CAPÍTULO 34

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           Acordei de manhã cedo com meu celular vibrando e Stephan me abraçando por trás como se eu fosse um travesseiro, o que era normal vindo dele, dormimos assim várias vezes desde que nos conhecemos, Lucius sofreu com a gente durante algumas noites.

Assim que peguei meu celular para conferir as mensagens, foquei apenas na da Penélope, desejando bom dia e perguntando como eu me sentia após dirigir pela primeira vez em anos, o que me arrancou o sorriso mais estúpido da face da terra.

SHANE: Bom dia, razão do meu viver. Me sinto muito bem, mas tenho certeza de que estaria melhor se fosse você me abraçando e não o Stephan nesse sofá-cama, embora eu goste muito do meu irmão.

Penélope enviou uma figurinha rindo horrores, e em seguida algumas fotos e videos dela com as amigas no sítio. Não sei se porque ela realmente queria me mostrar, ou se temia que eu não acreditasse nela e precisasse provar onde estava. E se fosse realmente a última, seria triste demais pensar que ela agia assim por causa da mão, porque eu sabia que todos os traumas e manias dela surgiram por causa da sua mãe e a maneira como a criou.

SHANE: sabe que eu acredito e confio em você, não é? Se disse que ia para um sítio, eu acredito porque sei que está falando a verdade.

MINHA DEUSA💚💚💚💚: eu sei disso, só queria mostrar as fotos.

Ela não sabia. Não até eu falar.

SHANE: você pode me mostrar elas quando voltar. Assim posso assistir tudo com você nos meus braços.

— Nossa...— escuto a voz do Stephan no meu ombro, expirando de jeito exagerado, como se estivesse abismado. — Tá bom. Tá bom. Quanto sentimento....

— Seu fofoqueiro! — ele começou a rir enquanto eu bloqueava a tela e me virava para ficar cara a cara com ele, negando com a cabeça.

— Você é um verdadeiro romântico com ela, hein?

— Sou mesmo. E posso apostar que em breve você será assim com a Daisy também. — me sentei, ao som do meu irmão se espreguiçando que nem um gato.

— Bom dia.

Stephan e eu levantamos a cabeça para se encarar no mesmo instante em que aquelas palavras deixaram a boca do nosso irmão. O ruivo me olhou de testa franzida e sibilou "você escutou isso?" E eu respondi "Eu escutei, e você?" E ele concordou, cobrindo a boca aberta.

— Bom dia...— arrisquei responder, quase caindo para trás quando Lucius sorriu em resposta.

Esfreguei meus olhos algumas vezes, mas a expressão estupidamente tranquila dele permanecia lá no rosto dele enquanto colocava o pó de café dentro da cafeteira e apanhava três xícaras após ligar a máquina.

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