Capítulo Sete

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No intervalo encontro com a Nina na cantina. Me sento na cadeira e sinto dor nas minhas pernas e tiro a bolsa das costas e jogo na mesa.

- O que aconteceu para você está com essa cara Júlia? Eu pedi pra você, tudo bem? - pergunta.

- Tudo bem. Você acredita que o Guilherme me beijou na frente dos meus colegas? Fiquei mortificada! - digo e bebo um gole do meu suco de manga e ela me olha risonha.

- E essa carinha de dor aí? - ela diz rindo e eu olho para o casal vinte ao meu lado. Ninguém merece! Alice levanta as sombrancelhas para a Nina que nem percebeu. A curiosidade mata!

- A noite foi boa com ele? - ela continua e eu não sei como faze - la parar sem ser grossa.

- Duas vezes. - digo e abaixo os olhos ela riu alto para a minha infelicidade. Ela gosta de alardes!

- Se não se importa, posso experimentar também? - ela pergunta com cara de safada.

- Se ele te quiser, vai em frente. - olho para o Henrique e a Alice e eles estão boquiabertos obviamente interessados no papo. Chocados!

- Você não vai comer? - ela pergunta mastigando um pedaço do seu sanduíche de alface!

- Estou sem fome. - digo e a Alice ri com o seu deboche de sempre!

- Porque não quer comer fofa? Come demais no restaurante? - ela diz e olha para mim debochada.

- Não. Estou esperando você terminar o seu para eu enfiar o meu na sua goela! - pego minha bolsa e saio apressadamente sem esperar a Nina.

- Você perdeu uma oportunidade de ficar calada sua vadia! - ela grita com a Alice e vem até mim correndo que nem atleta!

- Me espera Júlia! - grita e segura o meu braço com força me fazendo virar para encara - la.

- Não liga para as besteiras que aquela idiota fala pra você Júlia! Você é linda! Não precisa mudar por causa dos outros. - ela diz irritada e eu sinto vontade de chorar.

- Tá tudo bem Nina. Eu já estou acostumada com essas coisas. Eu vou para a minha sala. - sorri fraco e começo a andar.

- Tudo bem. - diz e vai para a sua sala. Eu não sou fácil!

Entro na sala e encontro o Luís mexendo no seu celular. Me sento sem querer conversa. Ele levanta o olhar e se levanta vindo até mim. Oh não! Não quero conversar!

- Oi. Tá tudo bem Júlia? - ele pergunta e toca em meu braço.

- Sim. Obrigada por perguntar. - digo extremanente sem graça.

- Você brigou com o seu namorado? - ele pergunta sério. Eu sei que ele está jogando verde para colher maduro. Esperto!

- Ele não é meu namorado. - digo sem olha - lo. Odeio os curiosos!

- Mas ele te beijou! - ele diz confuso e irritado!

- Somos amigos. Às vezes ele me beija. Normal. - digo entediada. Ele suspira. Lá vem papo furado!

- Eu sou seu amigo e porque nunca me deixou te beijar? - ele pergunta e mexe no meu cabelo.

- É diferente, Luís. - digo nervosa, ele se aproxima e beija o canto da minha boca. Ele adora me provocar!

- Não faça isso Luís! - digo e ele imediatamente se afasta.

- Você sabe que eu gosto de você Júlia. Porque não? - ele pergunta magoado e faz beicinho!

- Eu não quero um relacionamento, Luís. Você é um cara legal! Eu não quero magoar você! - digo olhando para ele. Não dou confiança!

- Você me magoa quando não me dá uma chance! Você quer sair sábado? Se não gostar eu prometo que nunca mais te chamo! - ele diz esperançoso. Devo aceitar? Penso um pouco. Eu acho que não fará mal algum. Assim ele sai do meu pé!

- Tudo bem. Eu aceito sair com você, mas sem gracinhas! - digo estreitando os olhos, séria.

- Eu posso passar no seu apartamento e te pegar as nove? - pergunta sorrindo amplamente.

- Ok. - é a única coisa que eu digo. Se levanta e beija minha bochecha. Olho para ele e penso se fiz a coisa certa. Vou pagar pra ver no que isso vai dar! Vai dar em merda!

Finalmente o segundo horário passa correndo e vou pegar no batente. Nossa eu realmente preciso me exercitar! O Guilherme nem me deixou dormir direito, ainda me sinto cansada. Chego atrasada e entro correndo no restaurante.

- Você pode ajudar o Guilherme de novo Júlia? A Maria está doente, e o Guilherme não pode ficar sozinho. Tudo bem? - Raul pergunta do balcão.

- Sem problemas! - digo e me encaminho para trocar de roupa. Entro na cozinha e ele me recebe de cara amarrada. Se ele não quer falar comigo tudo bem.

- O Raul mandou eu ficar aqui para te ajudar. - digo e sei por onde começar. Ele nem olha pra mim. Me movimento de um lado para o outro e ele nada de soltar um ai!

À tarde vou para a minha hora de almoço e me junto a Rebecca.

- O que o Guilherme tem? - ela pergunta e dá uma garfada em seu almoço. Um prato enorme!

- Eu não sei e nem me interessa, também não estou afim de conversar. - digo e ele se senta ao meu lado, me levanto não entendendo porque ele está agindo assim comigo! Somos amigos!

Volto para a cozinha e lavo as panelas para a noite. Ele entra calado e me abraça por trás, tento afasta - lo mas ele não me larga.

- Desculpa, docinho. - ele diz baixinho e me vira para olha - lo.

- Eu fiquei chateado com você por ter me expulsado daquele jeito! Foi só um beijo! - ele diz e me solta e nesse momento a Rebecca entra e olha para nós dois espantada!

- Quem beijou quem? - ela pergunta curiosa. Eu volto a lavar os pratos muito nervosa!

- O que isso vai mudar na sua vida Rebecca? - ele fala grosso com ela que fica horrorizada.

- Não tá mais aqui quem falou! - ela diz chateada e dá meia volta e sai da cozinha. Olho para ele horrorizada, passa a mão no cabelo transtornado e eu não entendo.

- O que deu em você hoje Guilherme? - grito com ele que abaixa a cabeça envergonhado.

- Desculpa. Eu não queria... - fala baixinho. Queria e fez!

- Você tem que pedir desculpas a Rebecca e não a mim. - digo e volto a lavar os pratos. Ele já está passando dos limites!

Você e nada maisHistórias para pegar e não largar. Descubra agora