O que eu faço? Eu amo ele como amigo, isso eu sei. Mas eu não sei se vai dá certo como homem e mulher! É gostoso quando nós transamos, mas eu sinto que não vai dá certo! Eu amo ser amiga dele. Já fizemos várias loucuras juntos, mas nunca pensei que ele pudesse se apaixonar por mim. Eu e a Karen fomos para a festa do restaurante e decidimos ficar bêbadas. Era quase três da manhã quando resolvemos ir para casa.
O Guilherme me implorou tanto que levamos ele conosco pra casa. Chegamos em casa e coloquei o Guilherme na minha cama enquanto isso ele tentava me beijar.
- Só um beijinho docinho! A Karen não vai ver. - ele diz com voz de bêbado. Lhe dou um selinho e ele lambe os lábios e eu não pude deixar de rir. Ajudei a tirar a roupa, ele só dorme de cueca ou nu, foi o que ele me disse. Então optei por deixar ele de cueca. Fiz ele deitar na cama, ele me levou junto.
- Me solta, Guilherme! - digo baixinho ele me beija de língua e subiu minha blusa, eu realmente me assustei. - Não faz isso Guilherme. Agora dorme! - digo e me levanto deixando ele na cama, chateado.
Passo pelo quarto da Karen e ela já está dormindo, nem se deu o trabalho de tirar o sapato e as roupas. Porca! Tiro os sapatos e me sento no sofá, suspiro e fecho os olhos. Sinto o perfume do Guilherme e abro os olhos para encontra - lo nu na minha frente. Se senta em cima de mim e me beija de um jeito bem louco!
- O que você está fazendo Guilherme? - lhe empurro ele ri.
- Eu quero comer você, docinho! - ele diz com voz de bêbado e massageia os meus seios por cima da blusa. Eu olho para o membro dele chocada. O negócio ficou em pé na minha frente e duro!
- Endoidou foi? Vamos dormir agora! Vem! - digo e ele se levanta rindo e eu me sinto aliviada. No quarto, ele se sentou na cama e duramente consegui colocar a cueca nele. Ele disse que o pau estava muito duro e que precisava foder ou ia ficar sem o pênis, eu ri alto. Deitei e o cobri.
- Onde você vai dormir docinho? Se você for dormir no sofá eu também vou.- ele diz sonolento.
- Eu vou dormi aqui. Fique quieto ou vou bater em você com uma frigideira. - troco de roupa e me deito de lado. Ele se aninha em mim e beija o meu pescoço e depois de cinco minutos já estava roncando e eu dormi. Isso eu levei na brincadeira até ontem quando ele disse que não estava bêbado. Ia ser só uma vez e mais nada, agora temos mais essa! E o que é que ele está me pedindo agora? Namoro?
E aqui estou eu beijando o meu melhor amigo no meio da sala. Eu de calcinha e blusa e ele de toalha! Minutos se passam, e ele continua me beijando e mordendo. Solta a minha boca e me abraça apertado. O meu coração está tão acelerado que a qualquer momento pode sair pela boca. Me solta, pega minha mão e me leva para o quarto sem dizer mais nada. Ao entrar, me lembro que está tudo molhado.
- Vou buscar um pano para enxugar isso tudo aqui. - digo e saio em direção da cozinha. Abro a geladeira e bebo um copo de água gelada, pego o pano e volto para o quarto, o encontro de cueca e sentado na beira da cama. Ele me olha e não enxergo mais o meu amigo e sim o homem que me deseja como mulher.
- Você quer que eu vá embora Júlia? - ele pergunta chateado e eu paro de enxugar o chão.
- Porque está me chamando assim? - pergunto e paro na sua frente.
- Eu te fiz uma pergunta. - ele diz chateado e eu quero gritar!
- E eu te fiz outra! - eu digo com as mãos na cintura, ele a puxa e deita a cabeça na minha barriga.
- Eu não quero que você vá embora docinho. - digo e ele levanta os olhos e sei que ele quer uma resposta para o nosso dilema. - Me deixa acabar aqui para a gente dormir. - passo a mão em seus cabelos úmidos, ele me solta um pouco relutantemente. Continuo enxugando sua lambança no meu quarto e volto para cozinha, jogo o pano no departamento de limpeza, Lavo as mãos e volto para o quarto querendo cama.
Apago a luz e me junto a ele na cama. Estou com calor e sem sono. Me deito de barriga pra cima sem o lençol, ele se aproxima e o meu coração acelera. Deita a cabeça no meu ombro e coloca uma perna sobre as minhas, passa um braço sobre a minha barriga. Levo minha mão ao cabelo de sua nuca e faço carinhos, ele se aninha mais. Devagar desce as mãos pelas minhas pernas e beija o meu colo, sua mão escorrego pra dentro da minha calcinha e eu gemo baixinho. Tiro sua mão dá minha calcinha e olho para ele muito séria.
- Amanhã podemos conversar sobre isso. Ok? Agora vamos dormir? - digo e toco em seu rosto.
- Tudo bem. - ele diz chateado, eu ignoro seu tom. Me viro de costas pra ele que não faz nada. - Posso abraçar você? - diz baixinho e eu levanto a cabeça para encara - lo.
- Pode. Só não comece com suas mãozinhas inquietas ou vai dormir no sofá! - digo brava e ele ri.
- Isso não! Eu já parei! - diz rindo e me abraça por trás. Afunda o nariz no meu cabelo e passa um braço na minha cintura e chega mais perto. - Eu te amo docinho! - ele diz e beija atrás da minha orelha me arrepiando.
- Eu sei. Eu também te amo. Agora cala a boca, que você fala demais! - digo e dou uma cotovelada.
- Ai, docinho! Você é muito chata! - ele diz e morde minha orelha, me arrepiando novamente.
- E o que é que você está fazendo na minha cama? - digo tentando me afastar do seu corpo.
- Para com isso agora Júlia! - ele fala alto e me assusta, me viro para olha - lo com raiva.
- Isso não vai dá certo Guilherme! - digo no mesmo tom, ele passa as mãos nos cabelos e olha pro teto, buscando o que? Paciência?
- Você disse que a gente ia conversar Júlia! - ele se levanta e olha pra mim bravo.
- Vamos dormir, agora! - digo e me viro encerrando o papo. Ele ainda está sentado olhando pra mim. Depois de um tempo se levanta e sai do quarto. Ele vai embora a essa hora? Arghhhh que saco!
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Você e nada mais
RomanceJúlia Raabe é uma jovem que está acima do peso ideal para a sociedade e tem suas inseguranças e por isso o mau humor constante mas que encontrará um amor estar bem perto dela que fará ela entender que não é preciso ser uma mulher " perfeitinha " par...
