O encontro entre eles foi agitado, movido por muitos sentimentos, e pouca paciência.
Tudo o que Penélope queria era fazer uma tatuagem, a possível dor ou o fato do lugar escolhido deixar o seu rosto em brasas não eram um problema. O seu maior probl...
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Wanda foi a primeira que capotou depois de esvaziarmos três garrafas de vinho. Nora e eu conseguimos resistir e ficamos acordadas até o Shane e o Hugo chegarem quando passava de uma hora da manhã.
— Ei — senti os braços enormes do Shane me envolvendo por trás do banco em que eu continuei sentada quando Nora foi abrir a porta.
— Oi — suspirei, rolando minha cabeça para que encontrasse apoio no corpo dele, suspirando ao passar meus dedos pelas mãos e antebraços dele cobertos pelo couro da sua jaqueta, subindo até alcançar seus ombros largos cegamente.
— Está bêbada.
— Sim. Já sei, nada de sexo — revirei os olhos.
— Isso mesmo. — beijou o meu ombro com carinho. — Podemos conversar. Quero saber mais dessa aventura que teve com a Nora...e da sua família também.
— Hmmm...está bem — resmunguei.
— Boa noite, gente — Nora e Hugo acenaram quando passaram pela gente, cruzando a sala e indo em direção ao quarto da loira.
— Boa noite — eu e Shane respondemos, observando os dois no maior chamego.
— Ok, vamos para a cama também. — Shane me pegou no colo pela bunda, alojando ambas as mãos enormes em cada lado das minhas nádegas, sorrindo quando enlacei o seu pescoço. — Você é tão linda, sabia? — sussurrou, como quem confessa seu amor na calada da noite.
— O que quer saber da minha família? — Perguntei, assim que ele me colocou sentada na cama e voltou para fechar a porta do quarto, deixando sua mochila e capacete na poltrona que eu tinha no canto do cômodo.
— Tudo. Se realmente planeja me levar para passar o natal com eles, gostaria de saber o máximo possível para não dar mais motivos para sua mãe me detestar — brincou, um sorriso rápido surgindo no seu rosto.
— Ela gostar ou não, não importa. Quem tem que gostar de você sou eu porque sou quem senta no seu pau, beija sua boca e ocupa o seu coração — me joguei para trás na cama, suspirando alto ao rodopiar de tudo que meus olhos viam agora que a bebida parecia estar me afetando.
— Não seja assim. Eu quero que sua mãe confie em mim, que me aceite como genro, e não apenas me ature. — ele subiu na cama, os joelhos e coxas roçando debaixo das minhas ao encaixar seu corpo entre as minhas pernas, se esgueirando por cima de mim.
— Não se esforce demais. Ela não vale tudo isso. Não quero que tenha suas expectativas destruídas.
— Não terei — pegou minha mão e beijou cada dedo meu, palma e costas. — Vai me falar mais sobre sua família agora?
— Eu não comemoro nenhuma celebração com a minha família desde que terminei o ensino médio e me mudei junto das meninas. Fora as visitas que faço ao papai, raramente vou para lá. — comecei, sem mais opções. — As meninas sempre vão visitar a família delas, e embora elas me convidem de coração, prefiro ficar sozinha em casa.