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Campo.

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Três semanas haviam se passado desde o acidente em Phoenix. Apesar de já estar fisicamente recuperada, uma sombra de depressão ainda pairava sobre mim. Alice e Jasper não tinham aparecido em minha casa, e eu também não os procurei; sentia que precisava de um tempo para me reorganizar. Hoje, no entanto, algo parecia diferente. Era o primeiro dia verdadeiramente lindo em Forks, com o sol brilhando intensamente, como se quisesse iluminar cada canto da cidade.
De repente, a campainha tocou, e uma onda de emoção percorreu meu corpo. Corri até a porta, mal conseguindo conter a expectativa. Ao abri-la, encontrei apenas um bilhete: "O campo deu flores brancas, está lindo." A mensagem me fez perceber que era hora de nos reencontrarmos. A poucos quilômetros dali, havia um campo aberto que havíamos visitado durante uma de nossas trilhas. Decidi me vestir para a ocasião, colocando um leve vestido de pano fino. Com os pés descalços, caminhei por cerca de vinte minutos até chegar ao campo. Ao avistar Alice e Jasper, eles se destacavam em meio ao verde exuberante, suas peles brilhando sob a luz do sol, como se escondessem um passado não tão distante e sangrento, mas que agora parecia distante, quase como um eco. Sem muito escrúpulos, apenas me aproximei ficando de frente para ambos.

-é assim que ficamos no sol. Pode parecer lindo, mas é a pele de um assassino, temos sangue de inocentes nas nossas mãos.—Alice iniciou abraçada ao Jasper, que embora com o cenho franzido, parecia sereno.

-me conta como era? A vida antes de conhecerem o Carlisle.—pedi interessada. Eu tenho o direito de saber o passado das pessoas que tenho interesse.

-Nasci há muito tempo, em uma época em que o mundo era diferente. Mais cru. Mais simples, talvez, mas também mais brutal. Eu era um texano, sabe? Um rapaz de carne e osso, com sonhos e medos como qualquer outro. Servir ao exército era o meu destino, a guerra era a minha realidade. Mas a guerra que eu conheci, a verdadeira guerra, começou depois. Depois que eu fui...transformado.—contava Jasper abertamente.

-você é do Texas.—disse em voz alta contendo uma risada. Eu nunca imaginei que Jasper seria texano.—você foi transformado em Texas também?—indaguei.

-Foi em Galveston. Um lugar quente, úmido, cheio de vida. Eu era um oficial, um líder. Tinha um certo...carisma. E isso me tornou um alvo fácil para uma vampira. Maria. Ela viu algo em mim, uma força que ela queria controlar. E me transformou. No começo, era um inferno. A sede, a fome insaciável. A raiva que borbulhava, a violência que era meu único instinto. Eu era uma arma, e Maria me usava para criar mais como eu. Exércitos de recém-criados, sedentos por sangue, sem controle. Era uma vida de carnificina, de destruição. Eu lutei contra isso. Lutei contra a minha própria natureza. Tentei encontrar um caminho, uma forma de não ser apenas um monstro. Vi muita coisa nesse tempo, coisas que me assombram até hoje. Por muito tempo, vagamos. Eu e Maria. E depois, eu a deixei. Não podia mais viver naquela escuridão. Foi então que encontrei Peter e Charlotte. Eles eram diferentes. Tinham encontrado uma forma de existir sem serem monstros. Eles me mostraram que era possível. Que existia outra saída. E então, eu a encontrei. Ela viu o meu futuro, um futuro que eu não conseguia enxergar. Um futuro com uma família. Juntos, encontramos os Cullen. Que se alimenta de forma diferente. É difícil. A luta nunca acaba completamente. A sede ainda está aqui, um sussurro constante. Mas agora, eu tenho algo pelo que lutar.—era uma história longa de uma vida longa.

-Eu não me lembro muito da minha vida humana. Minha memória começa de verdade quando eu me tornei...assim. Eu era uma garotinha assustada em um lugar que não me era familiar, e não tinha ideia de quem eu era ou como cheguei ali. Fui criada em um lugar que não era exatamente um lar, e tive que aprender a me virar sozinha. Mas então, algo incrível aconteceu. Eu comecei a ter visões. Pequenos lampejos do futuro. No começo, era só um borrão, algo difícil de entender. Mas com o tempo, aprendi a interpretá-las, a ver o que estava por vir. Isso me deu uma vantagem, me ajudou a me proteger e a encontrar meu caminho. E foi através dessas visões que eu encontrei o Jasper. Esperei ele por 28 anos, e você por 17 anos.—Alice contava enquanto fitava o céu azul.

