O encontro entre eles foi agitado, movido por muitos sentimentos, e pouca paciência.
Tudo o que Penélope queria era fazer uma tatuagem, a possível dor ou o fato do lugar escolhido deixar o seu rosto em brasas não eram um problema. O seu maior probl...
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— Se divirta muito, minha piranha gostosa — Nora e Wanda me abraçaram. Ambas já estavam fantasias, a modelo de bruxa e a futura nutricionista de vampira, e estavam lindas nas fantasias que compraram na loja da Dionisía.
Era dia trinta e um de outubro, ou seja, halloween. E seguindo o combinado eu iria passar a data junto do Shane e dos outros na cidade deles. Shane chegaria em alguns minutos para me buscar e iríamos se arrumar lá. O trânsito hoje estava uma loucura então combinamos de sair mais cedo, por isso estou me despedindo das meninas.
— Vocês também. E por favor cuidado na rua e com as suas bebidas, não larguem os copos por aí, mão em cima sempre! — Abracei elas mais forte. — E fiquem perto dos outros. — odiava o quanto eu soava igual uma mãe nessas horas, mas esse nosso discurso anter de sair virou parte do nosso trio já, especialmente agora que eu também começava a sair com mais frequência.
— Vamos tomar cuidado. Toma cuidado também, pelo amor de Deus. As ruas estão entupidas de todo tipo de gente sem caráter, infelizmente. — Wanda falou. — E não cai na porrada com ninguém, deixa o Shane tomar conta disso!
— Não prometo nada sobre a última parte, mas vou tentar — Dei de ombros, rindo das caretas feias que elas duas fizeram para mim.
Nora e Wanda iriam passar a noite de halloween junto do Hugo, da Loren e de um grupinho de tatuadores e tatuadoras do estúdio em algum bar que ficava perto de lá, então eu sabia que as duas estariam em boa companhia e bastante protegidas porque a maioria dos tatuadores do estúdio pareciam predadores de tão grandes. E até mesmo Hugo que era um magricelo, era super forte, descobri nesse mês quando vi ele carregando um armário que precisavam colocar lá na área da cozinha dos estúdios subterrâneos.
Meu celular vibrou duas vezes seguintes no bolso da calça e eu já sabia quem era.
— Shane chegou. Tenho que ir. Amo vocês, se divirtam muito e tirem muitas fotos! — abracei as duas mais uma vez e beijei a bochecha de cada uma, agarrando em seguida a minha mochila e capacete, correndo para fora do apartamento até o elevador.
— Pronta, estressadinha? — Shane perguntou assim que deixei o prédio e alcancei ele em sua moto ao lado da calçada. As ruas aqui estavam cheias de pessoas fantasias já, e ao longe dava pra escutar música tocando nos estabelecimentos.
— Sim, e pode parando que você não chega perto da minha mochila — Avisei quando vi ele esticando o pescoço para tentar avaliar o tamanho da minha mochila para advinhar o que eu tinha dentro. Ele me pertubou o mês todo com esse lance das fantasias e eu só não enlouqueci porque ele sabia pedir desculpas por me irritar muitíssimo bem.
— Você é muito cruel — choramingou, me estendendo a mão para que eu subisse na moto. A essa altura não importava nem se eu conseguia subir na garupa sozinha ou não, virou um hábito que tanto ele quanto eu gostávamos bastante.