Mistérios, suspense e resoluções de crimes sempre foram áreas do interesse de Hailey e Luísa, o que uniu as duas, fazendo-as seguir seus sonhos juntas. Anos depois, após se tornarem investigadoras nos Estados Unidos, elas recebem uma grande oportuni...
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Aquela voz forte, que não trazia autoridade e nem força, mas era potente o suficiente para fazer meus pensamentos serem interrompidos. Parecia que ele sabia que eu não estava bem ou algo semelhante. Não consegui mais pensar em nada relevante então falei o que veio a minha cabeça:
— Oi, Taeyong. — Virei e me deparei com seu olhar atento às minhas próximas palavras. Ele não estava surpreso ou com raiva, na verdade, parecia bem tranquilo. — Eu..
— Perdão por incomodar, não queria atrapalhar a conversa. — Disse, me olhando por completo. — Parece nervosa.
— É, um ex namorado meu vai casar. — Falei sem ao menos calcular de como a mentira iria cair dentro do contexto que ele ouviu. — Eu não estou estoume sentindo muito feliz. Seria egoísmo da minha parte ao ver ele seguindo em frente?
— Sim. Mas é compreensívelsomos mais egoístas do que pensamos ser.. Nós humanos, temos diversas manifestações de graus de egoísmo.
Ele ainda segurava a maçaneta da porta. E eu tentava olhar ao máximo para ele, sem demonstrar sinal de mentira.
— Ainda gosta dele. — Concluiu.
— Quero me livrar disso. — Confessei, não do jeito que estava tentando soar para ele, mas no fundo eu queria me livrar do sentimento de perda. Pois Theo sempre será meu amigo, só que ele agora terá uma nova melhor amiga, e eu só queria tirar essa “tristeza” dentro de mim. — Porque é errado.
Desviei meu olhar para a parede mais próxima. No entanto, mirei em meu ombro que estava sendo tocado gentilmente pelas mãos do homem pela qual estava tomando meus pensamentos.
— Não precisa se sentir culpada. Precisa seguir em frente, mas seria melhor enfrentar isso de frente. Como uma mulher inteligente que eu sei que você é.
— Eu não sou inteligente, nem de longe.
— Porque se diminui tanto?
— É a verdade.
Ele soltou um longo suspiro, e suas mãos deixando meus ombros vagarosamente, até repousarem nos bolsos de sua calça social.
— Você vai ao casamento?
— Vou.
— Essa é uma ótima notícia.
Ele curvou seus lábios em um rápido sorriso, causando um leve brilho em seu olhar, eu poderia ficar olhando durante horas para ele, e eu odeio isso, de alguma forma.
— Luísa. — Chamou, me despertando. Pisquei várias vezes para voltar ao meu estado normal. — Você me odeia.
— Como?
— Você me odeia e sempre me odiou. Porque está me olhando dessa forma?