Bárbara estava em seu quarto, sentada na penteadeira, retirando os brincos quando ouviu a porta se abrir. Pelo reflexo do espelho, viu Alonso entrar e fechar a porta atrás de si.
— Precisamos conversar. — Ele disse, com um tom sério.
Bárbara continuou o que fazia, sem demonstrar surpresa.
— Sobre o quê?
Alonso cruzou os braços e se encostou à cômoda.
— Sobre a Penélope.
Bárbara revirou os olhos e soltou um suspiro impaciente.
— Claro. O que foi agora?
— Ela veio até mim muito abalada, dizendo que você recusou a proposta dela sem motivo.
Bárbara se virou lentamente para encará-lo, um sorriso cínico surgindo em seus lábios.
— E você, como um bom tio protetor, veio tirar satisfações, não é?
Alonso respirou fundo, tentando manter a calma.
— Bárbara, eu só quero entender. Você mesma exigiu que ela fizesse essa proposta, e quando ela fez um bom trabalho, você recusou.
— Eu não sou obrigada a aceitar algo só porque foi "um bom trabalho", Alonso. Esse é o problema de vocês, acham que qualquer esforço mediano merece aplausos.
Ele franziu a testa.
— Então qual foi o problema real?
Bárbara se levantou, caminhando até a cama e sentando-se na beira.
— O problema é que eu não suporto essa garota metida se achando importante.
Alonso fechou os olhos por um momento, como se estivesse contando até dez.
— Isso não é motivo profissional para rejeitar a proposta dela, Bárbara.
Ela riu e inclinou a cabeça.
— Desde quando você se preocupa tanto com profissionalismo? Você mesmo coloca a Penélope em posições que ela não tem competência para ocupar, só porque tem pena dela.
Alonso suspirou.
— Você tem que parar com essa implicância.
— E ela tem que parar de achar que pode se meter em tudo. — Bárbara cruzou os braços. — Ou pior, que pode me enfrentar.
Alonso a encarou por um longo momento antes de balançar a cabeça.
— Eu realmente não entendo você.
Bárbara sorriu, maldosa.
— E eu não entendo você, que não percebe o que está debaixo do seu nariz.
Ele arqueou a sobrancelha.
— O que quer dizer?
Bárbara se levantou e caminhou lentamente até ele, mantendo o olhar fixo.
— Você nunca pensou que talvez a sua adorável sobrinha tenha segundas intenções ao querer tanto a minha aprovação?
Alonso franziu a testa, confuso.
— Segundas intenções?
Bárbara soltou um riso debochado.
— Você é tão ingênuo, Alonso... Ou prefere fingir que é?
Ele estreitou os olhos.
— Seja clara, Bárbara.
Ela se inclinou um pouco para ele, como se fosse contar um segredo.
— Eu acho que a sua sobrinha tem uma quedinha por você.
Alonso arregalou os olhos, surpreso.
— O quê?!
— Ora, querido, faz todo sentido. Ela te idolatra, corre para você sempre que leva um "não", chora nos seus braços como se você fosse o único homem do mundo capaz de protegê-la... E, convenhamos, Penélope sempre teve uma obsessão por você.
— Isso é um absurdo, Bárbara!
Ela deu de ombros.
— Só estou dizendo o que qualquer um com olhos enxergaria.
O que Bárbara não sabia era que, do outro lado da porta, Penélope estava ali, ouvindo tudo. Seu rosto estava vermelho de raiva e humilhação, os punhos cerrados ao lado do corpo.
As palavras de Bárbara ecoavam em sua mente como um veneno.
Ela não ia deixar isso passar.
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Amor Pecaminoso
FanfictionBárbara Greco é uma mulher casada com um homem muito rico que tem uma empresa bem grande, e que pode deixar tudo para ela. Mas tem um problema muito grande, o marido de Barbara está desconfiando que ela trai ele e nisso ele contrata Franco Santoro q...
