Antes de mais nada... comentem!!!!!!
Eu resolvi postar esse logo hoje porque vacilei com vocês, porque é quinta e porque esse é um cap bem curtinho.
Volto daqui a duas semanas. Caso vocês tomem vergonha na cara e comentem de verdade, volto semana que vem.
Beijos e boa leitura <3
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Isabella – 20 anos
Eu tinha apenas 10 anos quando Marcie foi sequestrada. Não entendia muita coisa, não tinha acesso às redes sociais. Então não saberia dizer ao certo o que seus amigos e nossa família – pessoas que a amavam, em geral – sentiram ao receber a notícia, mas, principalmente, ao vê-la em um péssimo estado quando seus sequestradores assumiram suas contas para zombar dela. Tudo que eu sabia era que minha prima Marcella estava em perigo e corria o risco de não voltar para mim – para nós.
Com Sara foi muito diferente, tudo tinha sido rápido demais, nós só notamos quando ela já estava de volta. Nós sofremos com ela, não por ela.
Entretanto, acho que deve ter sido um sentimento bem parecido ao que senti no momento em que, depois do meu celular vibrar sem parar por conta de amigos da faculdade, resolvi entrar nas redes sociais de Aléxie. Apenas para encontrar suas primeiras postagens sendo fotos desacordadas em um lugar desconhecido e, nos seus stories, vídeos dela chorando e implorando para que não fizessem nada com ela.
A Tríade tomava responsabilidade pelas ações.
O mundo pareceu parar. Aliás, o meu mundo pareceu parar, porque eu tinha certeza que o resto do mundo continuava bem. Chocados, mas bem.
De repente eu me lembrei da aula sobre Woolf e Cunningham novamente. Sobre o tempo. Sobre como ele era traiçoeiro. Sobre como herdávamos consequências alheias. Sobre como simplesmente não temos controle do nosso próprio tempo. Opressor e tirânico ao seu máximo, ele não nos deixou decidir nada. Quando ou quem está, ir e vir. Não, nada disso.
A única certeza que ele me deu é que o mundo era violento e que nunca haveria paz no amanhã. Todo calafrio que eu jurei sentir e me forcei a acreditar que eram apenas coisas da minha cabeça... todo sentimento de que algo daria errado a qualquer instante e eu ignorei... tudo isso... absolutamente tudo veio à minha mente. De repente, aquele primeiro mês de aula, o rosto de todas aquelas pessoas ao nosso redor, começaram a passar como um filme na minha visão.
Eu fui criada pela Máfia afinal, eu sabia de quem eu havia herdado as consequências, mas eu fui estúpida o suficiente para ignorar isso.
- Não. – Balancei a cabeça, as lágrimas começando a escorrer automaticamente. – Não, não, não, não, não, não, não. – Repeti em catatonia.
Eu saí do meu quarto puxando o ar com força, mas ele não parecia entrar nos meus pulmões. Eu desci as escadas, em busca do meu pai que eu não sabia se estava em casa, com pontos pretos brilhando na minha visão. Eu poderia dizer que desmaiaria a qualquer momento, mas era o oposto disso... Minha cabeça e nuca começaram a doer e eu fiquei tonta e nauseada ao passo que meu coração acelerava cada vez mais e mais.
- Pai! – Eu tentei gritar em meio às lágrimas, assim que cheguei ao pé da escada. – Pai! – Chamei de novo. Me apoiando na parede para não cair, porque a sala girava e girava. – Pai! – Finalmente cedi, caindo em meus joelhos.
Papai apareceu em seguida, sua expressão ficando assustada automaticamente.
Ele estava em casa.
Graças a Deus, papai estava em casa.
- Isabella! – Seus olhos estavam arregalados quando ele chegou até mim. – Gianna! – Gritou ao mesmo tempo em que me ajudava a levantar. – Gianna, porra!
Mamãe apareceu enquanto papai me carregava, no colo, para sala.
- O que houve? – Sua voz preocupada chegou em mim como se meus ouvidos estivessem cheios d'água.
- Não sei. – Papai respondeu, me depositando no sofá. – Isabella. – Ele deu alguns tapinhas na minha cara. – Fala comigo.
Eu chorei mais.
- É minha culpa. – Balbuciei. – É tudo minha culpa. É minha culpa. – Chorei copiosamente.
- Isa... – Papai tentou, mas meu cérebro não funcionava. – Filha!
Nada.
Eu continuei a repetir que era tudo minha culpa enquanto os pontos pretos dançavam em minha visão.
- Amendoim. – Mamãe segurou meu rosto com as duas mãos, isso pareceu me acordar brevemente. – Querida, fale comigo. – Pisquei algumas vezes. – Amendoim, filha. – Ela chamou de novo, minha visão pareceu focar por breves segundos. – O que houve? O que aconteceu?
- Aléxie. – Chorei mais forte quando seu nome saiu de minha boca. – Aléxie foi levada.
Mamãe piscou confusa.
- Levada por quem? Matteo, cheque o celular dela.
- Pela Tríade. – Solucei. – Eles a levaram. Eles levaram Aléxie.
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Babado, né?
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By Darkness I Burn
RomanceParecia loucura se envolver com o homem que havia planejado seu sequestro, mas aquele era o menor dos problemas de Isabella. Nevio, além de tudo, também vivia pela Camorra, Máfia rival a qual ela fazia parte. Há muitos anos, Camorra e Famiglia não e...
