Capítulo 61

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- Se comportem!- Paula pediu para os filhos antes de eles descerem do carro e entrarem na casa de Kelly.

Paula e Breno haviam sido convidados para uma reunião de amigos na casa de Piolho e, para não deixar os filhos sozinhos, eles pediram para a mãe da morena tomar conta dos quatro.

- Agora você já pode beber de novo, mor!- Breno exclamou.

Desde que parara de amamentar Vítor ela ainda não havia tido a oportunidade de beber como antes.

- Mas não pretendo encher a cara também- ela falou.

- Duvidei!- ele riu.

- Não acredita na minha palavra?- ela o olhou.

- Acredito, mor, mas se você beber um você vai querer mais.

- Eu não sou você que não sabe se controlar.

Depois de um tempo o casal chegou até a casa de Piolho.

- Olá!- eles entraram de mãos dadas já que a porta estava aberta.

- Meu casal chegou!- Piolho exclamou indo até o casal de amigos e os abraçando.

Paula e Breno cumprimentaram todos ali presentes e se sentaram juntamente com o restante.

- Eu não sei se eu daria conta de casar- Jordan falou- Deve ser chato a cobrança e tudo.

Tirando Danilo, todos os amigos de Breno, que eram os de Piolho, eram solteiros.

- É maravilhoso- Breno respondeu fazendo todos o olharem surpresos.

Por mais que ele ia estivesse se relacionando há dois anos com Paula, ainda era estranho para os amigos pensar em Breno como um pai de família e namorando a mulher que ele mais implicava na vida.

- É gostoso demais chegar cansado do trabalho e ver a sua família em casa- o loiro disse sorrindo.

- Falando nisso, quando é que sai esse casamento aí?- Mari perguntou.

- Cada coisa no seu tempo, moça, calma- Paula falou brincando e fazendo todos rirem- Na verdade eu já me considero casada, a gente divide uma casa, divide cama, lava as roupas juntos, divide o banheiro, temos quatro filho, não acho que tem como ser mais casado que isso.

- Você não quer casar na igreja, mor?- Breno olhou para ela que negou com a cabeça.

- Tomou um fora!- Danilo zoou fazendo Breno o mostrar o dedo do meio.

- Não é um fora, eu só não acho necessário- ela deu de ombros.

- Com o Joaquim você casou na igreja?- Mari questionou.

- Ele era judeu, então a gente casou de acordo com a religião dele.

- Mas eu concordo com você- ele acariciou o cabelo dela a fazendo olhar para ele- A gente vai casar em outro lugar- Paula deu uma risadinha e não tocaram mais no assunto.

- E filhos? Vão fazer o quinto?- Piolho perguntou.

- Não, já deu! Os quatro já dão trabalho o suficiente- Paula falou rindo.

Eles continuaram conversando enquanto bebiam e o álcool foi subindo por seus corpos, então logo estavam dançando com a música que Piolho botara.

- Ei, vamos fazer um jogo!- Jordan propôs e abaixou a música.

- Qual?

- Roleta do beijo!

- Tá doido? Eu e Breno somos homens comprometidos- Danilo rebateu.

- É só um selinho, gente!- ele falou.

Todos já estavam alcoolizados o suficiente para não se importarem com o que aconteceria.

- Bora!- Breno gritou.

- Eu não quero- Paula falou.

- Vamos, Paulinha!- Mari cutucou a morena.

- Não, vou ficar aqui só olhando- ela deu um pequeno sorriso e se sentou bebendo o seu drink.

O restante se sentou no chão e começou a brincar. Quem a roleta escolhesse tinha que dar um beijo em alguém. Em certo momento a roleta parou em Breno e o coração de Paula acelerou pois não estava preparada para ver seu namorado beijar outra pessoa. Ela viu o namorado se levantar com um sorrisinho safado nos lábios e resolveu olhar para baixo para não ver o que acontecia.

- Por que eu não falei pra ele não jogar?- ela sussurrou para si mesma e foi surpreendida quando as mãos do namorado puxaram seu rosto e ele lhe deu um beijo apaixonado.

- Era só um selinho, Breno!- Jordan gritou rindo da roda.

- Achou mesmo que eu beijaria outra pessoa que não fosse você?- ele sorriu e deu um selinho na morena- Já joguei minha rodada.

Breno se sentou ao lado da namorada, puxou as pernas dela para ficarem apoiadas em seu colo e começou a acariciar elas enquanto olhava apaixonadamente nos olhos da morena.

- Eu não tenho vontade de beijar nenhuma boca que não seja a sua- ele deu um sorrisinho exibindo sua covinha.

- Confesso que achei que você iria beijar outra pessoa, quase morri- ela brincou fazendo ele rir.

- Jamais.

- Imagina se caísse naquela sua antiga amiguinha?- Paula se referiu a menina que Breno ficava quando estava bêbado nas festas de amigos e que acabou se apaixonando por ele- Ela com certeza ia querer te beijar.

- Out! Eu ia sair correndo- a morena riu da frase dele.

- Você acha que a gente ficou monótono depois que começou a se relacionar?

- Mor, cada dia a gente transa em uma posição diferente, em um lugar diferente, isso com certeza não é monotonia!- falou como se fosse óbvio.

- Não to em referindo a isso, besta!- deu um tapinha no braço dele- Ao restante. A gente quase não sai, é trabalho e casa todos os dias.

- Nós temos uma família, mor, isso que a gente faz apenas representa o nosso amor pelo nossos filhos e um pelo outro, não é monotonia, é compromisso!

Paula sorriu para aquele homem maduro que ela via em sua frente. Se há dezessete anos atrás dissessem para ela que o pai de seus filhos viraria aquele homão, ela provavelmente riria da cara da pessoa.

- Vamos treinar quando chegar em casa?- ele perguntou e ela o olhou estranhada.

- Tá maluco? Não quero fazer exercício!

- Treinar na nossa cama, mor- ele falou manhoso e a morena começou a rir.

- Esse exercício eu aceito.

Ela acariciou o nuca dele e então começou um beijo. Eles estavam afastados do restante e atrás e uma mesa, então o loiro sabia que ninguém teria visão do que acontecia, então subiu a mão pela coxa da morena e dentro sua saia tocando na calcinha.

- Breno- ela abriu os olhos e o repreendeu.

- Xiu! Ninguém tá vendo!- ele falou e ela olhou para o lado vendo que os amigos ainda estavam entretido no jogo.

Breno arredou a calcinha dela para o lado e começou a dar prazer pra a morena ali mesmo. Ela beijou a boca dele para abafar qualquer barulho que insistisse me sair. Depois de um tempo ela chegou ao seu ápice e teve que morder forte a boca dele.

- Que delícia!- ela sussurrou ofegante com os lábios ainda no dele.

- Delícia é esse seu gosto- ele tirou a não de baixo da saia dela e olhou para o grupo de amigos vendo todos entretidos, então levou a mão à boca e sugou os dedos- Gostosa.

- Você não presta, Breno- ela tirou as pernas do colo dele sentindo as mesmas fracas.

- Eu vou ir lavar a mão- ele sussurrou no ouvido dela e se levantou.

O loiro lavou as mãos e logo voltou para a mesa vendo todos amigos sentados novamente. Eles seguiram conversando e a noite terminou com o casal se amando na cama que agora eles chamam de 'nossa'.

All These YearsOnde histórias criam vida. Descubra agora