CAPÍTULO 32

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                Era sexta-feira, e me deu uma vontade imensa de passar o final de semana com os meus irmãos. Então, foi o que eu decidi fazer. Arrumei minha mochila, avisei ao Hugo e a Loren que eu não abriria o meu estúdio, e disparei com a minha moto pelas ruas.

Penélope chegou no sítio de manhã cedo, conversamos brevemente por uma chamada de video que acalmou minha preocupação, e desde então ela não respondeu mais, contudo como ela estava com as suas amigas e os pais delas, tinha certeza de que estava bem, o que queria dizer que eu podia relaxar e parar de ser um namorado super protetor e paranoico atoa.

Uma hora depois eu me aproximava do bar. A moto do Stephan já estava estacionada ali, e assim que parei com a minha ao lado, enxerguei ele e o Lucius conversando atrás do balcão nos fundos do bar.

Desliguei a moto e comecei a andar na direção da entrada conforme removia o meu capacete. Empurrei a porta devagarinho, e estiquei a mão para segurar o sino, o que sempre me permitia entrar silenciosamente só para surpreender eles. Stephan estava se afastando quando entrei, e Lucius segurando o braço dele.

— Ontem vocês estavam conversando, mesmo ela estando junto dos amigos, o que aconteceu? Não soube o que responder, justo você? — Lucius perguntava, certamente estava falando sobre a Daisy.

— Ela me mostrou umas fotas com os amigos, mas não me respondeu mais desde, então... — Stephan deu de ombros, sem concluir, e eu fui me aproximando super devagar, com metade do corpo abaixado.

— Isso não significa que não vá te responder — Lucius fala.

— Mas não significa que ela deva. — o olhar amendoado do ruivo abaixa, e eu preciso cobrir a boca para soltar um palavrão alto de felicidade quando Lucius abraça ele. A segunda coisa mais rara do Callahan: abraços. Sorrisos e abraços eram itens de luxo vindo do Lucius.

Deixei meu capacete em uma das mesas só para apanhar o meu celular do bolso e tirei uma foto dos dois, enviando para o Tio Marcus junto de um mensagem de texto.

SHANE: *imagem*
Dionísia anda fazendo milagres com o nosso rabugento, tio!!!!

TIO MARCUS: e eu não sei? Ela é um anjo em nossas vidas! E eu fui o cupido dessa relação, não se esqueça disso!!!

— Ela vai, porque ela sente o mesmo que você. Se não sentisse, não se preocuparia com você naquela noite, não iria atrás de você e nem teria insistido para não ir para casa depois de beber. Nem permitiria que a chamasse de loirinha. — Lucius está falando quando finalmente chego no balcão, agachado, segurando nas bordas para espionar os dois sem ser visto.

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