Papo de Racismo.

9 0 0
                                    

Uma jovem negra na cidade do Rio de Janeiro, antes de entrar em uma loja que vendia roupas, ela vestiu o seu casaco que ela tinha trazido da sua casa e o carregava nas mãos. Na ocasião, talvez tentando evitar um mal entendido, ela vestiu o seu casaco assim que entrou na loja.

A jovem deu uma volta dentro da loja, não encontrou o que procurava, e quando ela já ia embora à dona da loja insinuava que ela tivesse roubado o casaco que ela estava vestida. Naquele momento ainda sem entender o que estava acontecendo, à jovem foi abordada pelo segurança da loja que, também insinuava de que ela tivesse roubado aquele casaco. A dona da loja fez uma verificação e constatou que lá na sua loja não tinha a venda aquele tipo de casaco que a jovem estava usando naquela ocasião. Uma vez checada e percebida todos os equívocos e enganos o mínimo que a dona da loja tinha que fazer era pedir desculpas a jovem pelas as suas precipitações e falta de atenção. No entanto, além de não pedir desculpas pelo ocorrido, consta que o segurança da loja, ainda tratou a jovem com injuria insinuando que ela fosse uma vigarista, e exigiu que ela se retirasse daquele lugar rapidamente.

Sentindo humilhada a jovem procurou a delegacia e explicou a situação ao delegado que disse a jovem que se ela tivesse a nota fiscal do casaco que ela já tinha comprado a mais de seis meses. Por sorte a jovem ainda tinha guardada a nota fiscal do casaco e o levou para o delegado. Só que para incompreensão dela o delegado tratou de colocar panos quentes no assunto, ou seja, ele tentou convencer a jovem a abrir mão de tal situação. Em uma radio um jornalista que fazia toda a narrativa do ocorrido, comentava o assunto. O jornalista dizia que se essa jovem fosse branquinha de olhos claros e com ares de classe media certamente ela não teria passado por tal constrangimento. A minha avó já dizia que quando as coisas começam erradas, os erros vão se multiplicando, só que um erro não justifica o outro.

Certamente um dos grandes problemas de uma cultura é não saber interpretar o que está certo ou errado; quando se multiplica os acertos se encontra todas as soluções, e quando se multiplica os erros e enganos o resultado é todos os tipos de problemas insolúveis; isto por que embutido a eles estão às injustiças. Nesta ocasião o jornalista falava que se a jovem em questão fosse branquinha de olhos claros e com ares de classe média, certamente, tais problemas não teriam ocorridos. Penso que: "esse ares de classe media é que parece ser o detalhe". Em um entendimento, parece não ter havido racismo, o que houve foi falta de atenção das pessoas responsáveis pela loja.

Pois se eles tivessem atentos teriam visto que a jovem vestiu o seu casaco assim que ia entrar na loja de roupas e esses erros ou engano não teria se multiplicado. Em um entendimento, se uma jovem branquinha de olhos claros, mas, porem pobrezinha; penso que ela teria tido o mesmo tratamento da pretinha que são igualmente pobres. Penso que se a jovem pretinha e a branquinha, ambas são de classe media e vão dar um rolezinho na zona sul da cidade do Rio de Janeiro em qualquer estabelecimento que elas entrarem com bons modos, certamente terão os mesmos tratamentos. Neste mesmo entendimento, a cor da pele parece não ser o detalhe, o detalhe é quanto de dinheiro tenhamos nos bolsos ou nas mãos.

Em um pensamento, no Brasil a grande discriminação está potencializada é entre ricos e pobres. Parece ser nestes ares que perpetuam os esnobismos, os debochem, as provocações e até os desprezos. É bom dizer que essa simples situação ainda poderia ter sido ainda mais complicada: digamos que mesmo com todos os cuidados desta jovem em questão, se lá nesta loja tivesse o mesmo tipo de casaco que ela estava usando. Digamos que ela não tivesse mais a nota fiscal do mesmo; ela entra na loja e resolve comprar outro casaco igual o que ela já tinha.

AÍ, quando ela passasse no caixa para pagar ocasaco alguém da loja cisma que ela estava comprando um e levando dois casacos.E aí, até descobrir que focinho de porco não é tomada, o sururu não estariaformado? E certamente, não iriam faltar prejulgamentos.    

Pela Direita ou pela Esquerda.Onde histórias criam vida. Descubra agora