Capítulo 38

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Me perdoa, pelo amor de Deus!!!

Eu trabalhei igual uma cadela e esqueci de postar. Mas tá aqui.

Estamos na reta final, já, já a tormenta acaba!

Boa leitura <3 

Não se esqueçam de comentar!!!


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Alessio

Foi uma mera coincidência que estivéssemos no lugar certo na hora certa, ou era o que eu escolhia me dizer para não dar o braço a torcer. Lidando com toda merda envolvendo a Tríade e o Cartel Mexicano, eu e meus primos tínhamos nos enfiado em muitos becos sem saídas que nos levava apenas a mais perguntas sem respostas. No entanto, foi preciso apenas que Nevio tirasse sua cabeça da bunda, e se acertasse o mínimo com Isabella, para que ele conseguisse as respostas que nos levaram aquele galpão em El Paso.

Bufei vendo os claros rastros de uso recente em um galpão da Famiglia que deveria estar desativado. Essa era uma rota já não mais utilizada depois que a Máfia de Nova York fez acordos com a Camorra e subornou os políticos e policiais corretos. Hoje em dia, a maioria de nossas rotas eram aéreas. Rotas terrestres davam muito trabalho... rotas terrestres podiam parar no lugar errado na hora errada, rotas terrestres podiam ser facilmente roubadas, rotas terrestres podiam falhar por um erro mecânico e foder com toda uma operação.

- Como Nevio descobriu isso mesmo? – Valerio arqueou as sobrancelhas, abrindo uma das caixas de ferro e tirando uma submetralhadora de dentro.

- Ele é um bastardo. – Foi o que respondi.

Meses de buscas inúteis apenas para que no momento em que Nevio se juntou as nossas reuniões falasse algo que nunca pensamos em checar: antigas rotas desativadas. Pensando agora, que tínhamos o resultado em nossas caras, parecia óbvio, mas não era óbvio que alguém se arriscasse em rotas desativadas. Isso porque elas foram desativadas por motivos consistentes. Eram de difícil acesso, tanto na questão de localidade, quanto na questão de serem fáceis de serem interceptadas. O que nos levava a mais uma descoberta... se ninguém tinha interceptado essas rotas ainda, era sinal de que gente grande – com poder de calar gente maior ainda – estava no meio.

Eu estava prestes a abrir mais um dos baús quando Flavio correu até nós.

- Temos companhia. – Disse, com a arma já em punho.

O cenho de Valerio franziu e ele sacou a própria arma, mas eu balancei a cabeça, indo até uma das janelas para olhar. Mais de um carro e, junto, um caminhão. Eles ainda estavam consideravelmente longe, no entanto. Dava tempo.

- Entrem no carro.

- O quê? – Valerio me olhou como se eu fosse louco.

- Agora, Valerio. – Bradei.

Nós entramos no carro, comigo no volante, e eu dirigi na maior velocidade que conseguia para o mais longe possível. Sem olhar para trás, com as lanternas todas apagadas. Estávamos no escuro, nosso carro era preto. Era fácil.

- Deveríamos ter ficado. – Valerio reclamou quando parei.

- Sim, nós três faríamos história contra dois carros e um caminhão. – Ironizei.

- Alessio tem razão. – Flavio falou.

Valerio bufou e abriu o porta-luvas para alcançar o pacote de Trident, de onde ele tirou um chiclete e enfiou na boca, começando a mascar.

By Darkness I BurnOnde histórias criam vida. Descubra agora