-você conseguia me ver antes mesmo de nascer, incrível.—comentei ficando pensativa. De fato isso é um dom.—O dia está lindo hoje. Tem alguma coisa de diferente.—elogiei me sentando na grama. Meu peito estava aberto e leve, eu estou em paz mesmo que nada esteja resolvido. Saber do passando deles me dava mais segurança no presente.

-tive uma visão sua.—comentou Alice me fazendo companhia.

-como foi?—indaguei me deitando na grama, tendo apenas o azul do céu no meu campo de visão.

-eu só consigo ver seus olhos, sabia? É tão estranho, você não estava chorando. Parecia calma. Enfim, eu pensei.—dizia se atrapalhando nas palavras, na tentativa de achar as certas.

-achou que seria um bom momento para nos vermos.—completei concordando. Alice apenas sorriu ladino.—eu não visitei Bella ainda. Acho que precisava de um tempo.—assumi

-para que?—Jasper questionou do meu outro lado.

-pra ter certeza de que o que eu quero é essa vida.—contei fazendo ambos me fitarem.—eu sou humana, sou frágil. Minha vida é curta, e eu quero tanta coisa.—continuei deixando Hale pensativo.

-queremos que tenha uma vida longa e feliz.—continuou Hale.

-serei feliz ao lado de vocês, pelo que me resta de vida. Eu escolho isso.—disse comparando nossos tempos, os Cullen tem uma eternidade, eu tenho anos.

-devíamos aproveitar então.—Alice disse virando meu rosto para si. Sem me dar tempo para pensar, sua boca se colou na minha, era um beijo com urgência, cheio de desejo e segundas intenções. Suas mãos subiam e desciam em minha cocha, deixando minhas pernas a mostra. Ela cessou o beijo para que eu respirasse, porém não deu tempo suficiente. Jasper tomou meus lábios em um beijo devagar, ele explorava cada canto da minha boca, sua mão passou pelo meu busto, se grudando no meu pescoço, tendo certeza de me manter grudada na grama. As mãos de Alice foram para o interior da minha cocha chegando até minha intimidade onde a vampira começou a me estimular, o beijo com Jasper ficou abafado, mas ele não parou, suas mão agarraram meu cabelo impedindo que cessássemos o beijo, sua boca por fim desceu para meu pescoço chupando toda extensão, não demorou muito para que eu chegasse ao meu máximo, ainda ofegante deitei o major na grama ficando por cima dele, subi meu vestido com pressa, Alice se aproximou me ajudando, enquanto Jasper desabotoava a calça, assim que se colocou dentro de mim, comecei a cavalgar nele, seu membro me preenchia por completo, me deixando com mais vontade ainda, Alice beijava o loiro impedindo que ele revertesse as posições. Aumentei a velocidade rebolando sobre ele, pude ver conter alguns gemidos enquanto apertava minha cintura na tentativa de se controlar. Alice veio por trás de mim, pegando no membro de Jasper, estimulando o mesmo enquanto eu subia e descia, ver o loiro tentar se segurar era satisfatório, a vidente soltou uma risada abafada enquanto passava a língua no meu pescoço. Por fim, o vampiro se desfez dentro de mim. Assim que anoiteceu, caminhamos até minha casa, o clima estava leve, eu não conseguia parar de sorrir. Jasper me pegou no colo com um braço, para impedir que machucasse meus pés com os galhos secos no chão. Tudo estava indo bem.—Jasper, eles estão aqui.—Alice sussurrou colocando a mão no ombro dele.

-quem está aqui?—indaguei com o cenho franzido olhando a minha volta. Jasper me colocou no chão ficando em minha frente. Do outro lado da minha casa, entre as árvores pude ver um grande lobo preto surgir em meio a escuridão, o mesmo que vi na floresta, ele estava parado apenas nos observando, assim que se certificou de que o vimos, desapareceu em meio a escuridão. Jasper e Alice pareciam furiosos, porém não tocaram no assunto durante toda a madrugada até que enfim eu adormecesse.

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