Capítulo 32

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No último dia, fomos em um barco alugado, passando por todo o extenso mar e vendo aquela bela praia da Costa da Lagoa, sentindo um turbilhão de sentimentos bons por ter passados dias sensacionais lá, uma ótima maneira de se despedir daquele lugar incrível. Thomas encheu as taças e todos nós brindamos, sentindo que iriamos sentir saudades dos dias que tivemos em Santa Catarina.
Voltamos com uma sensação de quero mais para São Paulo, mas foi uma ótima forma de aproveitar nossas férias, que já estava no final, tínhamos apenas mais uma semana.

***Rychard***

Logo Anne voltaria para a faculdade e como eu sou um cara muito estudioso, também! Ela finalmente estava voltando ao normal comigo desde aquela vez que quase rolou entre nós, mas eu não sabia exatamente no que os pensamentos dela haviam chegado.
Peguei o celular emprestado do Ryan para falar com ela.

Anne: Não, Ryan. Eu não vou aí.

Ryan: Por que? Queria te ver...

Anne: Não estou afim de sair hoje... Estou estudando para a volta às aulas.

Ryan: Sei... Quer ajuda? Sou um ótimo professor!

Anne: Acredito!

Por que será que esse acredito saiu tão irônico? Vi que ela pensou um pouco e digitou:

Anne: Meus pais não estão em casa hoje, levaram minha irmã também. Então estou sozinha...

Ryan: Nossa, te deixar sozinha devia ser um crime! Poderia te fazer companhia... Quer que eu vá aí?

Digitei torcendo para que ela aceitasse. Que combinação é melhor do que pais fora de casa e garota linda solitária?

Anne: Não... Porque eu tenho certeza de que não iriamos estudar.

Ryan: Poderíamos fazer algo ainda melhor... Mas só quero te fazer companhia.

Ela passou uns dois minutos pensando. Conseguia imaginar Anne do outro lado da tela mordendo aqueles belos lábios vermelhos, enquanto ficava em duvida. Já eu me encostei no sofá tamborilando com os dedos na minha perna, tentando conter a ansiedade.

Anne: Vem...

