Capítulo Treze

8.9K 744 21
                                        

Meu celular toca e eu me espreguiço com uma dor de cabeça dos infernos! Abro os olhos e olho para o meu lado, e o Guilherme ainda dorme profundamente. Olho no visor e é a mamãe. O que ela quer a essa hora da manhã? E já são dez da manhã? Que droga! Nem adianta ir mais pra faculdade! Minha vontade é de matar o Guilherme asfixiado!

- Oi mamãe... - digo rouca e dou uma tossidinha de leve.

- Juju, quando é que você vai vim nos visitar? - ela diz chateada.

- Eu vou agora nas férias, mamãe. - digo e sinto o Guilherme se mexer na cama suspirando.

- Como está o trabalho e a faculdade? - ela pergunta curiosa, suspiro e empurro o Guilherme para longe quando coloca a mão dentro da minha calcinha, faço que não com a cabeça.

- Está tudo bem mamãe. Eu estou morando com uma colega, o nome dela é Nina. - falo baixinho, ele está me deixando louca.

- Você está na faculdade? - pergunta curiosa.

- Sim. - sussurro.

- O que disse? Júlia? - ela pergunta e consigo arrancar a mão inquieta dele, deita a cabeça no meu peito e sobe minha camisola.

- Estou, mamãe. Como vai todo mundo? - pergunto e puxo o cabelo do Guilherme e ele ri.

- Estamos bem. Com muita saudade de você Juju! - ela diz feliz e sinto saudade. Ele não para e mais uma vez empurro e tapo o celular com uma mão um tanto furiosa!

- Para com isso agora! Que saco! - digo brava e com raiva e ele me larga mas ainda fica com metade do corpo em cima de mim.

- Eu também mamãe. Prometo ir nessas férias. Agora eu tenho que desligar. Te amo. - digo um pouco emotiva. Extremamente emotiva.

- Tudo bem. Também te amo, Juju! - diz tremula e desliga. Respiro fundo e fecho os olhos.

- Desculpa por ter feito você perder a hora docinho. - ele diz baixinho e beija o meu pescoço.

- Sem problemas. - sussurro ainda de olhos fechados.

- Você vai passar as férias na casa dos seus pais? - diz e pelo tom, ele não está satisfeito. Olho para o seu rosto que está bem próximo ao meu. Eu não sabia que ele era um grude! Está me sufocando!

-Sim. Você vai sobreviver sem a minha chatice, docinho. - digo e levanto as sombrancelhas.

- Eu vou atrás de você! - ele diz e não duvido que ele seja capaz de fazer isso mesmo.

- Você não é nem louco! Nem é tão longe assim. Um dia eu voltarei! - digo rindo e puxo sua orelha.

- E como ficamos docinho? - diz sério e olho para ele.

- Eu não sei Guilherme. - digo e passo as mãos no rosto.

- Você não quer tentar... Namorar comigo? - diz nervoso.

- Namorar! - me sento na cama assustada. Ele senta e pega minhas mãos e aperta com firmeza.

- Vamos tentar? Podemos ir com calma. - diz sorrindo e me dá um beijo casto na boca.

- Ok. - suspiro e vejo surgir um sorriso enorme em seus lábios. Me joga na cama e me dá um beijo de tirar o fôlego.

- Isso é um sim, docinho? - ele diz e parece um menino pequeno.

- Falando desse jeito parece que me pediu em casamento! - digo rindo da sua alegria.

- Quer casar comigo docinho? Me dá um minuto para eu buscar as minhas coisas? - ele diz divertido e eu arregalo os olhos.

- Não quero casar com você! Vamos ter regras aqui docinho! Não pense que agora que estamos namorando você vai dormir aqui toda noite! - digo e olho para ele que sorri abertamente e pensativo!

- Depois a gente ver isso. Agora... - ele diz e sobe no meu corpo e se inclina para ficar cara a cara. - Eu quero você. - ele sussurra.

- Eu sou toda sua... - sussurro olhando em seus olhos.

- E eu sou todo seu. - diz e me beija. E mais uma vez nos perdemos nesse furacão de sensações.

Tomamos banho juntos e depois ele foi embora para casa. Tenho que arrumar o apartamento antes de ir trabalhar a tarde.

No banheiro penso na burrada que eu fiz. Eu estou namorando o meu melhor amigo? E eu aceitei? Eu só posso está enlouquecendo! E quem está fodendo com o meu juízo é o Guilherme! Ruim ou não é uma loucura que me faz bem! Mas se as coisas não fluírem bem nesse namoro, ainda vamos ser amigos? É disso que eu tenho medo. Medo de não ter o seu amor e perder sua amizade. Todo mundo precisa saber desse nosso namoro? Estou pensando seriamente se fiz a coisa certa! Nessas férias eu vou aproveitar para descansar e pensar. Preciso me afastar um pouco, estou tensa demais. Eu sei que ele não vai gostar muito desse tempo. Até porque vamos entrar de férias do trabalho e da faculdade juntos e poderíamos estar juntos e não vamos estar! Entendendo ou não, eu vou! Agora só resta saber se a Nina vai ficar sozinha aqui no apartamento ou vai querer ir comigo, se topar vai ser legal ter ela comigo na casa dos meus pais.

Você e nada maisOnde histórias criam vida. Descubra agora