Alonso respirou fundo antes de entrar no quarto de hóspedes, onde Beatriz estava organizando algumas roupas na mala. Ele se aproximou cauteloso, sabendo que a conversa não seria fácil.
— Beatriz, podemos conversar um instante? — perguntou com a voz calma, tentando evitar um confronto.
Beatriz fechou a mala devagar e se virou para encará-lo, os braços cruzados.
— O que foi agora, Alonso?
Ele passou a mão pelos cabelos, um gesto nervoso.
— Não quero que interprete isso como algo pessoal, mas acho que seria melhor para você e para Penélope ficarem no nosso outro apartamento enquanto estiverem na cidade. Lá vocês terão mais privacidade e conforto.
Beatriz soltou uma risada incrédula.
— Ah, Alonso, não me diga que isso foi ideia sua. Porque soa exatamente como algo que a sua esposa sugeriria.
— Bárbara levantou o ponto, sim — ele admitiu, hesitante. — Mas eu concordo com ela. Aqui em casa pode ser um pouco tumultuado, e sei que você gosta de tranquilidade…
Beatriz o interrompeu com um olhar afiado.
— Não me venha com essa desculpa. Você quer me convencer de que a Bárbara está preocupada com o meu bem-estar? Com a minha tranquilidade? — Ela balançou a cabeça, indignada. — Alonso, ela simplesmente não quer a minha presença aqui. E conseguiu exatamente o que queria!
Ele suspirou, cansado.
— Beatriz, eu só quero evitar conflitos. Sei que você e Bárbara não se dão bem…
— Porque eu enxergo quem ela realmente é! — rebateu, elevando o tom. — E você, Alonso? Por que continua permitindo que ela te manipule?
Ele abaixou os olhos, sentindo-se encurralado.
— Não se trata disso…
— Se trata exatamente disso! — Beatriz se aproximou, os olhos cheios de frustração. — Ela conseguiu o que queria: nos afastar. E você, como sempre, está fazendo o jogo dela.
Alonso respirou fundo, tentando conter a tensão.
— Eu não quero brigar com você, Beatriz. Só estou pedindo que aceite essa solução. O apartamento é ótimo, você e Penélope ficarão muito bem lá.
Beatriz cerrou os dentes, mas no fim apenas soltou um riso seco.
— Claro, Alonso. Se essa é a sua decisão… quem sou eu para contestar? — Sua voz carregava um sarcasmo amargo. — Amanhã mesmo estaremos fora da sua casa. Ou melhor, da casa dela.
Ele tentou segurar a mão da irmã, mas ela se afastou.
— Boa noite, Alonso.
Sem mais palavras, Beatriz voltou para a mala, encerrando a conversa.
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Já no quarto do apartamento que agora chamariam de lar temporário, Beatriz observava Penélope, que terminava de desfazer as malas com um semblante confuso.
— Mamãe, por que tivemos que sair da casa do tio Alonso tão de repente? — perguntou a jovem, franzindo a testa.
Beatriz suspirou, sentando-se na beira da cama e olhando para a filha.
— Porque a mulher dele fez o que sempre faz: envenenou seu tio contra mim.
Penélope piscou, surpresa.
— Bárbara? Mas o tio Alonso sempre ouve você, não?
Beatriz soltou uma risada amarga.
— Não quando se trata daquela mulher. Ela tem um jeito de manipular tudo ao redor, de fazer com que as coisas sempre saiam como ela quer. E agora conseguiu nos mandar para cá, longe daquela casa.
Penélope se sentou ao lado da mãe, pensativa.
— Mas por quê? O que ela ganha com isso?
— O controle, minha filha. Ela quer garantir que ninguém ao redor do Alonso abra os olhos para o que ela realmente é. E como eu não caio no teatro dela, eu era um problema. Agora, com a gente longe, ela tem o campo livre para continuar fingindo ser a esposa perfeita.
Penélope abaixou o olhar, incomodada com a situação.
— Isso não é justo.
— Não, não é — concordou Beatriz, amargamente. — Mas eu prometo a você, minha filha… essa história ainda não acabou.
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Amor Pecaminoso
FanfictionBárbara Greco é uma mulher casada com um homem muito rico que tem uma empresa bem grande, e que pode deixar tudo para ela. Mas tem um problema muito grande, o marido de Barbara está desconfiando que ela trai ele e nisso ele contrata Franco Santoro q...
