Ainda é quinta!!!
Calma, não precisa me matar!
Eu cheguei em casa, depois de um longo dia de trabalho, e essa foi literalmente a primeira coisa que fiz (depois de fazer xixi).
Peço desculpas pela demora. Os tempos têm sido loucos! Justamente por isso, resolvi postar de 15 em 15 dias ao invés de uma vez por semana.
POR FAVOR, COMENTEM pra eu saber que vocês estão bem e vivos e lendo. Eu sempre vejo muitas visualizações e zero comentários e, sinceramente, isso desanima MUITO. A vida tem sido uma loucura, mas eu garanto a vocês que se mais pessoas estivessem efetivamente comentando e demonstrando gostar de algo que dá um trabalho do caralho para fazer, eu já tinha voltado antes.
Enfim, boa leitura!
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Isabella – 20 anos
Assim que desci do carro na frente do chafariz de Columbia, uma sensação de satisfação se apossou de mim. Eu sorri largamente e olhei ao redor enquanto respirava profundamente tentando absorver tudo aquilo para mim... o ambiente, as pessoas, a gritaria de amigos se reencontrando. Tão simplório e tão grandioso. Parecia que minha vida finalmente estava voltando aos eixos.
Eu comecei a caminhar em direção ao prédio onde eu teria minha primeira aula com Gianluca em meu encalço, sem me importar com isso. Pela primeira vez, parecia bom estar com um guarda-costas ao meu redor, parecia bom o olhar impactado das pessoas e parecia bom que ninguém parecesse ter vontade de dar uma opinião sobre minha vida. Nem mesmo minha barriga gigantesca parecia fazê-los ter vontade de dar um pitaco sobre o que achavam ou não, porque aqui eu era simplesmente a pessoa que eles não poderiam fazer nada que não temer.
Fui andando por todo caminho aproveitando essas pequenas sensações, até que eu parasse na porta e tivesse meus pensamentos interrompidos por Gianluca, que me entregou minha bolsa e disse:
- Você está parecendo uma maníaca. – Franziu o cenho. – Boa aula, Coringa.
Eu ri pelo nariz e dei um tapa no ombro dele antes de entrar na sala.
Como sempre, sentei bem no meio do auditório. Por questão de segurança. As pessoas ao meu redor – para esquerda, direita, cima ou abaixo – me protegeriam a tempo de meus seguranças chegarem até mim em caso de ataque, essa foi uma coisa que aprendi desde cedo, porque mamãe não queria que eu estudasse em casa e papai era louco por segurança. Nunca questionei, sempre segui. Ele estava certo, eu sabia disso.
Abri meu notebook e preparei minhas coisas antes que o Senhor Wally – sim, como no filme da Disney – chegasse, olhando minhas anotações do texto que ele havia enviado uma semana antes. Essa não era uma matéria de período inicial, a turma não era feita de calouros e estávamos em Columbia. Sem tempo para apresentações de primeiro dia, iríamos direto com a mão na massa.
Olhei para as janelas que iam quase do chão ao teto ao lado direito e suspirei quando vi algumas nuvens tomarem o céu. Segundos antes o sol brilhava esplendorosamente. Talvez fosse um presságio de que a vida acadêmica não era tão glamorosa assim.
Definitivamente, nada de glamoroso em começar a aula com um:
- Bom dia, espero que tenham lido o texto, pois iremos debatê-lo e quem não souber responder alguma questão satisfatoriamente perderá ponto.
Se fôssemos depender deste Wally para salvar o planeta, ele estaria morto. Mas, com sorte, só dependíamos dele para a intertextualidade de Mrs. Dalloway, um dos primeiros livros a falar sobre o inconsciente humano por meio do fluxo de consciência, escrito por Virginia Woolf, e The Hours, que, dentre muitas coisas, fala sobre a autora do primeiro livro, escrito por Michael Cunningham.
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By Darkness I Burn
Storie d'amoreParecia loucura se envolver com o homem que havia planejado seu sequestro, mas aquele era o menor dos problemas de Isabella. Nevio, além de tudo, também vivia pela Camorra, Máfia rival a qual ela fazia parte. Há muitos anos, Camorra e Famiglia não e...
