Capítulo Doze

8.9K 815 21
                                        

Me levanto no escuro e faço um coque frouxo no meu cabelo. Lá se foi a minha noite de sono mesmo! Mas uma vez vou parece um zumbi na faculdade amanhã! Esse docinho já tá ficando azedo pro meu gosto! Tomo uma longa respiração e saio do quarto. Encontro ele em pé olhando para fora da janela. Me aproximo e lhe abraço deitando minha cabeça em suas costas.

- Vai pra cama Júlia... - ele sussurra e eu sei que ele está muito bravo. É isso que eu odeio nele! Não gosta de receber um não! Quer tudo na hora que ele quer! E não pode ser assim! Eu quero dormir e ele quer discutir o nosso relacionamento as duas e meia da manhã? Pensei que quem gostava desse tipo de coisa era as mulheres! Só Deus!

- Se você não vem comigo. Vamos passar a noite aqui! - digo e beijo suas costas e ele suspira.

- É sério Júlia! - ele diz baixinho.

- Eu também estou falando sério docinho! - digo irritada e ele ri por eu ter chamado ele de docinho mesmo estando brava.

- Eu perdi meu sono por sua causa. Vamos pra cama! - choramingo batendo o pé, ele se vira mas não me larga, olha pra minha boca e se inclina pra me beijar. Eu me aproximo e beijo seus lábios suavemente, ele abre a boca e coloca a língua. Geme em minha boca e amassa minha blusa com as mãos querendo tirar.

- Vamos ficar aqui no sofá docinho! - diz entre beijos e me direciona para o sofá.

- Vamos para cama Guilherme! - eu repito pela vigésima vez na noite mas mesmo assim me deita no sofá. É... Acho que vamos ficar por aqui mesmo! Raramente venço!

Tira a minha blusa e morde o lábio inferior. Confesso que nem o meu único namorado Caio me olhava assim quando transavamos. Eu conheci ele no primeiro ano do ensino médio. Começamos a namorar e no segundo ano perdi a virgindade com ele. Não foi lá essas coisas, mas pelo menos ele não falava palavras sujas! Ele me traiu com a melhor amiga da Alice.

Ela me zoou até o final do segundo grau por isso! O que mais me doeu não foi ele me trair com aquela loira de farmácia com o corpo escultural, mas ter dito a ela que eu era fria na cama. Ele achava que eu era uma puta que podia me pegar e fazer o que quisesse comigo, que eu ia ficar calada! Eu acho que ela deu o que eu não dei.

Foi melhor assim. Eu penso que se você está numa relação e ama sozinha, você não ama nem assim mesma. Nunca mais tive nenhum relacionamento, e agora vem o meu amigo querendo destorcer as coisas. Eu queria dá uma chance ao Guilherme, mas é que eu não quero ficar sem seu amor e perder a sua amizade se isso não der certo! Ele olha para mim e tira a minha calcinha, se levanta e tira a cueca ainda olhando pra mim. Eu nunca me imaginei fazendo isso com ele.

- Eu quero você em cima... - ele diz e estende a mão para eu pegar. Olho para ele chocada. Se senta no sofá e me puxa para monta - lo. Me sento receosa em cima dele.

- Muito pesada? - pergunto nervosa e ele fica sério.

- Não gosto quando você se preocupa com essas coisas docinho! - diz bravo e beija o meu pescoço. Coloca a ponta na minha entrada e eu abro a boca em surpresa. Rebola e entra todo dentro de mim. Fecho os olhos e sinto vontade de chorar. Respiro fundo e abro os olhos e uma lágrima cai sem querer.

- O que foi Júlia? - ele pergunta preocupado e me puxa pra perto.

- Não foi nada. - digo e lhe dou um beijo casto, me movo e lhe abraço.

- Docinho... - ele sussurra e aumenta as estocadas e eu gemo.

- Eu te amo Guilherme! - sussurro no seu ouvido e ele vira o rosto e me beija na boca.

- Eu também te amo docinho. - diz alto e estoca forte que eu não contenho os gritos. Gozo e desabo em cima dele, estoca mais algumas vezes e goza puxando o meu cabelo para olha - lo, respira como quem acabou de chegar de uma corrida de um país à outro.

- Você me ama como amigo ou como homem, Júlia? - pergunta ofegante. Lá vem ele de novo!

- Como amigo e como homem docinho. - digo buscando folego com ele ainda dentro de mim. Beijo sua boca e me levanto para ele sair de dentro de mim.

- Senta. - ele manda e eu sento.

- Você é muito mandão, Guilherme! - digo e lhe dou uma tapa no braço, ele ri gostoso. Lindo!

- Vamos dormir docinho? - ele pergunta com certo deboche.

- Agora você quer? Vou tomar um banho primeiro. - me levanto nua e sigo para o banheiro e ele me acompanha, peladinho.

- Você vai esfregar as minhas costas docinho? - ele diz divertido, eu faço uma careta.

- Anda logo com isso! E fica aí que eu vou trazer a toalha! - grito e ele solta uma gargalhada.

Entro no quarto e visto uma calcinha branca e a minha camisola de bichinhos. Levo a toalha e a cueca dele. Ao me ver ele ri.

- Eu nunca broxarei com essa sua camisola docinho! É até bonitinha! - ele diz sarcastico e eu jogo a toalha na cara dele.

- Vai se ferrar Guilherme! - digo e saio do banheiro. Esse cara só pode ser um morcego ou um vampiro sei lá. Não me deixa dormir!

Apago a luz e me deito de lado esperando o sapo encantado! Depois de um tempo ele aparece e acende a luz de novo!

- Docinho... - ele chama.

- Porra! Apaga essa luz! - digo irritada por ele ter me acordado, logo agora que eu estava pegando no sono. Ele apaga a luz e se deita na cama, puxa o lençol e me abraça.

- Desculpa. Você foi dormir e nem me esperou? - ele diz horrorizado e divertido. Quem entende?

- Eu estava tentando! Agora se você não calar a boca vou por você pra fora e não no sofá! - digo brava e ele ri divertido.

- Você está com tanto sono assim docinho? - ele pergunta baixinho.

- Você não imagina o quanto! Docinho, eu te imploro! Me deixa dormir! - choramingo perdendo a paciência e me viro para olha - lo.

- Pedindo com carinho! Agora me dá um beijinho de boa noite. - diz e me beija gostoso.

- Já chega! - lhe empurro e ele ri. Me viro e não falo mais nada. Finalmente ele cede e apaga junto comigo abracadinho no meu corpo.

Você e nada maisHistórias para pegar e não largar. Descubra agora