Capítulo 43

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Alonso chegou em casa no início da noite, cansado, mas satisfeito ao ver sua irmã ali. Abriu um sorriso caloroso e a envolveu em um abraço apertado.

— Beatriz! Você não imagina como fiquei feliz quando soube que estava aqui.

Beatriz forçou um sorriso e retribuiu o abraço, ainda sentindo o sangue fervendo depois do embate com Bárbara.

— Senti sua falta, Alonso. Precisávamos conversar.

Bárbara apareceu logo em seguida, impecável como sempre, com um sorriso elegante no rosto, como se nada tivesse acontecido minutos antes.

— Meu amor, chegou cedo hoje — disse, aproximando-se para lhe dar um beijo rápido na bochecha. — Eu já mandei preparar algo para você jantar.

Alonso segurou a mão dela com carinho.

— Obrigado, querida. Beatriz, venha, vamos sentar. Quero saber tudo o que tem acontecido com você.

Eles seguiram até a sala, e Bárbara se acomodou ao lado do marido no sofá, cruzando as pernas e observando Beatriz com um olhar tranquilo, como se a conversa anterior sequer tivesse existido.

Beatriz esperou que a esposa do irmão terminasse de fingir sua perfeição antes de limpar a garganta e dizer:

— Alonso, preciso falar com você.

— Claro, o que foi?

Ela lançou um olhar de relance para Bárbara, que apenas sorriu de canto e tomou um gole de vinho, sem a menor preocupação.

— Em particular.

Alonso hesitou por um momento, depois olhou para Bárbara.

— Querida, pode nos dar um momento?

Bárbara deu uma risadinha baixa, fingindo um ar compreensivo.

— Mas é claro. Adoraria ficar, mas tenho coisas mais interessantes para fazer. — Ela se levantou com leveza e lançou um último olhar para Beatriz antes de sair da sala.

Assim que ficaram sozinhos, Beatriz segurou as mãos do irmão com firmeza.

— Alonso, você precisa abrir os olhos.

Ele franziu o cenho, desconfortável.

— O que quer dizer com isso?

— Eu estou falando da Bárbara. Há algo de errado com ela.

Ele suspirou e se recostou no sofá.

— Beatriz… não vamos começar com isso. Eu sei que você nunca gostou da minha esposa, mas...

— Não é questão de gostar ou não! — interrompeu, sentindo a frustração crescer. — Essa mulher não é quem você pensa que ela é. Ela manipula, mente… eu vi com os meus próprios olhos como ela pode ser cruel!

Alonso coçou a testa, claramente incomodado.

— Escuta, eu entendo sua preocupação, mas Bárbara é minha esposa. Eu a conheço.

— Conhece mesmo? — Beatriz arqueou as sobrancelhas. — Ou só conhece a versão que ela quer que você conheça?

Ele ficou em silêncio por um momento, desviando o olhar.

— Você tem alguma prova do que está dizendo?

Beatriz mordeu o lábio, hesitante.

— Ainda não…

Alonso balançou a cabeça, cansado.

— Então por que está insistindo nisso?

— Porque eu sei que tem algo errado! Alonso, eu estou tentando te proteger!

Ele suspirou e segurou as mãos da irmã novamente, tentando acalmá-la.

— Eu sei que você quer o meu bem, mas não pode acusar Bárbara sem provas. Ela nunca me deu motivos para desconfiar dela. - surrurando ele comenta. - Uma vez sim, mas eu já resolvi isso.

Beatriz fechou os olhos por um instante, frustrada.

— Tudo bem. Mas quando você perceber que eu estava certa… espero que não seja tarde demais.

Alonso forçou um sorriso e a abraçou novamente.

— Eu te amo. Mas essa implicância com a Bárbara precisa parar.

Beatriz engoliu a raiva e assentiu, mesmo sabendo que não desistiria tão fácil.

No andar de cima, encostada no corrimão, Bárbara observava tudo com um sorriso vitorioso.

Beatriz podia tentar o quanto quisesse… Alonso sempre seria dela.

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