O encontro entre eles foi agitado, movido por muitos sentimentos, e pouca paciência.
Tudo o que Penélope queria era fazer uma tatuagem, a possível dor ou o fato do lugar escolhido deixar o seu rosto em brasas não eram um problema. O seu maior probl...
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O dia e a noite passada desencadearam um turbilhão de sentimentos. Eu estava mesmo reunido com os meus irmãos de novo. E tudo estava indo tão bem que era como se tivéssemos voltado no tempo, para antes do acidente e todas as responsabilidades que a vida adulta nos obrigou a aprender. Agora...éramos adultos e as obrigações não eram assustadoras e absurdas como pareciam no início. E estávamos vivendo uma vida boa, e rodeados por quem amamos. Eu não queria mais nada além disso, dessa paz, dessa família. E em breve, a minha família de sangue.
Eu, Lucius e Stephan concordamos em visitar minha família no México juntos, em uma viagem de grupo, pois nunca viajamos juntos, e ter eles lá, me ajudaria e muito nesse reencontro com meu pai e o restante da minha família. Eu realmente queria que isso desse certo.
— Acha que aquilo foi necessário? Será que ajudou mesmo ele, ou piorou o que já não estava bom? — Murmurei para o Lucius. Stephan ainda estava dormindo na sala e eu estava no quarto do Lucius justamente para conversar sobre o ruivo.
Stephan sempre foi o mais tagalera ede nós três. Ele falava tudo e um pouco mais e suas habilidades sociais sempre superaram as de qualquer pessoa que eu já conheci. E no entanto, mesmo sendo uma maritaca ruiva das grandes, ele também conseguia manter muita coisa escondida dentro do peito e da mente, seus piores sentimentos e memórias. Ele era o que menos desabafava, e olha que eu jurava que esse posto pertencia exclusivamente ao Lucius. Todas as inúmeras piadas e conversas disfarçavam todas as dores do Stephan e com elas, ele conseguiu enganar a todo mundo sobre estar bem durante muito tempo. Agora nem tanto. Agora que crescemos e a nossa juventude caótica era um passado um tanto distante, podíamos enxergar coisas que na época passavam despercebidas em meio a tanta novidade, primeiras vezes, hormônios e expectativas de que tipo de pessoa iríamos nos tornar e o que queríamos ser.
— Bom, talvez os meus comentários não fossem realmente necessários, mas...foi a única que se passou pela minha cabeça naquele momentk. — Lucius saiu do banheiro anexado ao quarto dele com uma toalha enrolada no quadril e outra nas mãos para enxugar o cabelo cinza.
— É. Pode até ser. Mas somos melhores do que isso. Podemos ser irmãos melhores, não é? Usar um saco de pancadas e...uma conversa saudável, ao invés de reabrir as feridas dele para que as coloque pra fora. — coço o maxilar, suspirando.
Na noite passada, logo depois que saímos do apê da Dionisía e nos reunimos aqui no canto do Lucius, conversamos com Stephan sobre um assunto sensível. O aniversário de morte da avó dele por parte de pai tinha acabado de passar, uma data que secretamente ainda machucava bastante o ruivo. Vendo que ele estava chateado, eu e Lucius tentamos ajudar ele a colocar tudo para fora, e então, deixamos que ele descontasse tudo na gente, algo que eu e o Lucius costumávamos fazer na adolescência inúmeras vezes.