Capítulo 41

58 4 0
                                        

Bárbara estava no escritório de casa revisando alguns papéis quando ouviu a campainha tocar. Estranhou, pois não esperava ninguém. Levantou-se com elegância e foi até a porta.

Ao abrir, seu corpo imediatamente ficou tenso.

— Beatriz… — disse, com um sorriso calculado, mas os olhos atentos.

A cunhada estava parada ali, vestida com sua arrogância habitual, olhando para Bárbara como se estivesse prestes a atacar.

— Oi, Bárbara. Não vai me convidar para entrar? — Beatriz disse, cruzando os braços.

Bárbara não gostava daquela mulher. Sempre a achou insuportável, uma versão mais velha e mais irritante de Penélope. Afinal, foi ela quem criou aquela menina mimada e insuportável.

Mas Bárbara era uma atriz nata. Forçou um sorriso e abriu espaço.

— Claro, cunhadinha. Fique à vontade — disse, com um tom açucarado e levemente sarcástico.

Beatriz entrou, olhando ao redor com uma expressão de superioridade, como se estivesse inspecionando a casa. Bárbara fechou a porta com calma e a seguiu.

— Que surpresa boa… — continuou, medindo cada palavra. — Não sabia que teria o prazer da sua visita hoje.

— Achei que era hora de vir conversar com você — Beatriz disse, encarando-a. — Parece que têm acontecido muitas coisas nessa casa que eu desconheço.

Bárbara ergueu uma sobrancelha, fingindo confusão.

— Ah, é mesmo? Bem, e quem teria te contado essas “coisas”?

Antes que Beatriz respondesse, passos apressados soaram pelo corredor, e Penélope apareceu na sala, com um brilho satisfeito no olhar.

— Mãe… — disse, dramática, indo direto para perto de Beatriz. — Que bom que veio!

Bárbara não conteve um pequeno sorriso, disfarçado em ironia.

— Ah, claro… — disse, com um olhar de canto para a sobrinha do marido. — Agora tudo faz sentido.

Beatriz olhou de Penélope para Bárbara, cerrando os olhos.

— Quero entender o que está acontecendo entre você, o Alonso e o Franco Santoro.

O sorriso de Bárbara permaneceu intacto, mas sua mente já estava trabalhando rápido.

Ela sabia que essa visita não era à toa.

Amor Pecaminoso Histórias para pegar e não largar. Descubra agora