — Nunca confunda silêncio com fraqueza. Eu apenas observo. Sempre.

A porta se fechou.
E Beatriz ficou ali, parada, com a certeza de que precisará agir com muita mais cautela.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Espero que tenha tido uma ótima leitura, amanhã terá o próximo capítulo. ✨

Amor Pecaminoso Histórias para pegar e não largar. Descubra agora