Isabella – 18 anos
Na manhã do dia 24, eu acordei com o insistente barulho do celular na mesa de cabeceira. Me sentei na cama, coçando os olhos e atendi. Era Flávio, querendo saber como estavam as coisas e se os Falcones estavam se comportando. Deixei de fora a parte que tinha passado um tempo com Alessio, porque não precisava dele surtando – muito menos fazendo Alessio surtar também – e respondi que estava tudo bem.
E estava! Eu não tinha tido problemas com nenhum deles, principalmente com Alessio que, incrivelmente, me tratou muito bem. Talvez essa fosse a forma deturpada dele de pedir desculpas pelo que aconteceu.
Continuei conversando com ele por mais um tempo, perguntando sobre sua família paterna e, depois de cerca de meia hora, desligamos. Resolvi levantar, já que, uma vez que eu estava acordada, dificilmente dormiria de novo e finalmente olhei para o relógio digital na mesma mesa onde meu celular estava anteriormente. Eram apenas 5:37 da manhã, o idiota tinha esquecido do fuso-horário.
Fui em direção ao banheiro, tomei um banho rápido e me vesti com um moletom surrado, que era de papai e me engolia, e uma calça jeans. Coloquei, também, um tênis, prendi meu cabelo e, por último, meus óculos. Peguei o último livro, que eu estava lendo, dentro da minha mala, enfiei o celular no bolso e saí do quarto, em direção ao caminho que Alessio tinha me mostrado ontem.
Quando cheguei as portas de vidro, dobrei à direita e depois direita de novo, chegando à piscina. A essa altura, o sol já estava nascendo. Sorri e me sentei na mesma cadeira que tinha sentado na noite anterior.
Estava lendo há alguns minutos quando comecei a sentir aquela sensação como se alguém estivesse me observando. Um calafrio me percorreu e eu olhei por cima dos ombros, inspecionando a mansão atrás de mim. Nada parecia fora do normal.
***
Nevio – 20 anos
Franzi a tez quando olhei pela janela e vi aquela cabeleira ruiva; sentada em uma das cadeiras ao redor da piscina, estava Isabella Vitiello. De novo, com um livro na mão. Me perguntei o que ela estava fazendo ali, o relógio tinha praticamente acabado de bater 7 da manhã. Observei-a por um tempo e ela pareceu notar, porque se virou e olhou a extensão da mansão, o que indicava que tinha bons reflexos. No entanto, de onde eu estava, ela não conseguiria me ver.
Depois de um tempo, saí de perto da janela e voltei a me distrair até dar o horário do café da manhã, onde eu teria que encarar o caralho da família Vitiello.
Quando deu o horário, desci em direção a cozinha. Alessio, Massimo, Nino e Kiara já estavam lá, sempre sendo os primeiros a chegarem. Meu pai também, trocando amenidades com Luca e Maddox, que segurava seu filho, enquanto Marcella e Gianna ajudavam Kiara com o café da manhã. Uma droga de família feliz.
Massimo e Alessio estavam apoiados na bancada, roubando comida vez ou outra, e Massimo olhou para mim com um sorriso debochado – ele sabia que eu odiava essa situação –, apenas mostrei o dedo médio para ele, que riu. Nino, Matteo e Valerio estavam do lado oposto a meu pai, cada um mexendo em seus próprios celulares.
Leona, Fabiano, Davide e Aurora, aparentemente, ainda não tinham chegado, o que provavelmente se dava ao fato de que, agora, Aurora estava passando um tempo em Nova York, então eles deveriam estar matando a saudade.
Savio e Adamo estavam no cômodo ao lado, a sala, sentados no sofá. Roman estava no colo de Adamo, prestando atenção no que o pai falava. Gemma estava do outro lado do sofá, paparicando sua bebê recém-nascida, juntamente com Dinara.
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By Darkness I Burn
RomanceParecia loucura se envolver com o homem que havia planejado seu sequestro, mas aquele era o menor dos problemas de Isabella. Nevio, além de tudo, também vivia pela Camorra, Máfia rival a qual ela fazia parte. Há muitos anos, Camorra e Famiglia não e...