Já joguei o celular para o ar e saí caçando meu tênis e as chaves da moto.
- Ryan pelo amor de Deus cadê as chaves me acode garotas tem tendência a mudar de ideia muito rápido socorro!- Eu disse, assim sem vírgula mesmo e falando sem pausar, enquanto pulava sem parar tentando calçar os sapatos.
Ele veio para a sala e falou:
- A última vez que eu vi estava jogada em cima do sofá. Por que? Onde você vai?
- Para a casa da Anne! É hoje que aqueles números vão zerar, maninho!- Falei sorrindo que nem besta e fazendo uma dancinha. Joguei todas as almofadas no chão caçando desesperado as chaves, encontrei e já me preparei para sair.
Ryan ia falar mais alguma coisa, mas saí antes de poder escutar. Corri para a moto e a liguei, estava animado, ansioso, um pouco de tudo! Ficar esse tempo todo sem sexo estava mexendo comigo? Nem um pouco, imagina! Vou simular que não estou nem um pouco ansioso. Claro, sou uma pessoa muito controlada!
Cheguei lá e estacionei a moto, ia lá mas parei preocupado. Estava tudo ok? Precisava ser perfeito. Hálito, ok! Cabelo, ok! Visual, sensacional como sempre! Camisinha, dessa vez tá no bolso! Vamos nessa...
Fui até o portão dela e ia tocar o interfone, mas Anne já estava na entrada me esperando. Foi até o portão, abriu e falou:
- Entra!
Me puxou pela mão, me fazendo entrar rápido.
- Uau, está ansiosa!- Falei com um sorrisinho.
- Deixa de ser besta, só não quero que ninguém veja você entrar. Meus pais saíram, mas as empregadas e o jardineiro estão aqui...
- O que tem? Eles vão participar também?- Brinquei e ela me deu um tapa no braço.
Fomos para dentro da casa da Anne de mãos dadas, mas assim que fechou a porta eu já puxei Anne para mim, beijando ela com vontade.
Ela me beijou também, se entregando, demoradamente... Mas parou para recuperar o fôlego e para dizer:
- Não íamos estudar?
Pegou um de seus livros em cima da mesa e se sentou no sofá, simulando uma leitura. Respirei fundo e sentei ao lado dela, beijando seu ombro.
- Achei que estudar era só uma desculpa para ficarmos mais a vontade...- Falei subindo até chegar em sua boca, a beijei como se não a beijasse a semanas e ela correspondeu com desejo, minha língua exploração cada canto da sua boca, que fazia um calor subir dentro de mim.
- E era... Estava com saudades de você, mas...
- O que?
A puxei mais para mim percorrendo seu corpo com minhas mãos, adorava explorar as curvas dele, enquanto beijava e dava leves chupadas no seu pescoço e fazia ela se arrepiar.
- Mas...
Nos beijamos como dois loucos, aqueles beijos no estilo mais selvagens, cheios de desejos. A puxei para mim em um movimento rápido e fiz ela vim para o meu colo, colando seu quadril no meu, enquanto nos agarravamos em uma bela disputa de beijos e puxões. Eu já estava excitado e ela conseguia sentir naquela posição. Anne também estava bem ofegante...
- Hum... esqueci o que ia dizer...- Falou ela enquanto eu descia pelo decote da sua blusa.
- Acho que não precisamos dizer mais nada, então...- Falei baixinho e sorrindo.
Anne segurava e dava leves puxões no cabelo da minha nuca, o que me deixava ainda mais louco por ela, enquanto eu apertava e massageava aquelas pernas maravilhosas. Ataquei seus lábios de novo, querendo muito mais daquilo.
- Não, eu lembrei!- Falou ela tentando recuperar o fôlego e se afastando um pouco- Alguém pode nos ver aqui, meus pais podem voltar e... Ai, meu Deus, Ryan...- Gemeu Anne enquanto minhas mãos subiam por sua perna, ela estava de saia naquele dia. Ah, que dia de sorte... Passei as mãos na sua bunda, sentindo sua pele macia e a puxei mais para mim.
- Prometo que vou tentar ser rápido...
Ela mordeu seu lábio inferior me olhando, começou a se esfregar em mim de uma maneira bem gostosa, ela podia negar mas também estava louca para se entregar...
Suspirei sentindo a minha respiração pesada como nunca, apertei seus seios, mas já não me satisfazia de só tocá-los assim. Tirei a blusa que Anne estava usando e vi ela de sutiã, beijei entre seus seios enquanto meus dedos subiam por suas costas procurando um jeito de tirar o resto. Tirei seu sutiã e pude ver seus seios fartos, eram perfeitos, me enfeitiçaram por completo. Comecei beijando eles devagar, sendo carinhoso, dei leves chupadas, depois abocanhei e chupei com vontade, ouvindo ela tentando se controlar mas cedendo, também estava sem controle, meus chupões faziam ela se erguer um pouco no meu colo, depois voltava ao normal ofegante.
