Mistérios, suspense e resoluções de crimes sempre foram áreas do interesse de Hailey e Luísa, o que uniu as duas, fazendo-as seguir seus sonhos juntas. Anos depois, após se tornarem investigadoras nos Estados Unidos, elas recebem uma grande oportuni...
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LUÍSA NAKAMURA
Meus pés ficaram mais firmes dentro da minha conturno, a cada passo que dava sobre o piso que se encontrava em constante movimento. Na verdade, eu mesma defini o chão em que estava, pois ele era grande e me deu o privilégio de ter a vista da avenida de cima.
— Está indo bem. — Senhor Johnny parecia pegar alguma coisa do outro lado da linha, só que não conseguia ouvir por conta do vento sobre o meu rosto. — Agora só invadir pela janela.
— Eu sei o que fazer.
Esperei a van parar no sinal, mantendo as pernas longe uma das outras para garantir o equilíbrio, o vento não estava tão forte, mas ainda impedia de ouvir certos áudios. Haviam dois motoristas que faziam questão de acelerar conforme os minutos passavam. Levei meu pé a parte central que trazia todas aquelas substâncias proibidas. Uma parte da janela do carona estava aberta. Me preparei para pular como se meu objetivo fosse a pista do asfalto, no entanto, antes que chegasse nela, me segurei na janela e com a mão direita, tirei arma do meu bolso e atirei na mão de um deles. Em seguida, apoiei as duas mãos na janela e ergui meu corpo, levando minhas pernas para o interior do veículo.
— Quem é você? — Uma de suas mãos apontaram uma arma para mim enquanto a outra se mantia no volante. — Saía daqui.
— Não. — Puxei o seu companheiro que gemia com o braço atingido com minha mão esquerda ao redor do seu pescoço e grudei a arma na testa dele. Ele se contorcia e meu suor deslizava sobre meu pescoço. O coração acelerado de uma maneira tão absurda pois não tinha memórias ainda de minhas aventuras no mundo do crime. — Se não parar, ele aqui vai morrer. 1..2.. Não sou muito de contar, vai ser de uma vez!
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— Você não deveria ter se arriscado tanto. — Hailey dizia pela décima vez a cada vez que lavava suas mãos na pia do banheiro. — Pular de uma caminhonete!
— Era uma van.
— Que seja, apenas um mês se passou. — Ela enxugou as mãos direcionando aquele olhar materno que só ela tinha. — Você é capaz de muitas coisas, só acho que deveria ir mais devagar. E eu não entendo porque o senhor Johnny não nos informou sobre sua missão.