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A Verdade.

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Maeve Adans

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Maeve Adans.

Já era madrugada. O crepitar da lenha na fogueira era o único som que quebrava o silêncio do ambiente. Eu estava no sofá, de frente para a lareira, fitando a enorme foto da minha mãe. Uma onda de perguntas me consumia: será que eu não fui suficiente? Será que tudo isso era uma brincadeira de mau gosto para me punir? Porque, no fundo, eu sentia que tudo aquilo era um castigo. A raiva borbulhava em mim, e a imagem dela ali, tão serena, era insuportável. Com um acesso de fúria, arremessei uma jarra de vidro com flores sobre a fotografia. O vidro estilhaçou-se com um estrondo que ecoou pela casa silenciosa, quebrando a monotonia da fogueira. Um impulso me dominou: eu poderia passar o dia todo destruindo aquela casa, peça por peça. Mas algo chamou minha atenção: um compartimento na parede. Fui até lá, curioso e apreensivo. Estava trancado. Sem hesitar, peguei um pé de cabra no jardim e, reunindo toda a força que tinha, forcei a abertura. Ali, encontrei um livro antigo, mofado e pesado. Peguei-o e voltei a me sentar no sofá, o coração acelerado. Ao abrir o livro, deparei-me com um tesouro de fotos antigas da minha mãe. Ela usava vestidos de uma época passada, e em uma das imagens, ela estava acompanhada de um homem. Um homem que eu reconheci imediatamente: o Doutor que me socorreu, o pai de Alice e Jasper. Aquele momento, com o livro em minhas mãos e a verdade começando a se revelar, trouxe uma mistura avassaladora de dor, confusão e uma sede insaciável por respostas. "Ano de 1718, eu e Carlisle vimos a inauguração da cidade de Nova Orleans, é uma cidade linda, mas o sol impede que Carlisle possa ficar, de qualquer maneira, eu já sinto saudades de Forksville, saudade dos quileutes. Me pergunto por mais quantas cidades eu estarei presente para inaugurar, a eternidade é um presente divino que eu desfruto com prazer, embora os demais Cullen não dividam a mesma opinião, principalmente o major Jasper o mais novo integrante, parece ter um certo desprezo pela imortalidade, mas um grande amor por Alice, são um belo casal, mas falta algo neles, ou alguém". Esse diário já respondeu todas as perguntas, assim que o sol nasceu, eu me vesti pronta para ir para a escola, eu parecia em um Loop e a todo momento retornava para o livro,
Cheguei atrasada notando que Bela já havia entrado, eu não queria ir para sala, não conseguia falar com ninguém, acho que me chamariam de louca.

-Alice, Jasper.—cumprimentei sentindo uma presença atrás de mim, assim que me virei, vi ambos que tinham o cenho franzido. Estavam preocupados e pareciam sentir muito.

-Lizzie, sentimos muito.—Alice disse ao lado de Jasper, enquanto negava com a cabeça.

-sente muito.—repeti sua fala passando a mão pelo cenho. Eu estava falando com duas pessoas mortas, isso é loucura.

-podemos explicar tudo.—Jasper sugeriu como se isso fosse o suficiente para o que estava diante de mim.

-explicar? O que exatamente? Vocês sabem quem eu sou, me conhecem, conheciam minha mãe, conviveram com ela por décadas. Mentiram pra mim desde o começo, sobre tudo.—eu disse cuspindo as palavras. Eu vivi através de mentiras por toda minha vida, convivi com uma morta por anos e nem percebi.

-não sabíamos quando você chegou. Eu vi você antes de chegar, mas não sabia até te ver mesmo.—Alice falava gesticulando com as mãos.

-você vê o futuro, Alice. Eu sei. Sei que Edward lê pensamentos, e que Jasper manipula emoções. Um ninho de demônios eu diria.—falei querendo pular essa parte. Peguei o diário no bolso do meu sobretudo jogando para Jasper que pegou sem excitação.

-e então? Qual sua decisão? Vai nos expor para os humanos? Ou vai me deixar te mostrar que não somos monstros.—indagou Hale receoso, seus olhos estavam amarelos. Por um momento pensei em minha mãe, ela amava essas "pessoas".

-é com isso que estão preocupados? Não. Embora o que eu sinta é medo e repulsa, o amor que minha mãe tinha por vocês salva minha consideração.—respondi me virando para meu carro.

-para onde você vai?—Alice questionou dando um passo para frente. Eu vou embora de Forks. Preciso sumir do passado dela, e com toda certeza me afastar do ninho de vampiros.

-eu vou pra casa.—menti evitando que ela tentasse me impedir. Em um piscar de olhos Alice estava centímetros de distância, meu coração acelerou por um instante.

-por favor, Maeve.—pediu com o cenho franzido.—nos de uma chance, para mostrar que não somos monstros.—pediu e eu apenas neguei. Era uma questão de tempo até Hale perder o controle.

-sabe o que é passar sua vida vivendo uma mentira? É demais pra mim. Eu preciso ir pra casa, Alice.—expliquei abrindo a porta do carro.—vocês tem que se afastar, todos vocês.—me referi a todos ós Cullen's. A garota deu um passo para trás me dando passagem, dei partida, conduzindo-me de volta para casa. Assim que cheguei corri para o segundo andar, joguei todas as minhas roupas dentro da mala indo para o andar de baixo novamente. Antes de ir, parei por um momento, peguei um pedaço de papel deixando uma mensagem para ambos "eu não posso conviver com isso, não como ela fez. Preciso de um tempo. Sinto muito" deixei em cima da copa voltando para meu carro. Eu estava prestes a ir embora, mas algo estava me prendendo, voltei para dentro  pegando uma caixa de fósforo, ascendi deixando cair sobre o grande tapete na sala. Então, finalmente parti para estrada. Isso tudo é demais, mas como já disse, estou presa nessa cidade, eu sei que retornarei.

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