Subi novamente com minha mão por baixo da sua saia e segurei o pano pronto para tirar sua calcinha.
Mas escutamos alguém entrando pelo portão e vozes vindas de fora. Nós dois pulamos de susto e já nos desesperamos.
- Merda! Merda! Ferrou! Meus pais!
Falou Anne saindo do meu colo e pegando seu sutiã e sua blusa correndo, enquanto tapava com o outro braço seus seios.
- Vou sair pelos fundos!- Falei desesperado.
- Não a empregada está lá! Não pode te ver!
As vozes aumentaram, eles estavam perto da porta agora.
Anne pegou minha mão e corremos na maior velocidade para o andar de cima.
Anne fechou a porta do seu quarto quando entramos, preocupada. Pegou a sua blusa, colocando sem sutiã mesmo.
- Eu falei que eles estavam para chegar! Ai, meu Deus! Eles não podem te ver, vão me matar! O que vamos fazer?
Passei a mão pelo cabelo tentando me recuperar.
- Que jeito de fazer você me levar para o seu quarto. Se eu soubesse tinha negociado com seus pais antes...- Brinquei rindo.
- Ryan, isso é sério! Como vai sair sem meus pais verem você?
- Relaxa, eu dou meu jeito.- Falei sorrindo e me aproximando.
Beijei ela, mas Anne se afastou dizendo:
- O que está fazendo? Meus pais estão em casa...
- Deixa tudo mais arriscado... Vai dizer que não gosta do perigo?
Ela estava contrariada, mas quem disse que ela sabia resistir a mim? Do mesmo jeito que eu não conseguia mais resistir a ela.
Continuamos em um beijo ardente, sem limites, a coloquei contra a porta enquanto nos esfregavamos com o corpo colado um no outro, abaixei o ziper da minha calça e ergui uma perna de Anne, segurando ela próxima a minha cintura.
Até escutarmos alguém batendo na porta do seu quarto e uma voz grossa dizendo:
- Filha, posso entrar?
Pânico geral! Olhei para os dois lados e corri para de baixo da cama que nem o Flash, Anne se desesperou, jogou o sutiã para de baixo da cama e pegou um livro se sentando, fingindo que estava estudando.
- Pode, pai!- Falou meio gaguejando.
Ele abriu a porta sorrindo e falando:
- Acabamos de chegar! Mas vamos ter que sair de novo, aqueles nossos amigos do Rio de Janeiro vieram para cá nos visitar, vamos a um restaurante. Eles estão querendo te ver também! Você vai participar do jantar?
- Ah... Sério? Que bom, pai... Sim, também estou com saudade deles!- Falou afinando um pouco a voz pelo nervosismo.
- Então daqui meia hora vamos sair para encontrá-los. Esteja pronta!
- Ok...- Anne tentou sorrir, mas estava muito tensa.
Imagina eu então vendo a pouquíssimos centímetros de mim os pés do pai da garota que eu estava na maior pegação até agora!
Ele saiu e depois de alguns momentos ouvi o barulho dele descendo as escadas.
Saí de baixo da cama com os olhos arregalados e falando:
- Cara, isso foi perigoso até demais! Eu poderia ter morrido agora!
- Também acho! Ryan, você precisa ir embora. Hoje não vamos conseguir ficar junto com meus pais aqui...
- Ok, mas por favor me encontra amanhã? Não me negue isso...- Pedi a olhando suplicante.
- Amanhã não posso, tenho uma festa da irmandade para ir.
Festa... Coisas interessantes acontecem em festas...
- Eu vou! Afinal, também sou da irmandade!- Falei, mas logo em seguida lembrei que tinha um show para fazer amanhã com a minha banda... Ah, depois eu dou uma desculpa para eles! Não dava mais para esperar.
- Mas...
- É sério, nos vemos lá, o que acha?- Perguntei tirando uma mecha de cabelo da frente dos olhos dela. Anne tentou segurar, mas sorriu e concordou me olhando intensamente. Dei um último beijo nela, não querendo ir embora, mas fui. Dei um jeito de descer pela árvore que tinha ao lado do quarto dela, morrendo de medo de fazer barulho e ser pego no flagra por um dos meus "sogros". Consegui descer, mas ouvi um barulho atrás de mim, olhei para trás e vi dois cachorros olhando para mim e rosnando. Eles começaram a latir e a correr atrás de mim sem parar, disparei que nem um louco e consegui por pouco pular o muro antes de arrancarem um pedaço de mim! Tudo com a Anne é mais intenso, até a parte do perigo eminente...

Entre Segredos e MentirasOnde histórias criam vida. Descubra agora